Galera de Cristo 04 - Segurança e Refúgio em Deus

"Deus é o nosso refúgio e fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade" - Salmo 46.1

Hora da Verdade: Salmo 91.1-4,7,9-11

PAPO SÉRIO
EM QUEM CONFIAR?
Existem momentos na vida do cristão em que ele passa por apatia e frieza espiritual, o que não pode se considerar algo de natureza normal. Em todo tempo estamos lutando contra forças espirituais e o nosso inimigo lança seus dardos inflamados para nos esfriar, para nos desanimar na fé  e no nosso relacionamento com o Senhor Deus. O nosso inimigo procura nos momentos de adversidades que enfrentamos, fazer-nos crer que Deus nos abandonou e que estamos sós diante dos perigos e males da vida. Porém, a  realidade e a verdade bíblica nos mostra que a vontade de Deus é estar sempre perto do seu povo, principalmente nos momentos de aflição e lhe proporcionar ajuda, salvação, socorro e consolo. O Salmo 46 evidencia justamente isto: A provisão divina no momento da aflição e sua presença real em tempos de instabilidade e insegurança.Confiar em Deus é viver convictos de que tudo está em suas mãos. Na Bíblia, haveremos de encontrar o necessário lenitivo para todas as nossas angústias. O que vem ser, porém, essa confiança? De que maneira podemos cultivá-la? A confiança em Deus é a disposição espiritual de entregar-se, sem quaisquer reservas, aos seus cuidados, sabendo que Ele tudo fará para que, em nossa vida, sua glória seja plenamente exaltada. 
1. A soberania de Deus. Nada ocorre sem a expressa permissão de Deus (Dn 4.34-37). Este é o princípio da soberania divina, que pode ser assim definida: Autoridade absoluta e inquestionável que Deus exerce sobre todas as coisas criadas, quer na terra, quer nos céus, dispondo de tudo de acordo com os conselhos e desígnios. Leia o capítulo 42 do Livro de Jó. Por conseguinte, quem descansa na soberania de Deus, não se estressa nem se desespera: sabe que todas as coisas acontecem de acordo com o divino querer (Sl 4.8).
2. A sabedoria de Deus. A sabedoria de Deus, pois, é o atributo por intermédio do qual o Ser Supremo sustenta todas as coisas, fazendo com que tudo contribua para a consecução de seus planos, decretos e desígnios (Ef 3.10). Somente Ele é capaz de operar de tal maneira, fazendo com que tudo na vida de seus filhos contribua para a sua excelsa glória e para a nossa maior felicidade (1 Rs 3.28).
3. O poder de Deus. Confiamos em Deus porque Ele pode todas as coisas; nada lhe é impossível (Mt 19.26). Conforme a sua vontade, opera Ele em nossa vida, fazendo com que todos os seus planos se cumpram quer admitam os homens, quer tentem impedir-lhe os desígnios (Jó 42.2). Haja vista o nascimento de Cristo. O inferno todo se arvorou para que o Messias não viesse ao mundo. Todavia, o Senhor operou, desde a mais remota antiguidade, para que o seu Filho viesse ao mundo na plenitude dos tempos, a fim de executar o Plano de Salvação (Gl 4.4).
4. A provisão de Deus. Deus tudo provisiona, objetivando a execução de seus planos em nossa vida. O que diremos da história de José? O que parecia uma tragédia pessoal, transformou-se num plano de salvação nacional (Gn 45.7). Se num primeiro momento o hebreu é vendido como escravo para o Egito, no segundo, Deus o levanta como o senhor de toda aquela terra. E, assim, pôde ele sustentar os hebreus, dos quais adviria o Cristo. Da mesma forma ocorre em nossa vida, o que aparentemente parece uma tragédia, transforma-se, de acordo com o querer divino, num triunfo pessoal para maior glória do nome de Deus. 
5. O amor de Deus. Todos os atos de Deus são atos do mais puro e elevado amor (Rm 5.5). Mesmo que nos sejam dolorosos no presente, trazem-nos inefáveis consolos no porvir. Confiemos, pois, em Deus até mesmo onde o consolo parece impossível. Se os homens vêem apenas lágrimas, enxergamos nós o lenitivo que emana do coração de Deus diretamente para o nosso coração (Is 49.13).

