Galera de Cristo 03 - Coragem, Foco e Fé



"O que você decidir se fará, e a luz brilhará em seus caminhos" - Jó 22.28

Hora da Verdade: Daniel 1.1-17


PAPO SÉRIO


DETERMINAÇÃO, UMA QUESTÃO DE ESCOLHA

Escolha ser fiel ao Senhor

O ambiente moral da Babilônia era totalmente pagão. Bem sabemos que os ensinos transmitidos a Daniel e seus amigos, na Babilônia, geralmente contradizia os retos ensinos da Lei de Deus. O mesmo alimento e vinho servidos ao rei Nabucodonosor, também eram servidos a eles - alimentos e vinhos que, por certo, antes eram dedicados a ídolos. Comer tal alimento era, para eles, desobediência à Lei de Deus beber tal vinho significava entorpecer suas mentes.

Daniel resolveu desde o início não se contaminar. Não abriria mão de suas convicções, mesmo que tivesse que pagar com sua vida por isso. Note-se que Daniel não tinha agora a presença dos seus pais para orientá-lo nas suas decisões, mas seu amor à Deus e à Sua Lei achavam -se de tal modo arraigados nele desde a infância, que ele somente desejava servir ao Senhor de todo o seu coração.

Aqueles que resolvem permanecer fiéis a Deus, enfrentando a tentação receberão forças para permanecerem firmes por amor a Senhor. Por outro lado, aqueles que não tomam decisão de serem fiéis ao Senhor e à Sua Palavra, terão dificuldade para resistir ao pecado ou evitar conformar-se com os caminhos do mundo.

Visto que os quatro jovens eram dedicados a Deus, o Senhor empenhou em assisti-los. Se o crente se esforça para ser fiel a Deus em tudo, pode ficar certo de que Deus será com ele, e lhe dará ajuda graça necessária para que ele execute a sua vontade.

Quando Deus permitiu a Nabucodonosor a vitória sobre Jeoaquim em 605 a.C., o monarca babilônico levou alguns dos vasos do templo e  também alguns escolhidos dentre os príncipes e nobres. Depois da destruição de Nínive, sete anos antes, o império babilônico começou a crescer tão rapidamente, que não dispunha de número suficiente de babilônios cultos para a cúpula governamental. Por isso, Nabucodonosor levou para a Babilônia jovens saudáveis, de boa aparência de alto nível cultural a fim de ensinar-lhe a cultura e a língua dos caldeus, e assim torná-los úteis no serviço real. Entre eles, estavam Daniel e seus três amigos.

Escolha a sabedoria que vem do alto

Quando Daniel iniciou o estudo de três anos pelo qual passavam os que entravam para o serviço do rei Nabucodonosor (Dn 1.5), recebeu o nome babilônico (assim como aconteceu com seus companheiros) de Beltessazar que significa algo como "Bel (um deus babilônico), protege sua vida". O nome não é simplesmente a forma babilônica para Daniel e incorpora especificamente o nome de uma divindade pagã, em lugar do Deus dos judeus (sufixo "El"), por isso, parece que o novo nome fazia parte de uma orientação sistemática para que os estudantes abraçassem completamente todos os aspectos da nova sociedade da qual faziam parte, o que era compreensível.





Não se sabe com clareza qual a plena natureza do processo educacional no qual Daniel foi colocado ao chegar à Babilônia, embora conheçamos bem o seu rigor e sua amplitude. Ele e seus companheiros foram treinados entre os melhores e mais brilhantes jovens do império (Dn 1.4). Capacitados por Deus (Dn 1.17), provaram ser muito superiores não somente aos outros estudantes (1.19), como também a "todos os magos e encantadores que havia em todo o reino" (v.20). As matérias estudadas são citadas em Daniel 1.4, como as letras e língua dos caldeus. O verso 17, amplia o quadro e inclui "cultura e sabedoria" a fim de abranger também "todas as visões e "todos os sonhos". No final dos três árduos anos de treinamento, havia um exame oral feito por Nabucosonosor, no qual a sabedoria e o entendimento eram medidos e comparados com "todos os magos e encantadores" que já estavam à serviço do rei (Dn 1.20). Estas declarações indicam fortemente que o programa incluía instruções em magia, adivinhação e provavelmente astrologia como parte do estudo da venerada literatura babilônica.

