Lição 09 O Caminho da decadência

Texto Áureo: "A justiça exalta as nações, mas o pecado é o opróbrio dos povos" 
Provérbios 14.34


Texto Bíblico Básico - II Rs 2.12-16,19-22



1. REINO DO NORTE: DE JEÚ A PECAÍAS



JEÚ


Filho de Ninsi, foi o 10º rei de Israel e governou por 20 anos. (842 - 814 a.C.). Deus dissera a Elias, o profeta que ungisse Jeú, um comandante do exército, rei sobre Israel (I Rs 19.16,17). Sua primeira tarefa, indicada por Deus, seria matar Acabe e toda a sua família, pela perseguição que infringiram aos verdadeiros adoradores do Senhor. A unção de Jeú foi finalmente realizada pelo profeta Eliseu, o qual enviou um de seus auxiliares a cumprir a tarefa (II Rs 9.2, 5-15). Quando os outros oficiais do exército, colegas de Jeú, viram o que o profeta fizera, apressaram-se e o proclamaram rei. Jeú então conspirou contra Jorão que, ferido numa batalha contra os sírios, recuperava-se em Jezreel, onde Acazias, rei de Judá, foi encontrar-se com ele, Jeú foi até lá e encontrou os dois monarcas, ocasião em que matou Jorão (II Rs 9.17-26). Os homens de Jeú perseguiram Acazias e também o feriram gravemente, o que provocou sua morte logo depois. Jeú retornou a Jezreel e ordenou a morte de Jezabel, esposa de Acabe. Os cães lamberam o sangue dela, exatamente como Elias profetizara antes (II Rs 9. 34-37). em vária ocasiões, o escritor o livro de II Reis deixa bem claro que tudo o que o novo rei fazia naquele momento era o cumprimento dos mandamentos do Senhor e das profecias contra as maldades feitas durante o reinado de Acabe e Jezabel. Nenhum sobrevivente foi deixado com vida daquela dinastia (II Rs 10.11,17). Jeú deliberadamente contrastava sua fidelidade aos mandamentos do Senhor com as maldades dos dias de Acabe.
Jeú convocou uma grande cerimônia em homenagem a Baal, certificou-se de que não havia nenhum seguidor do Senhor presente e então ordenou que todos fossem mortos. Essa fidelidade foi recompensada pelo Senhor, por meio da promessa feita a ele de que seus descendentes ocupariam o trono até a quarta geração (II Rs 10.30; 15.12).
Quase imediatamente, entretanto, Jeú desviou-se do Senhor (II Rs 10.31). Como resultado, a Síria se fortaleceu e o tamanho do território de Israel gradualmente diminuía à medida que Hazel prevalecia contra Jeú. Quando Jeú morreu foi sepultado em Samaria (vv 32-36). Seu filho, Jeoacaz, reinou em seu lugar (II Rs 13.1). Lamentavelmente, o reinado de Jeú não terminou como começara. Possivelmente, o poder que adquiriu ou a força dos invasores que estavam ao redor fizeram com que se desviasse do seu zelo para com o Senhor. Sob o reinado de Jeú, Israel foi poupado do juízo pelos pecado de Acabe e de Jezabel, mas o povo e seus líderes não se arrependeram totalmente nem abandonaram as prática pagãs.

JEOACAZ


O filho de Jeú tornou-se o 11º rei de Israel, reino do Norte. Governou em Samaria por 17 anos, inclusive como co-regente junto com o pai pelos três primeiros anos (814 a 797 a.C.). Herdou o reino numa situação desesperadora. Hazael, rei da Síria oprimia Israel há anos. Tal situação fora permitida por Deus como juízo pela infidelidade religiosa do povo ao voltar-se para os deuses pagãos. O próprio Jeoacaz "fez o que era mau aos olhos do Senhor", até que percebeu o quanto a sua situação era séria e "então suplicou diante da face do Senhor, e o Senhor o ouviu". Deus então providenciou um salvador a Israel, na forma de um ataque assírio sobre a Síria. Somente quando o filho de Jeoacaz, Jeoas, assumiu o trono, o Senhor permitiu que Israel assumisse a ofensiva e reconquistasse o território tomado por Hazael. Quando morreu, Jeoacaz foi sepultado em Samaria.



