Lição 09: Perdão - Liberdade Para a Alma

Texto Áureo: "E, quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que vosso Pai, que está os céus, vos perdoe as vossas ofensas" - Marcos 11.25


Texto Bíblico Básico: Gênesis 50.15-22





JESUS NOS ENSINA PORQUE DEVEMOS PERDOAR

Perdão: Uma Insígnia do Servo. Na oração do Pai Nosso, pedimos para sermos perdoados por Deus na medida que perdoamos quem nos ofende. Mas como temos exercido o perdão? E se Deus nos perdoasse da mesma forma que eu tenho perdoado meu irmão? Nossa vida cristã é baseada no amor e no perdão. Fomos, antes de tudo, perdoados de uma dívida imensamente maior do que qualquer ofensa que venhamos a sofrer. E ofensa maior sofreu Jesus por nossos pecados. Portanto, a falta de perdão é inaceitável na vida daquele que nasceu de novo, que professa a Jesus como seu senhor e Salvador.  Errar, é algo inerente ao ser humanog por causa da natureza pecaminosa. No entanto. Jesus nos ensina em Sua Palavra, que precisamos perdoar (Mt 6.14). No contexto bíblico, perdoar, significa estar longe das amarras da mágoa e do ressentimento. Portanto, quem perdoa desfruta de plena liberdade. Ao mesmo tempo, a pessoa que foi agraciada com o perdão, recebe a oportunidade para vivenciar essa mesma bênção. Em outras palavras, perdoar é viver e permitir à outra pessoa também viver de forma plena e abundante (Jo 8.32,36; 10.10). No gesto do perdão, tornamo-nos imitadores de Deus, pois é nessa atitude que manifestamos o caráter de Cristo (Fp 2.5) e ficamos mais parecidos com Ele (Ef 4.32). Perdoar é um comportamento essencial para os salvos. O perdão é uma consequente exigência ética de Jesus para todos os seus seguidores e a evidência completa da graça oferecida a nós por Deus.


AS BÊNÇÃOS DO PERDÃO


Plena Liberdade em Cristo. O perdão tem poder de libertar ambos: ofendido e ofensor. Liberta o ofendido da mágoa e do rancor e liberta o ofensor de uma consciência culpada. Perdoador e perdoado, uma vez libertos de seus prejulgamentos, de suas culpas e de seus medos, podem prosseguir em direção ao futuro com harmonia e equilíbrio. Com o perdão liberado,  ambos entram pela porta, que é Jesus (Jo 10.9).

Saúde integral. Perdoar, por definição,  e desculpar. Mas não é tão simples assim. Envolve uma atitude interna e mudanças. Provérbios 17.22 afirma que há relação entre comportamento e saúde. O papel da postura  e dos sentimentos na saúde e no bem estar físicos só tem sido levado em conta há pouco tempo pelos médicos ocidentais. 




"Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra".

William Shakespeare




A raiva traz alguns sintomas físicos, como aceleração do coração, mãos frias, sudorese e respiração mais rápida, enxaqueca, cefaléia, dores no corpo, hipertensão arterial, úlceras estomacais e muitas outras doenças. Isso porque toda vez que pensamos no que nos magoou, o organismo libera substâncias tóxicas que vão lesando o corpo até produzir doenças. Quando perdoamos, esse processo se encerra. O perdão traz saúde integral para o homem, tanto espiritual quanto física. Então, "mãos á obra". Nosso corpo e alma agradecem!





Relacionamentos restaurados.  No Salmo 133, o rei Davi se alegra pela bênção de ver unidos os irmãos. Quando os cristãos vivem em união e harmonia, são abençoados pelo Senhor. Um dia, haverá a união espiritual do povo de Deus de que o poema trata. Entretanto, preconceitos e discórdias fragmentam e comunhão com os outros; mas o amor e o perdão unem  as pessoas. Como Jesus já ensinava em Mateus 5.23,24, a iniciativa do perdão deve partir do ofendido. Quando alguém ofende seu próximo, peca contra ele. Se for pessoa sensível, de boa fé e temente a Deus, fica inquieta, receosa, temerosa e envergonhada. Esta pé uma das razões pelas quais o ofendido deve, confiando na  Palavra de Deus, tomar a iniciativa de perdoar o ofensor. Caso o ofensor não reconheça o seu pecado nem se arrependa, Jesus aponta para a disciplina eclesiástica.



PERDÃO, O LIBERTADOR DA ALMA

O exemplo de José. Depois de tudo o que fizeram seus irmãos, José não só teve sobejas razões para agir, como também condições e situação para revidar todo o mal sofrido. Durante todo o tempo de sofrimento no Egito, ele conseguiu manter o coração voltado para Deus. Mesmo sofrendo humilhações, prisões, injúrias, tentação, ironias, mentiras, não alimentou ódio nem ressentimentos, nem sede de vingança contra seus irmãos. E, finalmente, quando teve seus irmãos em situação de dependência, em posição inferior, com muita desvantagem, prostrando-se diante dele com humildade, ele os contemplou, com ternura e com amor. Certamente, José já os havia perdoado em seu coração. Faltava apena declarar seu sentimento (Gn 45.4-8).

