Galera de Cristo 07 - Desânimo: Um Inimigo a ser Vencido

"Escuta a minha oração, Senhor; atenta para a minha súplica! No da da minha angústia clamarei a ti, pois tu me responderás" - Salmo 86.6,7


Hora da Verdade: Salmo 13.1 -6; Salmo 42.5-8



PAPO SÉRIO

ENCONTRANDO UM CAMINHO DE PAZ NA ADVERSIDADE



O desanimo é uma das piores armas do inimigo para tentar nos destruir. O problema do desânimo, é que ele acontece de forma sutil, e o inimigo fica mesmo atento às nossas fraquezas, às situações difíceis que enfrentamos e tenta nos exaurir, convencer-nos a desistir. O perigo, é que o mais forte de nós pode ser vitima do desânimo. Enquanto vivermos passaremos por várias situações que nos levarão a isso. Por isso, precisamos ficar atentos e quando ocorrer, precisamos reagir buscando a Deus em oração. Na atmosfera da oração e adoração o desânimo não pode sobreviver. A boa noticia é que a Bíblia nos traz o remédio para os dias que o desânimo bater a nossa porta. Deus é um Deus de encorajamento.

Disse o Senhor a Josué: Não to mandei eu? Esforça-te e tem bom ânimo; não temas nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares. (Js.1). Deus sabe que é difícil reagir diante de circunstancias sombrias, por isso, Ele enviou Jesus, que passou por todas as dificuldades que nos deparamos ao longo da vida, e, nos deixou um alerta e uma solução: Disse Jesus :”No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo.” João 16.33.

DEUS SEMPRE NOS MOSTRARÁ UMA NOVA PERSPECTIVA EM TUDO.

O desânimo embaralha nossa visão- quando estamos desanimados, uma pedrinha no caminho se transforma em uma montanha instransponível. O desanimo é contagiante, conviver com pessoas que murmuram de ‘desanimo’ constantemente, pode nos fazer sentir assim. As pessoas com quem convivemos exercerá de alguma forma influencia sobre nós. Posto isto, a fonte do desânimo pode vir das companhias! Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes…. "I Cor. 1533.  Deus se opõe ao desânimo, Ele sabe que isso nos impede de viver com excelência para honrar o Seu Nome. Por mais difícil que seja a situação que estamos passando, o importante é a certeza que DEUS está conosco e é a nosso auxilio, nosso socorro presente na tribulação.. Diante disso, temos só duas opções: ou nos entregamos ao desânimo, ou usamos a arma da Palavra de Deus para o combate. Quando possuímos uma arma, por mais poderosa que ela seja, não nos defenderá a menos que apertemos o gatilho. Da mesma forma, se apenas lermos e estudarmos a Bíblia ela não servirá de espada nem escudo. Precisamos descruzar os braços e colocar a Palavra em prática em todas as áreas da nossa vida, inclusive nos momentos de dificuldades. Deus coloca a arma mais poderosa (Bíblia) à disposição. Geralmente somos golpeados e machucados pois mesmo possuindo-a não apertamos o gatilho.

DE ONDE VEM O DESÂNIMO





Que contraste! Em 1 Reis 18, o profeta Elias era forte e corajoso. Logo no próximo capítulo ele entrou em pânico e fugiu para salvar sua vida. O que acontecia? O que enfraquecia este grande profeta e fazia com que ele esquecesse seu dever? Era o desencorajamento que fazia Elias cair. Precisamos tomar cuidado porque o desânimo pode incapacitar nossa vida espiritual também. 

O contexto da vitória de Elias no capítulo 18 é impressionante. A idolatria, especialmente a adoração de Baal, dominava o país de Israel. O rei e a rainha desta nação, Acabe e Jezabel, eram totalmente corruptos. Neste ambiente espiritual desanimador, a voz solitária de Elias soava em oposição. Ele lançou um desafio aos falsos profetas para disputarem para ver quem era o Deus verdadeiro. A competição seria simples: seriam preparados sacrifícios no altar e o deus que respondesse com fogo do céu para queimar o animal seria o vencedor. Os resultados foram inconfundíveis. Os idólatras clamaram a Baal desde a manhã até o meio da tarde, mas não houve resposta. Em contraste, Elias cavou uma valeta em volta do seu sacrifício, molhou o animal com doze baldes de água até o ponto em que a valeta ficou cheia e então, calmamente pediu ao Senhor que o consumisse. O fogo de Deus não somente queimou o boi, mas também as pedras do altar, a água da valeta e até a terra em volta dele. Esta demonstração dramática convenceu o povo, e os falsos profetas foram executados.