JEOAS

Tornou-se 12º rei de Israel, o reino do Norte em 797 a.C. Reinou 10 anos em Samaria (II Rs 13.9,10). Hazel, rei da Síria, subjugava Israel há vários anos. Tinha capturado praticamente todo o território do reino. Embora no governo de Jeoacaz Deus tivesse impedido a destruição final da nação, somente quando Joás subiu aso trono Deus suspendeu seu juízo e permitiu que Israel assumisse  a ofensiva, reconquistando parte do território. Hazael morreu e seu filho, Ben-Hadade o o sucedeu no trono. Nesse meio tempo, a Síria foi atacada e quase totalmente destruída pela Assíria. Desta maneira, Deus tirou a pressão que ela fazia sobre Israel. Nessa época, o profeta Eliseu já estava no final de de sua vida.

                              


O rei Jeoas procurou o profeta a fim de implorar pela nação: "Meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros!" (II Rs 13.14). Provavelmente Jeoas estava mais preocupado com a perda d homem de Deus com seus poderes miraculosos, do que com o Deus de Eliseu. o profeta mandou que o rei atirasse uma flecha pela janela aberta e lhe disse que as armas de Israel derrotariam os sírios. Então mandou que o rei atirasse atirasse as flechas ao solo. Jeoás atirou apenas três, com indicação de certa relutância e falta de fé em Eliseu, em suas palavras o no Senhor. O profeta então lhe disse que venceria os sírios apenas três vezes (II Rs 13.15-19). Posteriormente Jeoás reconquistou muitas cidades de Israel dominadas pelo sírios, e venceu três grandes batalhas contra eles (v 25).

Lamentavelmente, durante o reinado de Jeoás, o rei Amazias, de Judá, atacou Israel. Este iniciara o reinado desejoso de servir ao Senhor, e fora abençoado ao derrotar muitos de seus inimigos nas fronteiras de seu país. Tornou-se contudo arrogante, e esqueceu -se da fé, inclusive levando para Judá alguns dos deuses dos povos que conquistara. Embora os profetas o alertassem sobre os perigos de suas ações, ele os ignorou. Furioso por saber que mercenários de Israel faiam incursões e saqueavam as cidades na fronteira, Amazias declarou guerra contra Israel. Jeoás não desejava o confronto, mas foi obrigado a lutar e venceu facilmente, ocasião em que marchou até Jerusalém e derrubou grande parte dos muros da cidade (II Rs 14.1-14; II Cr 25.5-24). Jeoás reinou com certo sucesso embora tenha feito muitas maldades. Foi vitorioso em muitas batalhas e finalmente morreu, sendo sepultado em Samaria. Seu filho, Jeroboão II, reinou sem seu lugar (II Rs 13.11-13; 14.16,17). Seu nome é mencionado em Oséias 1.1 e Amós 1.1, pois esses dois profetas foram contemporâneos de seu filho, Jeroboão II.

JEROBOÃO II


Quarto rei da dinastia de Jeú. Seu longo reinado sobre Israel (41 anos), recebeu uma atenção relativamente pequena nos registros de II Reis (14.23-29), mas foi alvo de muitas profecias nos livros de Amós e Oseias. Jeroboão II liderou Israel numa época de prosperidade sem precedentes. A Assíria havia enfraquecido a Síria, que dessa maneira não representava mais um perigo para Israel. Os próprios assirios estavam preocupados com a guerra na Armênia. Consequentemente, Jeroboão teve liberdade para executar uma agressiva expansão do seu território.  O profeta Jonas predissera que ele restauraria as fronteiras dos dias de Salomão  e realmente o rei alcançou esse objetivo (II Rs 14.25). O Senhor usou esse governante para salvar Israel de anos de dificuldades e problemas (II Rs 14.27). A prosperidade do reino de Jeroboão, entretanto, levou a muitos males. Amós condenou a grande lacuna que havia entre os ricos e os pobres e condenou os rituais religiosos vazios (Am 6.1-8). Esses e outros pecados levaram o profeta a predizer a queda de Isrsael (Am 6.8-14).

