Lição 12 - Os Filhos dos Teus Filhos

Texto Áureo: Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó e pôs uma lei em Israel, e ordenou aos nossos pais que a fizessem conhecer a seus filhos, para que a geração vindoura a soubesse, e os filhos que nascessem se levantassem e a contassem. Salmo 78.5,6


Texto Bíblico Básico: Gênesis 32.21-29,31,32








ABRAÃO, PAI DA FÉ

São muitos os exemplos de fé descritos na Bíblia, mas destaca-se com especial tratamento, o de Abraão, o qual é denominado "pai da fé". A palavra fé tem o significado básico de "fidelidade". Na verdade, o estudo da vida de Abraão é de grande valor pelo fato de ele ser o pai da nação eleita - Israel, e pai na fé de todos aqueles em Deus. sua chamada divina se reveste de caráter especial, por ser o ponto de partida para a formação do povo que, em meio aos cananeus idólatras, serviria a Deus, como único e verdadeiro.  

Os ancestrais de Abraão. Abraão é descendente de Sem, um dos filhos de Noé, através de Tera (Gn11.26), o décimo na linhagem genealógica, que vem de Sem. A cidade de Ur, onde nasceu e viveu Abraão e sua família, ficava na antiga Sinar ou Suméria, situada a 160 km a sudoeste da Babilônia, junto à  foz do rio Eufrates. Toda aquela região é conhecida como Iraque. 

No meio daquela civilização, Deus se revelou à Abraão e fez recair sobre ele a maior responsabilidade da História. Os destinos espirituais da humanidade, a começar pela revelação de Deus e de seus propósitos, até a encarnação de seu filho, estavam sobre a descendência dele. Abraão não deve ser visto apenas como ilustre personagem histórico, mas alguém cuja história, cujo testemunho de vida e bênção da qual se fez portador, atinge a todos nós, quatro mil anos depois!

UMA PROMESSA APARENTEMENTE TARDIA

A sucessão dos fatos históricos na vida do patriarca Abraão mostra que não somente ele foi paciente em relação às promessas de Deus. Para ser quem Deus queria que ele fosse, Abraão precisava passar pela escola do tempo, aprendendo a viver a vida nos termos de Deus, sendo corrigido por Ele em cada um dos seus atos.

O texto sagrado diz: "E o Senhor visitou Sara, como tinha feito, e fez o Senhor a Sara como havia falado" (Gn 21.1). Deus sempre cumpre o que fala. Ele sempre age na hora certa. Foram vinte e cindo anos de espera paciente até que a primeira promessa de Deus se cumprisse na vida de Abraão. Isaque nasceu quando estava com cem anos de idade. Houve muita alegria na casa. Sara chegou a fazer um pequeno poema (Gn 21.6,7). O patriarca, em cumprimento à orientação divina de circuncidar todo varão de sua casa, circuncidou também Isaque no seu oitavo dia de vida. Essa prática nunca mais se apartou do povo judeu. Grande festa se dava quando uma criança era desmamada segundo os costumes antigos. O aleitamento normalmente ia até os três anos de idade.

O DESAFIO DA FÉ

Abraão chegaria ao máximo sua capacidade espiritual, emocional e intelectual para cumprir o desafio que Deus lhe fizera. Foi lhe pedido algo impossível se levarmos em conta a lógica do propósito divino para a sua vida. Deus lhe pediu em holocausto o "Filho da Promessa". Além da relação espiritual da existência desse filho, e a relação familiar entre Abraão e Isaque e sua mãe, o patriarca não podia entender as razões da ordem de Deus. Era como se o eterno ordenasse a devolução de algo que ele havia dado a Abraão. Era, de fato, uma prova que superava todas as demais experimentadas por Abraão.


"Não é fazer proezas em nome do Senhor, nem operar milagres, nem expulsar demônios das pessoas cativas. A prova máxima da nossa fé tem a ver com nossos interesses pessoais. Devemos estar prontos a obedecer a Deus mesmo quando não compreendemos seus desígnios de imediato. Abraão, mesmo tendo dificuldade para entender os desígnios de Deus para a sua vida, não questionou, nem duvidou nem contra-argumentou com Deus, apenas creu e obedeceu. Quando Deus nos prova quer nos tornar mais aptos a fazermos a sua vontade, quer corrigir nossos erros, quer endireitar nossas veredas, quer que sejamos mais santos e dedicados a Ele, em entrega e adoração". Pr. Elienai Cabral

