Galera de Cristo 03 - Do Cativeiro à Liberdade

"O choro pode durar uma noite, mas de manhã irrompe a alegria" 
 Salmo 30.5b

Hora da Verdade: Salmo 126.1-3; 137.1-6

PAPO SÉRIO


PERÍODO DOS JUÍZES

Por não haver um rei que os governasse, o povo de Israel vivia como queria, cada um fazendo aquilo que achava certo. Na realidade, Deus era seu governante, mas eles não se preocupavam em obedecer-lhe. Por isso Deus permitia que os povos inimigos os atacassem e os dominassem. Não suportando o sofrimento, o povo arrependia-se dos seus pecados e pedia ajuda a Deus. Deus, então, levantava alguém forte e corajoso para os libertar. Essa pessoa se tornava juiz de Israel. É daí que vem  o nome Juízes. A história de Juízes desenrola-se em ciclos: o povo peca, é castigado, arrepende-se, clama a Deus, e Deus envia um libertador. Isto se repetiu sete vezes no tempo dos juízes, que foram quinze ao todo: Otniel, Eúde, Sangar, Débora, Baraque, Gideão, Tola, Jair, Jefté, Ibsã, Elom, Abdom, Sansão, Eli e Samuel.


PERÍODO DA MONARQUIA

Quando os israelitas pediram a Samuel que ungisse um rei sobre eles (que até então o governo de Israel era Teocrático, ou seja, era Deus quem os governava, e pelejava suas guerras), isto pareceu mal aos olhos de Samuel que consultou imediatamente ao Senhor. O Senhor então permitiu que Saul fosse ungido rei. A preocupação de Samuel se justificou ao longo dos séculos seguintes. Nem todos os reis que passaram pelo trono de Israel eram tementes a Deus, fizeram alianças e casamentos  com povos pagãos, trouxeram outros deuses ao arraial, e levaram o povo escolhido à idolatria, à perversidade, à ruína espiritual e, consequentemente, ao cativeiro como resultado da ira de Deus, que tanto avisou seu povo, mas que o mesmo não lhe deu ouvidos.

PANORAMA HISTÓRICO

O cativeiro babilônico é um triste fato na história do povo de Deus. Depois de conquistar a Terra Prometida, foram levados como escravos para a Assíria e Babilônia. Os profetas avisaram o povo de Deus sobre a sua desobediência, mas eles não acreditaram.

Em 722 a.C., Salmanezer, rei da Assíria, invadiu e destruiu Samaria, levando o povo de Israel cativo. Judá ainda permaneceu por muito anos embora fosse forçado a pagar pesados impostos ao Império Assírio. Após a conquista do império Assírio pela Babilônia, o rei Zedequias se revoltou em 587 a.C. O rei Nabucodonosor invade Jerusalém, destrói o Templo e leva o povo cativo para a Babilônia, onde ficou cerca de setenta anos.

Depois da reconstrução de Jerusalém e do templo, o povo pode voltar para a sua terra. Os livros que contam esta história são: II Reis, II Crônicas, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias, Esdras, Neemias, Rute e Ester.


O CATIVEIRO BABILÔNICO




Os babilônios permitiram que os exilados do reino de Judá formassem famílias, construíssem casas, cultivassem pomares (Jr 29.5-7), e chegassem a consultar os seus próprios chefes e anciãos (Ez 20.1-44). e, igualmente, permitiam-lhes viver em comunidade, num lugar chamado Tel-Abibe, às margens do rio Quebar (Ez 3.15). Assim, pouco a pouco, foram-se habituando à sua situação de exilados na Babilônia.

Em semelhantes circunstâncias, a participação comum nas práticas da religião, foi provavelmente, o vínculo mais forte de união entre os membros da comunidade exilada; e a instituição da sinagoga teve um papel relevante como ponto de encontro para oração, a leitura e o ensinamento da lei, o canto dos Salmos e o comentário dos escritos dos profetas.

Desta maneira, com o exílio, a Babilônia converteu-se em um centro de atividade religiosa, onde um grupo de sacerdotes entregou-se com empenho à tarefa de reunir e preservar textos sagrados que constituíam o patrimônio espiritual de Israel. Entre os componentes desse grupo se encontrava Ezequiel que, na sua dupla condição de sacerdote e profeta (Ez 1.1-3; 2.1-5), exerceu uma influência singular. 

Dadas as condições de tolerância e até bem estar em que viviam os exilados na Babilônia, não é de estranhar que muitos deles renunciassem, no seu tempo, regressar ao seu país. Outros, pelo contrário, mantendo vivo o ressentimento contra a nação que os havia arrancado da sua pátria e que era causa dos males que lhes haviam sobrevindo, suspiravam pelo momento do regresso ao seu longínquo país (Sl 137; Is 47.1-3).


RETORNO E RESTAURAÇÃO


A esperança de uma rápida libertação cresceu entre os exilados quando Ciro, o rei da Pérsia, empreendeu sua carreira de conquistador e fundador de um novo império. Conquistou a Babilônia em 539 a.C.

Ciro praticou uma política de bom relacionamento com os povos submetidos. Permitiu que cada um conservasse seus usos, costumes e tradições e que praticasse a sua própria religião, atitude que redundou em benefícios aos judeus residentes na Babilônia, os quais, por decreto real, ficaram com a liberdade de regressar à Palestina.

O livro de Esdras contém duas versões do referido decreto (Ed 1.2-4 e 6.3-12), no qual se ampararam os exilados que quiseram voltar á pátria. E é importante assinalar que o imperador Persa não somente permitiu aquele regresso, como também devolveu aos judeus os ricos utensílios do culto que Nabucodonosor lhes havia arrebatado e levado á Babilônia. Para maior abundância, Ciro ordenou também que uma contribuição de caráter oficial para apoiar economicamente a reconstrução do templo de Jerusalém.

O retorno dos exilados realizou-se de forma gradual, por grupos (Ed 1.1). Tempos depois iniciaram-se as obras de reconstrução do Templo, que se prolongaram até 515 a.C. Para dirigir o trabalho e animar os operários contribuíram o governador Zorobabel e o sumo sacerdote Josué, apoiado pelos profetas Ageu e Zacarias (Ed. 5.1).

O passar do tempo deu lugar a problemas diversos. As duras dificuldades econômicas às quais tiveram que fazer frente, as divisões no meio da comunidade e, muito particularmente, as atitudes hostis dos samaritanos foram a causa da degradação da convivência entre os repatriados de Jerusalém e em todo o Judá.

Ao conhecer os problemas que afligiam seu povo, Neemias, um judeu residente em Susã, que era copeiro do rei persa Artaxerxes (Ne 2.1), solicitou que, com o título de governador de Judá, tivesse a permissão de ajudar o seu povo. Neemias revelou -se um grande reformador, que atuou com capacidade e eficácia. A sua presença na Palestina foi decisiva não somente para que se reconstruíssem os muros de Jerusalém, mas também para que a vida da comunidade judaica experimentasse uma mudança mais profunda e positiva (Ne 8-10).

Artaxerxes investiu, também de poderes extraordinários, ao sacerdote e escriba Esdras, a fim de que este, dotado de plena autoridade, se ocupasse de todas as necessidades do Templo e do culto em Jerusalém e cuidasse de colocar sob a lei de Deus tanto os judeus repatriados como os que nunca haviam saído da Palestina (Ed 7.12-26). A sua figura ocua nas tradições judaicas um  lugar comparado ao de Moisés.


FONTES DE PESQUISA:

www.panoramabiblia.com

Revista: Adolescentes Vencedores: "Estudo panorâmico dos Livros Históricos"

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