O reinado de Jeroboão II e uma advertência sobre quão facilmente a prosperidade leva à corrupção. Embora Deus tivesse abençoado a nação de muitas maneiras, a bênção do Senhor tornou-se ocasião para a desobediência a destruição decorrente dela

Jeroboão e seu povo recusaram-se a dar ouvidos às palavras de Amós (Am 7.10-17), e em 722 a.C., Samaria caiu diante do exército assírio.


ZACARIAS

Foi o último governante da perversa dinastia de Jeú (II Rs 15.12). Foi sucessor de seu pai, Jeroboão II (II Rs 14.29). Reinou por apenas seis meses. Foi assassinado por Salum, o qual reinou em seu lugar (II Rs 15.8-10).

SALUM

Governou apenas um mês. Foi morto pelo seu sucessor, Menaém (II Rs 15.8-16). 



A decadência geral da política em Israel naquele período é vista claramente pelos curtos períodos de reinado e pelos vários reis que foram assassinados.

MENAÉM

Tornou-se monarca de Israel e governou na mesma época de Azarias, rei de Judá (II Rs 15.14). Governou em Samaria por dez anos (V. 17). Sua crueldade é descrita com detalhes no v.16. Foi um rei perverso durante todo o seu reinado. Levou toda a nação à apostasia e jamais voltou-se para Deus. Conforme a profecia, o Senhor permitiu que a Assíria invadisse Israel, como julgamento por causa do pecado. Manaém evitou o desastre total ao pagar grandes somas em dinheiro ao rei Tiglate-Pileser. Deu aos assírios 1.000 talentos de prata (quase 40 toneladas) levantou essa quantia ao impor pesados impostos sobre o seu próprio povo. Quando morreu, foi sucedido pelo filho Pecaías.

PECAÍAS

Reinou apenas 02 anos e como seus antecessores, "fez o que era mau aos olhos do Senhor" (II Rs 15.22-26). Provavelmente pagou tributos ao rei da Assíria, como fizera seu pai. Esse fato possivelmente causou a rebelião encabeçada pelo seu comandante Peca, filho de Remalias, que subiu ao trono após assassiná-lo.



2. REINO DO SUL: DE JEORÃO A UZIAS

JEORÃO

Não deve ser confundido com o rei Jorão, de Israel, de quem foi parente e contemporâneo. É também chamado de Jorão em algumas versões bíblicas. Jeorão foi sucessor do pai Josafá no trono de Judá em 848 a.C.. O veredito dos escritores é que foi um mau rei, incapaz de representar a dinastia de Davi (I Rs 8.18). Não há duvida de que seu casamento com Atalia, filha dos perversos Acabe e Jezabel, de Israel, foi um dos fatores que contribuíram para isso. O resultado de tal matrimônio foi o parentesco de Jeorão, rei de Judá com Jorão, filho de Acabe e seu sucessor no trono de Israel, de quem tornou-se cunhado. É interessante notar que o Senhor permaneceu fiel à sua aliança com Davi (II Sm 7.12-14), e não destruiu o reino de Judá, a despeito da perversidade desse rei (II Rs 8.19; II Cr 21.7). Depois de uma série de desastres, especialmente a revolta de Edom contra o controle de Judá, Jeorão morreu relativamente jovem, aos 40 anos de idade. Seu epitáfio, lamentavelmente declara: "Andou nos caminhos dos reis de Israel" (II Rs 8.18). Seu filho Acazias prosseguiu com o reinado de perversidade. 