ISAQUE, FILHO DE ABRAÃO E PAI DE JACÓ


Diferentemente de Abraão e Jacó, o Senhor nunca "apareceu" a Isaque. Ele foi  única pessoa em toda  a Bíblia que foi amarrada e colocada sobre um altar; o único que viu um cutelo prestes a matá-lo, mas ouviu a voz do anjo do Senhor a fim de impedir o sacrifício. Naquele momento doloroso, soube que Deus cuidava dele e o preservou. A história de Isaque por si mesma é simples. Nascido quando seus pais eram humanamente incapazes de gerar filhos, era proeminentemente o filho da promessa. Com idade de 40 anos note-se que por iniciativa de seu pai e após a morte de sua mãe, casou-se com a prima Rebeca, por quem apaixonou-se à primeira vista. Eles compartilharam uma profunda espiritualidade, mas falharam como pais. Cada um deles demonstrava uma nítida preferência por um dos dois gêmeos. Viveu até os 180 anos de idade em morreu na presença dos seus dois filhos.

A vida espiritual de Isaque conservou muitos traços da herança de seu pai, um homem que conhecia a Deus, ouvia Sua voz, e falava com ele. Isaque teve um pai que chegou a ser considerados  um dos homens mais ricos do seu tempo. Apesar de peregrino, Abraão era abastado. Ele alcançou de Deus o privilégio das bênçãos espirituais, mas também das materiais. As Escrituras registram que Isaque foi o herdeiro natural e legal da grande fortuna de seu pai.  Que tipo de fortuna estamos deixando aos nossos filhos? Sobretudo, no mundo espiritual, qual tem sido o nosso legado? Que exemplo os nossos filhos estão herdando de nós? Sirva-nos sempre o exemplo de Abraão, que deu tudo a seu filho Isaque, inclusive o testemunho de homem de Deus. Estamos no mesmo caminho que Isaque? Somos filhos de Abraão pela fé e filhos de Deus por adoção? Estamos desfrutando a bênção do Senhor em nossa vida e em nosso ministério? Temos semeado o suficiente e com sabedoria? Se assim é, o mesmo que aconteceu com Isaque ocorrerá conosco: a grande colheita chegará, para a glória de Deus.

Isaque, símbolo de Cristo. Tanto Isaque quanto Cristo:

  • São reconhecidos como filhos de Abraão (Mt 1.1)
  • Nasceram miraculosamente (Gn 11.30; Mt 1.23)
  • Foram oferecidos em sacrifício (Gn 22.2; Jo 1.29)
  • Mostraram-se obedientes diante de seu próprio sacrifício (Gn 22; Fp 2).

REFLITA!

Por um lado, Abraão e Sara eram pais exatamente iguais a você e a mim, não havia nada no mundo que eles não teriam feito pelo seu filho. O casal havia esperado muito, muito tempo pelo nascimento de seu único filho. E ele era o filho que Deus havia prometido lhes dar. E foi então que Deus pôs este velho casal à prova, dando-lhes uma tarefa impensável. Ao pedir a Abraão que sacrificasse seu único filho, Deus estava testando a fé do patriarca e pintando o quadro do alto preço da sua futura redenção do mundo através de Jesus Cristo. Que sacrifício incompreensível! Mas o pai de Isaque estava pronto para obedecer a seu pai celestial, crendo que, de alguma maneira, a promessa de Deus de vida e de uma terra seria cumprida. Deus proveu antes e agora ele faria novamente. A Bíblia está repleta deste princípio: quando você está na presença de Deus, todo o resto - mesmo o seu bem mais precioso - tem que ser segurado com uma mão aberta e confiante. Nosso sacrifício pode significar encorajar nosso filho a aceitar o chamado de Deus para um trabalho missionário numa terra estrangeira ou mudar para longe de nós até mesmo para lugares sem conforto. Deus foi misericordioso com Isaque e nós podemos entregar a vida de nossos filhos em suas bondosas mãos. Bíblia da Mamãe - Ed. Sociedade Bíblica do Brasil

JACÓ, PAI DA NAÇÃO ISRAELITA

Apesar das muitas turbulências e fragilidades que marcaram a vida de Jacó, ele nos deixou preciosas lições.  O estudo de sua biografia certamente produzirá edificação ao cristão. 

Jacó era filho de Isaque e Rebeca e neto de Abraão. Ele nasceu agarrado ao calcanhar de seu irmão gêmeo, Esaú. Mais tarde seu nome foi mudado para Israel, devido a uma experiência sobrenatural com o anjo do Senhor no vau de Jaboque. A importância a primogenitura era tão grande, que, mais tarde, havendo o momento de Isaque abençoar seu primogênito, Rebeca usou uma estratégia que levou Jacó a receber a parte mais importante da bênção paternal, a qual cabia ao primogênito.