Refúgio fala de abrigo em meio ao perigo, em meio a guerra, em meio ao ataque cruel do nosso adversário – isto significa que Deus é a nossa segurança real e certa nos momentos de adversidades, lutas e guerras  desta vida.
Fortaleza significa a força divina na luta do crente contra seus inimigos e adversários.  Significa também que o  poder de Deus que em nós opera nos capacita a vencer todos os obstáculos desta vida.  Os nossos inimigos não nos prevalecerão e não nos vencerão, porque Deus os abaterá. 
REFÚGIO E PROTEÇÃO

No Antigo Testamento, a lei acerca de homicídios era muito rigorosa, porque o sangue derramado contaminava a Terra, afastando Deus do Seu povo. Se não houvesse expiação, graves consequências viriam sobre todos. Só havia uma maneira de resolver o problema: a lei dada a Moisés, pelo próprio Deus, determinava que aquele sangue derramado fosse vingado. Era vida por vida, olho por olho e dente por dente. O assassino morreria da mesma maneira que matou, pelas mãos do vingador, que normalmente era um parente mais próximo da vítima. Tinha de haver no mínimo duas testemunhas do fato ocorrido para que o direito de vingança fosse executado.

Entretanto, a lei fazia distinção entre homicídios dolosos (casos em que o homicida agia premeditadamente) e culposos (casos em que a pessoa não tinha a intenção de matar, mas agiu em legítima defesa ou porque a morte aconteceu de forma acidental). Porém, para o vingador do sangue da vítima, não interessava se foi intencional ou não. Ele ansiava executar a vingança a qualquer custo. Por isso, quem derramou o sangue tinha que fugir! Mas fugir para onde?
Foi quando Deus disse a Moisés: "Escolhei para vós outros cidades que vos sirvam de refúgio, para que nelas, se acolha o homicida que matar alguém involuntariamente. Estas cidades vos serão para refúgio do vingador do sangue, para que o homicida não morra antes de ser apresentado perante a congregação para julgamento". Números 35.11-12

Seis cidades foram designadas por Moisés como lugar de refúgio. Os homicidas involuntários eram recebidos pelos anciãos que os julgavam nos portões da cidade. Era realizado um interrogatório para ver qual a natureza do crime. Se fosse considerado culpado, era entregue ao vingador; do contrário, recebia o direito de entrar na cidade para salvar sua vida, pois ali o vingador não poderia tocá-lo. Havia proteção absoluta dentro da cidade, mas se, em algum momento, aquele homicida saísse, o vingador que ficava à espreita poderia atacá-lo.

Espiritualmente, o Senhor Jesus é essa cidade de refúgio. Por várias vezes, Davi se encontrava cercado pelos seus inimigos e, humanamente falando, não tinha como escapar. Naqueles momentos de aperto, ele buscava o refúgio em Deus e era socorrido. Por isso ele dizia: "O Senhor é a minha Rocha, a minha Cidadela, o meu Libertador; o meu Deus, o meu Rochedo em que me refugio; o meu Escudo, a Força da minha Salvação, o meu Baluarte". Salmo 18.2. O Senhor Jesus é o Refúgio, o Lugar de descanso e paz para todos os que estão perdidos e desesperados, acusados pelo diabo ou pela própria consciência; para os que estão cansados das humilhações, injustiças e desprezo. Ele disse: "Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei". Mateus 11.28

* Dedico este post à irmã Maria Odila, grande heroína da fé, guerreira de oração da Congregação de Belas Artes, que o Senhor já recolheu, há dois anos, para morar com ele. Todas as vezes que lhe era dada a oportunidade de trazer uma palavra à igreja, ela falava sobre o Salmo 46. Nunca aprendeu a ler, mas falava sobre ele com a propriedade de quem ao longo dos seus noventa anos, desfrutou muitas vezes desse poderoso refúgio encontrado nos braços do Senhor! 

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