A filha de Jeorão, entretanto, chamada Jeoseba, esposa do sacerdote Jeoiada, ajudou o marido a restaurar  o trono a um rei fiel ao Senhor: Joás (II Rs 11.12; II Cr 22.11).

ACAZIAS

Embora seu reinado seja curto, o relato está registrado a partir de I Reis 22 até o início de II Rs 2, para explicar a relação entre Acazias e o profeta Elias. Ele continuou com a infame política  religiosa de seus pais, Acabe e Jezabel. Seu curto reinado foi marcado pela tragédia. Acazias tentou fazer uma aliança com Jeosafá, mas ele não concordou.

Ele caiu pela janela de seu quarto em Samaria e machucou-se gravemente (II Rs 1.2). Quando mandou mensageiros consultar Baal - Zebube, deus de Ecrom, para saber se ficaria curado, Elias os interceptou no meio do caminho e os enviou de volta a Acazias com a mensagem de que Deus havia decretado a sua morte.

A marca de seu reinado foi sua suprema insensatez, muito mais do que o seu infortúnio. Ele enviou dois grupos de de soldados para prender Elias, os quais foram mortos pelo fogo que caiu do céu. Finalmente o profeta decidiu ir com  terceiro capitão ao encontro de Acazias e repetiu a profecia de que ele morreria sob o juízo de Deus. O texto bíblico deixa claro que o confronto entre Elias e Acazias e considerado uma disputa entre o Deus verdadeiro, e as assim chamadas  divindades dos filisteus, tais como Baal - Zebute, o deus de Ecrom (II Rs 1.2,3).


ATALIA

Filha de Acabe, rei de Israel. Ao casar-se com Jeorão, rei de Judá, ela selou uma aliança entre os reinos divididos do Norte e do Sul. Foi rainha em Judá por seis anos. Atalia destruiu toda a família real, exceto um dos seus netos, Joás. Seu crime hediondo, trucidando a própria família, acabou com a breve aliança entre Judá e Israel. Posteriormente foi deposta pelos súditos insatisfeitos e acabou morte no palácio real, aparentemente apanhada de surpresa (II Rs 11.16-20). A revolta foi liderada pelo sacerdote Jeoiada e pelos guardas do Templo. Promoveram o jovem Joás a rei. Ele fora salvo pelo pensamento rápido de Jeoseba, filha do rei Jeorão e irmã de Acazias, que o escondeu no templo por seis anos (II Rs 11.2,3). No sétimo ano, Joás foi tirado de seu esconderijo e proclamado rei diante do povo. Atalia então foi tirada do templo e  morta, por ordem de Joiada para a alegria de toda a nação (I Rs 11.4-20).

