Galera de Cristo 04 - Prepare-se para a batalha

"Pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim, alguém que, como nós, passou por todo o tipo de tentação, porém, sem pecado" - Hebreus 4.15

Hora da Verdade: Mateus 4.1-11


PAPO SÉRIO


1. A TENTAÇÃO 

O propósito da tentação. A tentação é, antes de tudo, um teste pessoal. Nunca é agradável ou fácil de se passar. Está em jogo nossa capacidade de resistir e nossa fidelidade a Deus. Jesus venceu a tentação porque Seu pensamento, Sua atitude, e seu comportamento estavam em harmonia perfeita com a vontade de Deus. Tiago, ao descrever a tentação, aponta para o seu momento inicial, dentro de cada ser: "Mas, cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência" (Tg 1.14). Para vencer a tentação, o cristão precisa crucificar o seu "eu", o que envolve três posicionamentos:

  • O crucificado não busca a sua própria vontade (Gl 2.20; 6.14)
  • O crucificado não olha para trás - agora vive uma nova vida (II Co 5.17)
  • O crucificado observa o mundo a partir de outra pem vrspectiva  - sua nova posição em Cristo, ou seja, assentado nos lugares celestiais (Ef 2.6).





A tentação á algo que precisamos confessar, apresentar a Cristo e pedir que Ele venha com Sua obra purificadora. Algumas tentações são terríveis lutas interiores, como pensamentos e atitudes, os quais, claramente lembram-nos de como estamos, de fato, corrompidos. O que devemos fazer com esse tipo de tentação Em vez de negarmos ou tentarmos reprimi-la, devemos levá-la a Cristo. Somente Ele é capaz de purificar o que está dentro de nossa mente.

Destaca-se também no texto bíblico desta lição, a figura do tentador, que dialoga com Jesus e coloca à prova Sua intenção de cumprir a missão messiânica dada por Deus em toda a sua extensão.  Os métodos de Satanás envolveram "pular a cruz" uma instigação para tornar o caminho "mais fácil" até o poder.

O tentador é denominado Diabo (gr. diabolos), e Satanás (gr. satanas). A palavra Diabo significa caluniador, aquele que acusa o outro. O termo Satanás, significa adversário, aquele que coloca-se em oposição a outro. Esses nomes e outras designações para o mesmo querubim caído apontam para diferentes características  do seu caráter mau  e de suas ações enganosas.
2. A FRAQUEZA HUMANA

A cobiça da carne. Na primeira tentação, o Diabo, aproveitando-se do momento de debilidade física de Jesus, desafiou-o para que transformasse pedras em pães. Foi um maligno intento fazer com que Jesus se rendesse ao que sua condição física mais necessitava. O mestre respondeu ao Diabo: "Escrito está que nem só de pão viverá o homem, mas de toda Palavra de Deus" (Lc 4.4). Ele nos ensinou que, para vencermos as tentações, precisamos priorizar a Palavra de Deus. Somente por meio dela é que podemos vencer. A palavra estava em seu coração como espada guardada (Sl 119.11). À luz da experiência vivida por Cristo, podemos, na hora da tentação, identificar os adversários a serem vencidos e conhecer as principais formas de ação do inimigo, a fim de saber como vencer a sua astúcia.



A cobiça dos olhos. Na segunda tentação, Lucas narra como Satanás descortinou os reinos deste mundo e a glória deles, diante dos olhos de Jesus, de um alto monte, onde a visibilidade era maior. O Diabo exagerou em sua afirmação: sua influência na terra é grande (Jó 12.31; 14.30), mas existe apenas um soberano, Deus Pai. Nesta tentação, o diabo revela seu maior desejo: ser adorado por Jesus. o verbo adorar, em seu original grego dá a ideia de curvar-se a tal ponto de beijar os pés. Ao atrevimento do inimigo, Jesus respondeu: "Vai-te Satanás, porque está escrito: Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a ele servirás (Lc 4.8).



