Galera de Cristo 08 - Os propósitos de Deus para Você


"Os Teus olhos viram meu embrião; todos os das determinados para mim foram escritas no meu livro antes de qualquer deles existir" - Salmo 139.16

Hora da Verdade: I Reis 18.1-39


PAPO SÉRIO


QUEM FOI ELIAS

Elias, que significa "meu Deus é Jeová", reflete seu caráter, um homem totalmente dedicado ao Senhor. Devido a esse compromisso, o Senhor pode usá-lo poderosamente. Sua biografia é uma das mais coloridas e excitantes da Bíblia. Sua história é contada no meio dos relatos dos reis de Israel e Judá, entre I Reis 17 e II Reis 2.

A solidão do profeta engloba todas as áreas de sua vida e ministério. Começa com a sua origem, pois veio de Gileade, a leste do Jordão (I Rs 17.1). Assim, na capital e nas principais cidades do Reino do Norte, seria considerado um provinciano. Provavelmente era tido por muitas pessoas como um fanático, procedente de uma região subdesenvolvida. Mesmo assim, é de tais lugares desprezíveis que Deus frequentemente escolhe seus profetas e mensageiros, seja de Gileade ou Galiléia. Esse exemplo serve muitas vezes de testemunho para pessoas que se consideram superiores às outras; mas o Senhor não pode encontrar entre elas ninguém com fé suficiente para agir como mensageiro da Palavra de Deus.

No caso de Elias, seu ministério o colocou em contato com os que não tinham nenhuma consideração por sua maneira simples de cultuar a Deus, preferiam a sofisticada religião urbana dos cananeus, que integravam deuses de grandes e ricos centros comerciais, como Tiro. O Monte Carmelo provavelmente era um santuário na fronteira entre Fenícia e Israel. O chamado de Elias para confrontar essa impiedade foi o exemplo de um ministro solitário, que permaneceu firme contra o poder de centenas de oponentes apoiados pelo Estado (I Rs 18.19). A eficiência de Deus não foi comprometida pela desigualdade dos dois lados. Na verdade, tal disparidade serviu para mostrar de maneira ainda mais vívida o poder da fé em operação.

O relacionamento de Elias com Acabe ilustra a mais significativa mensagem do profeta e a falta de arrependimento de um líder. Nenhum outro rei de Israel recebeu tantas advertências e também nenhum outro governante caiu tão profundamente no pecado. O ministério de Elias começou por meio de um aviso a Acabe, com respeito à seca (I Rs 17.1). Ainda assim, tudo o que esse rei fez foi enviar patrulhas para tentar capturar o profeta (I Rs 18.1-14). Em sua primeira explicação a Acabe sobre as razões da seca, o profeta deixou claro que era devido aos erros do próprio rei. O milagre do Monte Carmelo provou a superioridade de Jeová sobre as falsas divindades.. Embora fosse dirigida a todo o povo, Deus usou Elias para dar essa demonstração individual do poder divino pra Acabe. Apesar de tudo, a poderosa demonstração de fé de Elias ao reter e depois liberar as chuvas não demoveu Acabe de sua falsa adoração.


O RELACIONAMENTO DE ELIAS COM O SENHOR






Os milagres que cercaram Elias compõe o mais vívido dos aspectos de sua vida. Seja diante do filho da viúva, que ressuscitou dentre os mortos, ou do fogo que fez cair do céu, ou ao ser arrebatado por Deus, todos esse são quadros dos quais todas as pessoas se lembram. Por trás dessas maravilhas entretanto, está a maneira harmoniosa em que Deus se utiliza para ensinar sobre a fé. Os milagres representam "sinais" os quais desafiam os que os testemunham para um momento decisivo. Por isso eles precisam decidir se ficarão a favor ou contra Deus. Isso é muito claro no evento do Monte Carmelo. (I Rs 18.16-46). Elias trouxe o povo ao seu lado quando solicitou ajuda para consertar o altar e jogar água sobre a lenha (I Rs 18.30-35). Somente quando o fogo caiu do céu, contudo, foi que todos responderam com confissão de fé: "O Senhor é Deus! O Senhor é Deus" (I Rs 18.39). Todos então participaram da captura dos sacerdotes pagãos. Assim, o sinal miraculoso desafiou o povo a responder com fé. Um milagre semelhante o qual Elias fez cair fogo do céu para incinerar duas companhias de soldados enviadas para prendê-lo, (II 1.9-12), levou a uma confissão de fé no profeta como "homem de Deus", e a uma súplica por misericórdia por parte do capitão da terceira companhia que foi enviada (II Rs 1.13,14).

