Galera de Cristo 07 - A Verdadeira Adoração

"No entanto está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura" 
João 4.23

Hora da Verdade: Salmo 66.1-4, 8,13,16,20



PAPO SÉRIO

CONVITE À VERDADEIRA ADORAÇÃO


A adoração consiste nos atos e atitudes que reverenciam e honram a majestade do grande Deus do céu e da Terra. Sendo assim, a adoração concentra-se em Deus, e não no ser humano. No culto cristão, nós nos arcamos a Deus em gratidão por aquilo que Ele tem feito por nós em Cristo e através do Espírito Santo. A adoração requer o exercício da fé e o reconhecimento de que Ele é o nosso Deus e Senhor.

BREVE HISTÓRIA DA ADORAÇÃO AO VERDADEIRO DEUS 

 O ser humano adora a Deus desde o início da história. Adão e Eva tinham comunhão regular com Deus no Jardim do Éden (Gn 3.8), Caim e Abel trouxeram a Deus oferendas de vegetais e de animais (Gn 4.3,4). Os descendentes de Sete invocavam "o nome do Senhor" (Gn 4.26). Noé construiu um altar ao Senhor para oferecer holocaustos depois do dilúvio (Gn 8.20). Abraão assinalou a paisagem da Terra Prometida com altares para oferecer holocaustos ao Senhor (Gn 12.7,8; 13.4,18; 22.9) e falou intimamente com Ele (Gn 18.23-33; 22.11-18).

Somente depois do Êxodo, quando o Tabernáculo foi construído, é que a adoração pública tornou-se formal. A partir de então, sacrifícios regulares passaram ser oferecidos diariamente, especialmente no sábado, e Deus estabeleceu várias festas sagradas anuais como ocasiões de culto público dos israelitas (Êx 23.14-17; Lv 1-7; Dt 12;16). O culto a Deus foi posteriormente centralizado no templo de Jerusalém. Quando o Templo foi destruído, em 586 d.C., os judeus construíram sinagogas como locais de ensino da lei e adoração a Deus enquanto no exílio, e aonde viessem a morar. As sinagogas continuaram em uso para o culto, mesmo depois de construído o segundo templo por Zorobabel (Ed 3-6) Nos tempos do Novo Testamento havia sinagogas na Palestina e em todas as partes do mundo romano (Lc 4.16; Jo 6.59; At 6.9; 13.14; 14.1;17.1,10; 18.4; 19.8; 22.19).

A adoração na Igreja Primitiva era prestada tanto no Templo em Jerusalém quanto em casas particulares (At 2.36,47). Fora de Jerusalém, os cristãos prestava culto a Deus nas sinagogas enquanto isso lhes foi permitido. Quando lhes foi proibido utilizá-las, passaram a cultuar a Deus noutros lugares, geralmente em casas particulares (At 6.9; Rm 16.5; Cl 4.15; Fm v.2), mas às vezes em salões públicos (At 19.9,10).

MANIFESTAÇÕES DA ADORAÇÃO CRISTÃ

Dois princípios básicos norteiam a adoração cristã: (a) A verdadeira adoração é a que é prestada em espírito e em verdade (Jo 4.23). A adoração deve ser oferecida à altura da revelação que Deus fez de si mesmo no Filho (Jo 14.6). Por sua vez, ela envolve o espírito humano, e não apenas a mente, e também como  as manifestações do Espírito Santo (I Co 123.7-12). (b) a prática da adoração deve corresponder ao padrão do Novo Testamento 

O fato marcante na adoração do Antigo Testamento era o sistema sacrificial. Uma vez que o sacrifício de Cristo na cruz cumpriu esse sistema, já não há mais qualquer necessidade de derramamento de sangue como parte do culto cristão (Hb 9.1-10.18). Através da ordenança da Ceia do Senhor, a igreja do Novo Testamento comemorava continuamente o sacrifício de Cristo, efetuado de uma vez por todas (I Co 11.23-26). Além disso, a exortação que tem a igreja é oferecer "sempre, por ele, a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome" (Hb 13.15), e a oferecer nossos corpos como "sacrifício vivo, santo e agradável a Deus" (Rm 12.1).

Louvar a Deus é essencial à adoração cristã. O louvor era elemento-chave na adoração de Israel a Deus (Sl 100.4; 106.1; 111.1; 113.1; 117), bem como na adoração cristã primitiva (At 2.46,47; 16.25; Rm 15.10,11; Hb 2.12). 

Uma maneira autêntica de adorar a Deus é cantar salmos, hinos e cânticos espirituais.  Antigo Testamento está repleto de exortações sobre como cantar ao Senhor (I Cr 16.23; S 95.1; 96.1,2). Na ocasião do nascimento de Jesus, a totalidade das hostes celestiais irrompeu num cântico de louvor (Lc 2.13,14), e a igreja do Novo Testamento era um povo que cantava (I Co 14.15; Ef 5.19; Cl 3.16; Tg 5.13). Os cânticos dos cristãos eram cantados ou com a mente ou com o espírito. Em nenhuma circunstância o cânticos eram executados como passatempo.

