O Verdadeiro Sentido da Páscoa










"Porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós" - I Co 5.7


A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes do nosso calendário. Atualmente tornou-se uma data tão comercial que poucos lembram ou conhecem  o seu verdadeiro significado. O termo remonta aproximadamente 1.445 a.C.
Para contextualizarmos, neste período, de acordo com a Bíblia, os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó viviam como escravos há mais de 400 anos no Egito. Afim de libertá-los, Deus designou Moisés como líder do povo hebreu (Êxodo 3-4).

Em obediência ao Senhor, Moisés dirigiu-se a Faraó a fim de transmitir-lhe a ordem divina: "Deixa ir meu povo". Para conscientizar o rei da seriedade da mensagem, Moisés, mediante o poder de Deus, invocou pragas como julgamento para o Egito.

No decorrer de várias pragas, Faraó concordava deixar o povo ir, mas, a seguir, voltava atrás, uma vez a praga sustada. Soou a hora da décima e derradeira praga, aquela que não deixaria os egípcios nenhuma alternativa senão de lançar fora os israelitas: Deus mandou um anjo destruidor através da terra do Egito para eliminar "todo primogênito... desde os homens até os animais" (Êx 12.12).

A PRIMEIRA PÁSCOA


Como os israelitas também habitavam no Egito, o Senhor emitiu uma ordem específica a seu povo. A obediência dessa ordem traria proteção divina a cada família dos hebreus, com seus respectivos primogênitos. Cada família, tomaria um cordeiro macho,  de um ano de idade, sem defeitos e o sacrificaria. Famílias menores poderiam dividir um único cordeiro entre si. Os israelitas deviam aspergir parte do sangue do cordeiro sacrificado nas ombreiras e na verga de cada porta. Quando o destruidor passasse por aquela terra, ele não mataria o primogênito das casas que tivessem o sangue aspergido sobre elas. Daí o termo Páscoa, do hebreu pesah, que significa "pular além da marca", "passar por cima", ou "poupar".

Assim, pelo sangue do Cordeiro morto, os israelitas eram protegidos da condenação à morte executada contra todos os primogênitos egípcios. Deus ordenou o sinal do sangue, não porque Ele não tivesse outra forma de distinguir os israelitas dos egípcios, mas porque queria ensinar seu povo a importância da obediência e da redenção pelo sangue, preparando-o para o advento do "Cordeiro de Deus", Jesus Cristo, que séculos mais tarde tiraria o pecado do mundo (Jo 1.29);


De acordo com a Bíblia, no livro de Êxodo, capítulo 12, versículo 31, naquela mesma noite, Faraó permitiu que o povo de Deus partisse, encerrando assim, séculos de escravidão e inaugurando uma viagem que duraria 40 anos, até Canaã, a Terra prometida. A partir daquele momento da história, os judeus celebrariam a Páscoa todas as primaveras, obedecendo às instruções divinas de que aquela celebração seria "estatuto perpétuo" (Êx 12.14). Era, porém, um sacrifício comemorativo, exceto o sacrifício inicial no Egito, que foi um sacrifício eficaz.

LIBERTAÇÃO

Assim sendo, lembremos não somente nesta data, mas em todos os dias, o verdadeiro significado da Páscoa. Assim como o Todo Poderoso libertou os hebreus da escravidão no Egito, Deus quer nos libertar da escravidão do pecado e por isso enviou seu Filho, Jesus Cristo, para que "todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16). Vida abundante conquistada com sangue, "porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificaco por nós" (I Co 5.7).





A Páscoa encenada por crianças

Não há como não se emocionar!!





Celebremos então a liberdade conquistada por Jesus Cristo na cruz para todos nós! Feliz Páscoa!


FONTE: www.cpad.com.br


IMAGENS: Google




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