As atitudes demonstradas pela viúva de Sarepta (I Rs 17.7-24) também revelam que ela confiava plenamente na mensagem do profeta. Quando entregou a Elias seu ultimo punhado de farinha e óleo, recebeu em retorno um suprimento inesgotável, que manteve viva durante todo o tempo da seca. Quando o profeta restaurou a vida de seu filho, a acusação feita por ela: "Vieste a mim para trazeres à memória a minha iniquidade e matares a meu filho" (I Rs 17.18) transformou-se numa confissão de confiança na missão e no ministério do profeta: "Agora sei que tú és homem de Deus, que a Palavra do Senhor na tua boca é verdade" (I Rs 17.24).


O TEMPO DE DEUS





A mensagem do profeta não causou nenhuma mudança no comportamento de Acabe. Influenciado por sua esposa Jezabel, que era da cidade de Tiro (I Rs 21.25), o rei continuou envolvido com a cultura cananita em redor. Cobiçou a plantação de uvas de um súdito, em Jezreel (I Rs 21). Embora fosse um patrimônio dado à família de Nabote pelo próprio Deus, isso pouco significava para Acabe muito menos para a sua esposa, Jezabel. Ela garantiu que o rei teria o que desejava, sem se importar com a aliança entre o Senhor e seu povo. Nabote foi falsamente acusado e condenado à morte. Acabe apossou-se da vinha. Por tudo isso, Deus enviou uma mensagem de condenação transmitida por Elias. O rei breve morreria. Jezabel também faleceria e os cães lamberiam o sangue de seus cadáveres. Era um julgamento terrível, pois significava que não descansariam com seus ancestrais,mas morreriam sem ser lamentados, além de amaldiçoador por Deus. De todos os reis para os quais Elias proferiu palavras de advertência somente Acabe respondeu positivamente. Humilhou-se diante de Deus e o Senhor respondeu que retardaria a condenação até o reinado do seu filho (I Rs 21.27-29. Ainda assim, o castigo viria conforme o profeta predissera. Acabe foi morto e os cães lamberam seu sangue (I Rs 22.34-38). Jezabel também teve o mesmo destino (II Rs 9.30-37). Finalmente, toda a dinastia de Acabe foi exterminada por Jeú (II Rs 10). Exatamente como Deus dissera, assim aconteceu.

Todas as mensagens de Elias se cumpriram. O verdadeiro propósito delas, entretanto, era mais do que um pronunciamento de condenação. O seu ministério profético levaria o povo ao arrependimento, numa época de apostasia nacional. Seus milagres proporcionaram ajuda visual que desafiava as pessoas, as quais não estavam preparadas para ouvir seus argumentos. A resposta que davam, contudo, contrastava com a recusa e com o coração endurecido da maioria dos líderes que ouviram as mensagens  de Elias. As advertências sobre o juízo de Deus eram designadas para produzir arrependimento nos ouvintes e nas gerações seguintes, que lembrariam as palavras do profeta quando suas mensagens se cumprissem (II Rs 9.36; 10.10-17).


FONTES DE PESQUISA

Livro: Quem é quem na Bíblia Sagrada - Ed. Vida


IMAGENS ILUSTRATIVAS

Google




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