Imediatamente após, Elias partiu para o palácio em Jezreel, onde Jezabel mandou dizer que planejava matá-lo no dia seguinte. Desanimado, Elias fugiu. Ele disse ao Senhor que queria morrer e então fugiu durante quarenta dias e noites. O desânimo nem sempre é pecaminoso, mas leva ao pecado freqüentemente. Neste caso, a depressão do profeta levou-o a esquecer seu posto de serviço, fraquejar em sua fé em Deus e, finalmente, tornar-se egoísta. Ele se queixou que era o único restante que servia ao Senhor fielmente. A vida de Elias, então, oferece um modelo útil para estudar o desencorajamento, o que o causa e como vencê-lo.


Causas. Ironicamente, um dos principais fatores que produziam o desânimo de Elias era a grande vitória que ele conseguira no Monte Carmelo contra os falsos profetas. Vitórias espirituais decisivas são momentos especialmente vulneráveis; somos mais suscetíveis nesses momentos tanto ao orgulho como ao desencorajamento. Neste caso, sem dúvida, Elias previu um reavivamento avassalador. Talvez ele esperasse que Acabe e Jezabel de algum modo conduzissem a nação inteira ao arrependimento. Assim, o desafio continuado de Jezabel foi uma decepção. A mesma coisa pode acontecer conosco. Quando as coisas vão bem, nossas expectativas são grandes. Então vem o revés, e ficamos desencorajados.




Uma segunda coisa que causou a depressão de Elias foi seu fracasso em conseguir os resultados desejados. Depois de anos de fidelidade ao Senhor e depois da matança dos falsos profetas, nada tinha realmente mudado. Ou assim parecia. É extremamente desanimador trabalhar, trabalhar, trabalhar e mesmo assim não ver resultado positivo. Isto não é incomum. Noé, um pregador da justiça (2 Pedro 2:5), procurou salvar somente sua própria família. Jesus mesmo foi desprezado e rejeitado (Isaías 53:3; João 1:11). Muitos dos mais diligentes servos de Deus têm experimentado a frustração de ver os pequenos resultados de seu labor. Quando vemos pouco ou nenhum fruto de nossas atividades no serviço do Senhor, precisamos ser pacientes (Gálatas 6:9) e confiar em que a colheita virá (1 Coríntios 15:58). Terceira coisa, Elias estava desanimado porque aqueles que deveriam estar servindo o Senhor se esqueciam dele. Acabe e Jezabel deveriam ter sido os guias espirituais daquela nação. A conduta deles era desmoralizante. Para nós, podem ser os irmãos que nos desapontam. A oposição do mundo não surpreende, mas quando vemos aqueles que declaram estar servindo o Senhor voltar suas costas a ele, isto se torna mais do que podemos suportar. Isto não é um problema novo. Josué e Calebe ficaram virtualmente sós (Números 14). Num momento crítico em sua vida, Paulo foi abandonado por todos os irmãos (2 Timóteo 4:16). Precisamos continuar servindo a Deus, independente da resposta dos outros (Habacuque 3:17-18).

Uma quarta causa do desencorajamento de Elias foi a comiseração de si mesmo. Ele estava sentindo pena de si mesmo. Ele sentia que estava só, que todos os outros tinham abandonado o Senhor. É difícil ficar deprimido quando se está fixo na obra do Senhor, mas quando se está pensando principalmente em si mesmo, o desânimo quase sempre acontec


O Senhor desafiou-o diretamente, ajudando-o a superar seu desânimo, e reassumir seu serviço fiel. É encorajador perceber que Deus cuida de seus servos fracos e decaídos, e que ele trabalha para encorajá-los e restaurá-los. É também bom ver o modelo do Senhor quando procuramos ajudar a reerguer nossos irmãos quando se tornam abatidos. Não devemos abandoná-los com desprezo, mas também não devemos só tentar fazê-los se sentir melhor. Precisamos desafiá-los e ajudá-los a se levantar novamente na obra do Senhor.



FONTES DE PESQUISA

www.estudos.gospelmais.com.br

IMAGENS ILUSTRATIVAS

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