Desde que Daniel fora nomeado conselheiro-chefe da corte real (Dn 2.49), é bem provável que tenha desempenhado um papel fundamental na manutenção da estabilidade do governo enquanto Nabucodonosor esteve afastado de suas funções. Assim desde que não existe nenhuma indicação de uma luta interna pelo poder, ou declínio durante sua ausência, é provável que oficiais atamente respeitáveis como Daniel, tenham tratado dos assuntos cotidianos do império até que o rei recuperasse a sanidade e retornasse ao trono (Dn 4.34,36,37).

O legado mais profundo de Daniel está na esfera espiritual. Daniel foi o veículo da revelação divina, tanto para interpretar, como para ter visões mais detalhadas da profecia bíblica. Daniel demonstrou ser a figura intermediária entre o período do pré e do pós - exílio, durante a reconstrução de Jerusalém e do Templo. Daniel tinha influência por seu acesso aos corredores do poder, bem como por seu exemplo de piedade.

Poucas pessoas na Bíblia exibiram a fé, a coragem, a vida de oração e a sabedoria que podem ser vistas de maneira consistente na vida de Daniel. Tanto em seus dias, como na lembrança dos escritores bíblicos (Hb 11.33), seu estilo de vida como humilde conselheiro governamental, administrador e profeta do Deus verdadeiro, é digno de ser seguido como exemplo.


CARACTERÍSTICAS DE UMA PESSOA DETERMINADA

Percepção Correta do momento de agir

Depois de um furioso decreto feito por Nabucodonosor, que ordenava a execução de "todos os sábios da babilônia" (Dn 2.12), devido ao fracasso dos conselheiros em detalhar e interpretar o sonho do rei (vv. 1-11), Daniel e seus companheiros entraram em cena. Arioque, chefe da guarda real, informou-os sobre o incidente e a ordem de execução (v. 14-16), na qual eles também estavam incluídos. Os jovens judeus puseram -se diante de Deus e oraram juntos durante toda a noite. (17-23). e "então foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite" (v.19). A explicação do profeta sobre o sonho e o seu significado não somente salvou a vida dos sábios como também levou o rei Nabucodonosor a louvar o Deus de Daniel (Dn 2.47) e elevá-lo, juntamente com seus companheiros, às mais altas posições do governo da Babilônia.

OS RESULTADOS DA DETERMINAÇÃO

Visibilidade






Durante a década entre a morte de Nabucodonosor e o começo do reinado de Belsazar, Daniel aparentemente perdeu um pouco da sua influência no governo da Babilônia. No bem conhecido episódio da escrita na parede (Dn 5), que ocorreu na ocasião da derrota final da Babilônia pelos medos e persas (Dn 5.30,31; 6.28), o rei Belsazar deu a entender que não conhecia Daniel pessoalmente (Dn 5.13-16), e nem mesmo sabia de sua fama como intérprete do sonhos e de homem sábio durante o reinado de Nabucodonosor. É algo fantástico, além de indicar  a proteção providencial de Deus na transição do poder, que Daniel e o Senhor novamente tenham recebido grande reconhecimento. Não somente o profeta foi exaltado contra a sua vontade para ocupar a terceira posição mais elevada do império, mesmo após ter repreendido o rei por seu orgulho e interpretar a ameaçadora escrita na parede dirigida a Belsazar (Dn 5.22-29); logo depois da vitória medo-persa sobra a Babilônia, Daniel foi também nomeado como um dos três administradores sobre o reino, pelo povo, pelo novo imperador Dario. Foi um papel no qual o profeta rapidamente se destacou. 

Para evitar que Daniel fosse nomeado para o mais importante cargo administrativo por Dario, outros oficiais do governo medo-persa, conspiraram contra ele para tirá-lo do caminho a qualquer custo (Dn 6.4,5). Devido à  ética e ao compromisso religioso do profeta, seus companheiros arquitetaram um plano para persuadir o rei a decretar que, por um período de trinta dias, toda oração que não fosse dirigida ao rei seria considerada ilegal, e o culpado, punido por morte na cova dos leões (Dn 6.6-9). Por causa de sua disposição de orar três vezes ao dia, mesmo sob risco da própria vida, Daniel foi imediatamente preso e jogado na cova dos leões. Deus o protegeu durante toda a noite. Na manhã seguinte, foi vindicado diante do rei Dario e restaurado à sua posição de autoridade. Os conspiradores foram atirados às feras famintas, e Dario fez um decreto adicional, a fim de ordenar que o povo "tremesse e temesse perante o Deus de Daniel" (V. 26).

FONTES DE PESQUISA

Livro: Quem é Quem na Bíblia Sagrada - Ev. Vida
Bíblia de Estudo Pentecostal - Ed. CPAD

IMAGENS

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