A soberba da vida. A cena da terceira tentação na narrativa de Lucas não é o terrível deserto, mas um ambiente bastante religioso e sagrado: o templo, mais precisamente o pináculo do templo. Este termo significa a parte mais alta de um edifício, mas pode fazer referência também à extremidade sudeste do santuário. Ali, o diabo desafiou Jesus, novamente a exercer Seu poder e autoridade sob suas ordens. A resposta de Jesus está direcionada para o texto de Dt 6.16, que alude ao episódio de Massá e Meribá, no deserto, onde os israelitas exigiram de Deus um milagre para não morrer de sede (Êx 17.1-7; Nm 20.1-13). Jesus repreendeu novamente o tentador, pois jamais cometeria o erro da nação de Israel, que fora infiel ao Pai, murmurando contra ele.



3. PASSOS PARA VENCER A TENTAÇÃO





Ore, jejue, use a Palavra de Deus. 

Sem o devido emprego da Palavra de Deus, o  cristão não consegue vencer o pecado. Precisamos usar, portanto a Palavra de Deus para vencer as tentações:

  • Reconhecendo que, mediante a Palavra de Deus, podemos resistir a qualquer sedução que Satanás apresente;
  • Guardando a Palavra de Deus (Jo 14.23; Ap 1.3);
  • Meditando na Palavra de Deus (Sl 1.2; 119.48; Dt 6.7).
  • Escondendo a Palavra de Deus no coração (119.11)
Note que quando lemos sobre a armadura de Deus em Efésios 6,   o único item de ataque é a espada, que é a Palavra de Deus. O restante da armadura é apenas para nos defendermos das investidas do inimigo. Somente o estudo constante das Escrituras e sua prática diária em nossas vidas, nos dará condições de vencermos, assim como Jesus venceu.

Não confie em sua própria força

Quando Cristo foi tentado pelo Diabo, Ele resistiu até o Diabo ir embora (Mt. 4.11); Tiago incentivou-nos a fazer o mesmo (Tg 4.7). A resistência começa quando lavamos nossa mente com as Palavra de Deus e permanecemos firmes nela. Afinal, temos a promessa de que as tentações que sofremos nunca vão além das experiências comuns dos outros, ou além de nossa capacidade de lidar com elas (I Co 10.13). A Bíblia é bem clara quando nos  manda resistir ao Diabo, em contrapartida, fugir da carne (II Tm 2.22). Entende-se que temos poder sobre o Diabo, mas nunca devemos subestimar a nossa carne. Nosso maior inimigo somos nós mesmos. É necessário estar sempre em consagração e submissão a Deus.  

O que aconteceria se jogássemos uma rã em uma panela de água fervendo ?Provavelmente, ela pularia para fora no mesmo instante. Mas e se colocássemos a mesma rã em uma panela de água fria e ligássemos o fogo?  Ela ficaria confortavelmente instalada aproveitando a água morna, que aos poucos vai esquentando até ferver. E, quando ferver, ela não conseguirá mais pular fora porque já estará morta. Assim é a tentação, o pecado e a morte espiritual. Satanás nunca vai apresentar o lado ruim do pecado, com suas devidas consequências; senão ficaria muito fácil resistir e fugir da tentação. Com sua astúcia, ele muitas vezes ele se utiliza da mesma estratégia lá do Jardim do Éden: faz Deus e a Sua Palavra passarem-se por mentirosos, antiquados. E, enquanto acredita-se que "pequenos" pecados e deslizes não trarão maiores problemas, já que todo mundo faz, e ninguém está vendo, a "água vai esquentando" e no momento de "dar o fora" e fugir do perigo, será tarde demais. Devemos tomar cuidado. O que a Palavra de Deus diz que é certo, é certo, mesmo que ninguém esteja fazendo, e o que ela diz que é pecado, continua sendo pecado, mesmo que todo mundo esteja fazendo! Não estamos mais debaixo da Lei de Moisés, mas o pecado continua matando!! Vigiemos!

 A ênfase na satisfação pessoal e na busca desenfreada pelos prazeres tem produzido  uma geração de cristãos descomprometidos com o Evangelho e, facilmente vencidos pelas tentações. Para mudar esse quadro, a Igreja precisa  agir como Jesus, resistindo ao inimigo pela obediência à Palavra de Deus, com santificação e renúncia. Que possamos colocar em prática os ensinamentos de Jesus resistir a toda investida do Diabo contra nós! 

FONTES DE PESQUISA: 

Bíblia de Estudo Pentecostal


IMAGENS ILUSTRATIVAS:

Google


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