JOÁS





Era filho do rei Acazias e sua mãe chamava-se Zíbia (II Rs 11.2; 12.1). Quando seu pai foi morto por Jeú, sua avó Atalia, usurpou o poder. Mandou matar todos os descendentes da família real; Jeoseba, tia do garoto, escondeu dele no templo, onde seu marido Joiada era sacerdote. Naquele local, o menino foi bem criado, e conheceu a Lei do Senhor, até que Joiada decidiu que já tinha idade suficiente para ser apresentado ao povoe assumir o trono com o apoio de alguns oficiais do exército (II Cr 24.1-3).  Os judeus então derrubaram o templo dedicado a Baal. Enquanto Joás crescia e governava a nação, o escritor dos livros do reis comenta: "Fez Joás o que era reto aos olhos do Senhor todos os dias em que o sacerdote Joiada o dirigia"  (II Rs 12.2). Durante o tempo em que foi influenciado pelo sumo  sacerdote, Joás ordenou que o Templo fosse reformado. Decidiu estabelecer um imposto sobre estre propósito, como Moisés fizera no deserto (II Cr 24.9), mas os levitas não  implementaram o projeto imediatamente. Posteriormente, muito dinheiro e diversos tesouros foram doados pelo povo e o Templo foi totalmente reformado e remobiliado. Enquanto Jeoiada viveu, os sacrifícios foram oferecidos regularmente no Templo do Senhor (II Cr 24.13-16). Durante este período, Joás casou-se com várias mulheres e teve vários filhos com elas. Lamentavelmente, assim que o sacerdote Jeoiada morreu, o rei foi influenciado por outros líderes e não pelos sacerdotes e, como seus antecessores, envolveu-se com cultos pagãos (II Cr 24.17,18). o Senhor enviou profetas para adverti-lo sobre os perigos e seus atos, mas ele não deu atenção. Um desses mensageiros foi Zacarias, filho do sacerdote Jeoiada. O Espírito do Senhor desceu sobre ele, o qual falou aos judeus a fim de advertir que o povo e o rei desobedeciam aios mandamentos de Deus. Por isso o Senhor os abandonaria (II Cr 24.20). Ao invés de se arrependerem, apedrejaram Zacarias até a morte no próprio átrio do Templo; o rei Joás foi responsabilizado, ele mesmo, por esta ação (vv 21,22). Conforme registra o escritos de Crônicas: "Porque Judá havia deixado o Senhor, Deus de seus pais, Assim executaram os sírios os juízos de Deus contra Joás (II Cr 24.24). Dentro de um ano, os sírios invadiram Judá. Durante algum tempo, o rei manteve-se fora do conflito direto, pois enviou diversos presentes ao rei da Síria (I Rs 12.17,18), mas foi finalmente morto por um grupo de oficiais de Jerusalém, depois que muitos tesouros foram mandados para Damasco. Os oficiais o mataram porque ordenou a morte do profeta Zacarias. Após um reinado de 40 anos, Joás morreu em 796 a.C.


Talvez mais do que com qualquer outro rei, a influência de um sacerdote fiel ao Senhor sobre a nação e seus governantes foi revelada nos primeiros anos do reinado de Joás. Jeoiada cumpriu tudo o que Deus esperava dele como sumo sacerdote. Instruiu fielmente o jovem rei nos caminhos do Senhor e liderou a nação, dos bastidores, numa adoração fiel a Deus. Esta deveria ser a função  contínua dos sacerdotes: mas, assim como os reis eram falíveis e, após a morte  de Jeoiada, parece que não havia ninguém que o substituísse em termos de influência espiritual na corte real.  Joás era facilmente influenciável. Talvez fosse demasiadamente dependente de Jeoiada, e foi colocado no trono ainda muito criança. Ou talvez sua fé nunca tenha sido baseada em um compromisso pessoal com o Senhor. Sem  um rei, ou um sacerdote fiel, o juízo de Deus sobre a nação veio rapidamente. As últimas palavras de Zacarias, antes de morrer, "O Senhor o verá, e o requererá" (II Cr 24.22) foram proféticas e se cumpriram logo depois.

AMAZIAS

Filho de Josias. Seu reinado de 29 anos é resumido em II Reis 12.21; 14.1-3 e  II Cr 25.1: "Fez o que era reto aos olhos do Senhor, ainda que não como seu pai Davi" (II Rs 14.3). Do ponto de vista positivo, Amazias executou os assassinos de seu pai; porém poupou a vida dos filhos deles em obediência à Lei de Deus (II Rs 14.6). Atacou os edomitas e capturou Petra, a capital (Am 1.1). Ele, contudo, não seguiu inteiramente seu ancestral Davi: "Tão somente os altos se não tiraram; o povo ainda sacrificava e queimava incenso nos altos" (II rs 14.4). Essa tolerância pecaminosa para com a religião pagã mais tarde levou-o a ofender ainda mais a Deus, quando aceitou os deuses edomitas em Jerusalém (II Cr 25.14). Essa atitude foi condenada pelo profeta (II Cr 25.15): "Porque buscastes deuses que a seu povo não livraram das tuas mãos?" No final, Amazias tornou-se escravo quando Deus o entregou nas mãos de Jeoás, rei de Israel; além de Amazias e seu povo serem capturados, Jeoás também saqueou o templo e levou todos os utensílios de ouro e prata (II Cr 25.20-24).  A quedas de Amazias é atribuída ao desafio presunçoso e insensato que lançou ao rei Jeoás, o qual, ao executar o juízo de Deus, saqueou Jerusalém e levou vários reféns para Samaria. Posteriormente, os próprios oficiais de Amazias conspiraram contra ele, perseguiram até Laquis e o mataram (II Rs 14.19,20; II Cr 25.27,28). Foi sepultado em Jerusalém.