Um encontro com Deus. Logo depois que Jacó sentiu a desolação que trouxe sobre si mesmo, o Senhor apareceu a ele e concedeu-lhe uma viva esperança. Embora ele desejasse conquistar as promessas de Deus por meio de suas próprias manobras enganosas, o Senhor não abandonou seu proposito declarado. A maior parte o restante da historia gira em torno dessa tensão entre o desejo de Deus em abençoar e a determinação de Jacó em conseguir sucesso por meio da astúcia. Genesis 28.13 diz: "Perto dele estava o Senhor". Tudo isso sugere que a escada é uma ilustração do Senhor que desce a fim de estar com o homem a quem faz suas promessas. Numa atitude típica, Jacó tenta transformar a bênção de Deus numa barganha e literalmente coloca o Senhor à prova ao reter o compromisso pessoal da fé até que Deus tivesse provado que manteria sua palavra. Quão maravilhosa é a graça do Senhor que permanece em silêncio e busca o cumprimento de suas promessas!


MENTIRA EM FAMÍLIA

O pecado tem efeito propagador nas famílias. A propensão ao preferir um pecado em particular pode ser transmitido geneticamente de pai para filho. Um dia pode ser que a ciência prove ou refute essa noção. No entanto, sabemos, com certeza que o pecados são passados  de uma geração a outra através do exemplo. A evidência disso emerge claramente nos livros históricos.

Em Gênesis 12, Abraão e Sara viviam sob a influência de um faraó pagão. Esse faraó viu que Sara era uma mulher muito bonita e a desejou. Então, perguntou a Abraão que parentesco tinha com ela. Abraão sabia que, se assim o quisesse, o faraó poderia matá-lo e confiscar Sara. Para salvar o próprio pescoço, ele disse ao faraó: "Ela é minha irmã". Ele mentiu. Mais adiante em Gênesis 20, Abraão viu-se em uma situação parecida e mentiu de novo para outro rei, dizendo: "Ela é minha irmã". Sempre que se sentia ameaçado, Abraão mentia. 

Abraão e Sara tiveram um filho chamado Isaque. Ele se casou com Rebeca, que era, assim como Sara, uma mulher muito bonita. Em Gênesis 26, Isaque se estabeleceu em território governado por um rei pagão, que notou a beleza de Rebeca. Quando perguntado sobre ela, o que Isaque disse?  "É minha irmã!"

Mais tarde, Isaque e Rebeca tiveram gêmeos, Esaú e Jacó. A história de Jacó é a história de um impostor. Ele enganou o irmão, enganou o pai (com a ajuda da mãe), e foi pai de doze garotos, todos mentirosos -como o pai deles -,  exceto José. De Abraão a Isaque, de Isaque a Jacó, e de Jacó a seus filhos, cada geração passou adiante o pecado da mentira.

A PRECIOSA BÊNÇÃO DOS PAIS

Ainda não muito tempo atrás, toda criança era acostumada a pedir a bênção a seus pais. As pessoas tinham profunda consciência da importância da bênção dos pais na vida dos filhos. A Sagrada Escritura nos alerta da necessidade dessa bênção. Ela está repleta de passagens indicando a importância que Deus dá aos pais na vida dos filhos. Os pais são cooperadores de Deus na criação dos filhos e, dessa forma, são também um veículo para que a bênção divina chegue a eles. O livro de Deuteronômio registra o quarto mandamento: "Honra teu pai e tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem" (Dt 5.16). Desta forma, Deus promete vida longa e prosperidade àqueles que honram os pais. Os pais tem uma missão sagrada na terra. Deles dependem a geração e a educação dos filhos. Não importa qual seja a idade do filho, ele sempre deve pedir a bênção de seus pais. E também não importa se o pai é um doutor ou um analfabeto, o filho não deve perder a oportunidade de ser abençoado por ele, se possível todos os dias, mesmo quando adulto.


FONTES DE PESQUISA
  • Quem é quem na Bíblia Sagrada - Ed. Vida
  • Filhos: Da Sobrevivência ao Sucesso - Charles R. Swindoll
  • Revista Lições da Palavra de Deus - Ed. Central Gospel - Ano 07 nº 29
  • Revista Semeando a Palavra - IDEALL Produções

IMAGENS ILUSTRATIVAS:

www.google.com

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