A quem pertence a vingança. Se o crente não está mais debaixo da lei, e sim sob a proteção da graça, é certo que suas ações sejam coerentes com a sua nova situação (Rm 12.17-19). A recomendação bíblica para enfrentar o desejo de vingança é: 

(a) Confiar em Deus (Pv 20.22);
(b) Exercer o esquecimento das injúrias e abençoar os que os odeiam (Mt 5.44-48);
(c) Conquistar outros pela bondade (Pv 25.21,22; Rm 12.21):
(d) Não revidar o mal (I Ts 5.15)

O salmista diz que a vingança pertence a Deus (Sl 94.1); porque ele mesmo disse (Hb 10.30).


QUANDO DEVEMOS PERDOAR?

Há dois momentos, em especial, que o perdão deve se expressar: (a) no momento em que fomos atingidos, injuriados, maltratados, ofendidos, perseguidos, etc. O exemplo de Estêvão mostra que ele perdoou no mesmo momento da agressão recebida (At 7.60). Apedrejado até a morte, ele não pensou em si, pensou na situação dos agressores diante de Deus - perdoou-os e rogou por eles. Eia aí, manifesto mais elevado e magnífico espírito cristão de perdão. Este primeiro mártir da fé cristã imitou Jesus que orou na sua cruz: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lc 23.34). (b) quando aquele que ofendeu pede perdão. Devemos estar preparados a perdoar tão logo nos for solicitado o perdão. Deve ser uma atitude imediata e sem guardar ressentimento algum. Isso se expressará mais fácil na medida em que amadurecemos em nossa vida espiritual. O perdão tem que ser um ato de nossa vontade disciplinada. ele não é um sentimento, nem é facultativo. Ele resulta de colocar nossa vontade sob a vontade de Deus.


QUANTAS VEZES DEVEMOS PERDOAR?

Esta foi uma pergunta de Pedro direcionada a Jesus. A resposta do Senhor trouxe algo novo, demostrando que já não estamos sob a Lei, estamos sob a graça de Deus. "Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete" (Mt18.21,22). Se a Lei determina um numero de vezes para perdoar, o Evangelho de Cristo não determina números, determina a aplicação do amor em grau infinito. Imagine como seria se o perdão de Deus tivesse limites? Se tivéssemos um número exato de vezes para pecar? Da mesma forma que somos perdoados todas as vezes em que ofendemos a Deus, devemos perdoar tantas quantas forem as vezes que sofrermos ofensas!


O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os pés no assoalho de sua casa. Seu pai, a ver aquilo, chama o menino para uma conversa. Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que o pai dissesse alguma coisa, fala irritado: "Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo. Desejo tudo de ruim para ele". Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar: "O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir á escola". O pai escuta calado enquanto caminha ate um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e  o menino o acompanhou, calado. O pai então lhe propõe algo: "Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele". "Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou". O menino achou que seria um brincadeira divertida e começou. O varal com a camisa estava longe do menino e pouco pedaços acertaram o alvo. Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai, que espiava de longe, se aproxima do menino e pergunta: "Filho, como está se sentindo agora?" "Estou cansado, mas alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa". O pai olha para o menino e diz: "Venha comigo no quarto, quero lhe mostrar uma coisa". O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado da frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Zeca só conseguia enxergar seus dentes e olhos. O pai então lhe diz: "Filho, você viu que a camisa quase não se sujou, mas olhe só para você. O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, a fuligem ficam sempre em nós. mesmos".


PORTANTO....



.....cuidado com seus pensamento, eles se transformem em palavras.
Cuidado com suas palavras, elas se transformam em ações.
Cuidado com suas ações, elas se transformam em hábitos.
Cuidado com seus hábitos, eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter, ele controla seu destino

Perdoe!!



Leia Mais:


Oito Razões pelas quais o perdão faz bem para a sua saúde:

http://thesecret.tv.br/2014/11/8-razoes-pelas-quais-perdao-faz-bem-pra-sua-saude/

A parábola do Credor Incompassivo - Mateus 18.23-35


Fontes de Pesquisa:


  • www.vivos.com.br
  • Revista: Lições da Palavra de Deus - Jovens e Adultos - Ed. Central Gospel - 4º Trimestre de 2012
  • Revista Lições Bíblicas - Jovens e Adultos  - Ed. CPAD - 2º Trimestre de 2005
  • Lições da Bíblia - Jovens e Adultos  - Ed. Central Gospel - Revista nº5 - Ano 2

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