UZIAS






O relato mais longo sobre ele encontra-se em II Crônicas 26, que diz que ele reinou por 52 anos. Governou como co-regente junto com seu pai, Amazias, o qual, nos primeiros anos antes do seu reinado, provavelmente estava preso no reino do Norte. Sua mãe chamava-se Jecolia e era de Jerusalém. Uzias liderou Judá num período de grande prosperidade que culminou num rápido declínio (II Rs 15.1-7). O cronista deseja que o leitor entenda que, assim como seu pai Amazias, Uzias teve grande sucesso "enquanto buscou ao Senhor". Certamente, na primeira parte do seu reinado ele fez "o que parecia reto aos olhos do Senhor" e isso trouxe a bênção de Deus nas lutas contra os filisteus, árabes e amonitas. Durante este tempo, Uzias era ensinado sobre a fé por um profeta chamado Zacarias, o qual é mencionado somente neste texto (v.5). A fama deste rei espalhou-se muito além das fronteiras de Judá e chegou até o Egito (vv 6-8). Fortificou a cidade de Jerusalém e construiu postos de vigia no deserto. Juntou um poderoso e enorme exército, muito bem equipado, e até mesmo desenvolveu novos tipos de armas para serem usadas na defesa dos muros da cidade (vv 9-15). 

Como, porém acontece com muitas pessoas que se tornam poderosas e famosas, Uzias ficou orgulhoso e desobedeceu ao Senhor. Entrou no Tempo para oferecer sacrifícios, o que só os sacerdotes tinham permissão para fazer, de acordo com a Lei de Deus. Sacerdotes corajosos, liderados por Azarias, opuseram -se ao rei e denunciaram o pecado que ele cometera. Uzias aborreceu-se com o sacerdotes, mas no mesmo instante, ficou leproso, "visto que o Senhor o ferira". A lepra era um mal que impedia a pessoa de entrar no Templo e, assim, foi o castigo apropriado para o crime do rei. 

II Reis 15.1-7 relata muito pouco sobre o reinado de Uzias.  Depois de ser afligido com lepra, provavelmente teve seu filho Jotão como co-regente, o qual posteriormente, foi seu sucessor no trono. 


Durante o reinado de Uzias, os profetas Isaías, Amós e Oséias  fizeram pronunciamentos (Is 1.1; 6.1; 7.1; Os 1.1; Amós 1.1). A preocupação deles com a riqueza e o orgulho é evidente em todas as profecias feitas naquele período. O rápido declínio de Judá nos últimos anos do reinado de Uzias era parte do juízo de Deus, que vem sobre o orgulhoso que o ignora. O Senhor enviou também um terremoto como parte do juízo sobre a nação. O tremor de terra foi tão grande, que Amós o usou como referência para indicar uma data particular e o profeta Zacarias, tempos mais tarde, o mencionou para ilustrar o que Deus faria no final para julgar  a terra (Am 1.; Zc 14.5).

FONTE DE PESQUISA:

Livro: Quem é Quem na Bíblia Sagrada - Ed. Vida


IMAGENS ILUSTRATIVAS:

Google




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