Outro elemento importante na adoração é buscar a face de Deus em oração. Os santos do Antigo Testamento comunicavam-se constantemente com Deus através da oração (Gn 20.17; Nm 11.12; I Sm 8.6; II Sm7.27; Dn 9.3-19). Os apóstolos oravam incessantemente depois de Jesus subir ao Céu (At 1.14), e a oração tornou-se parte regular da adoração cristã coletiva (At 2.42; 20.36; I Ts 5.17).

A confissão de pecados era sabidamente parte importante da adoração a Deus no Antigo Testamtento. Deus estabelecera o Dia da Expiação para os israelitas como uma ocasião para a confissão nacional de pecado  (Lv 16). Salomão, na sua oração de dedicação do Templo, reconheceu a importância da confissão (I Rs 8.30-36). Quando Esdras verificaram até que ponto o povo de Deus se afastara da sua lei, dirigiram toda a nação de Judá numa contrita oração púbica de confissão (Ed 9). Assim, na oração do Pai Nosso, Jesus ensina os crentes a pedirem perdão dos pecados (Mt 6.12). Tiago ensina os crentes a confessar seus pecados uns aos outros (Tg 5.16); através da confissão sincera, recebemos a certeza do gracioso perdão divino. (I Jo 1.9).

A adoração deve também  incluir leitura em conjunto das Escrituras e sua fiel exposição. Nos tempos do Antigo Testamento Deus ordenou que, cada sétimo ano, na festa dos Tabernáculos, todos os israelitas se reunissem para a leitura pública da Lei de Moisés (Dt 31.9-13). O elemento mais patente deste culto no Antigo Testamento, surgiu no tempo de Esdras e Neemias, A leitura das Escrituras passou a ser parte regular do culto na sinagoga no sábado. Semelhantemente, quando os crentes do Novo Testamento se reuniam para culto, também ouviam a leitura da Palavra de Deus juntamente com ensinamento, pregação e exortação baseados nela (I Tm 4.13).

Sempre quando o povo de Deus se reunia na Casa do Senhor, todos deviam trazer seus dízimos e ofertas (Sl 96.8 Ml 3.10). Semelhantemente, Paulo escreveu aos irmãos de Corinto, no tocante à coleta em favor da igreja de Jerusalém: Ño primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade" (I Co 16.2). A verdadeira adoração a Deus deve, portanto, ensejar uma oportunidade para apresentarmos ao Senhor nossos dízimos e ofertas.

Outro elemento excepcional na adoração a Deus segundo o Novo Testamento era a prática das ordenanças - o batismo e a Ceia do Senhor. Parece que era observada diariamente entre os crentes logo após o Pentecoste (At 2.46,47), e, posteriormente, pelo menos uma vez por semana (At 20,7,11). O batismo, conforme a ordem de Cristo (Mt 28.19,20), ocorria sempre  que havia conversões e novas pessoas ingressavam na igreja (At 2.41; 8.12; 9.18; 10.48; 16.30-33; 19.1-5).

AS BÊNÇÃOS DE DEUS PARA OS VERDADEIROS ADORADORES




Quando os crentes verdadeiramente adoram a Deus, muitas bênçãos lhes estão reservadas por Ele. Por exemplo, Ele promete:  

(1) Que estará com eles (Mt 18.20) e que entrará e ceará com eles (Ap 3.20);
(2) Que envolverá seu povo com a sua glória (Êx 40.35; II Cr 7.1; I Pe 4.14);
(3) Que abençoará o seu povo com chuvas de bênçãos (Ez 34.26), especialmente com a paz (Sl 29.11);
(4) Que concederá fartura de alegria (Sl 122.1,2; Tg5.15);
(5) Que encherá de novo seu povo com o Espírito Santo e com ousadia (At 4.31)
(6) Que responderá as orações dos que oram com fé sincera (Mc 11.24; Tg 5.15)
(7) Que enviará manifestações do Espírito Santo entre o seu povo (I Co 12.7-13)
(8) Que guiará seu povo em toda a verdade através do Espírito Santo
(9) Que santificará seu povo pela sua palavra e pelo seu Espírito Santo (Jo 17.17-19)
(10) Que consolará, animará e fortalecerá seu povo (Is 40.1; I Co 14.26)

EMPECILHOS À VERDADEIRA ADORAÇÃO

O simples fato de pessoas se dizendo crentes realizarem  um culto, não é nenhuma garantia de que haja aí uma verdadeira adoração, nem que Deus aceite seu louvor e ouça as suas orações.

(1) se a adoração é mera formalidade, somente externa, e se o coração do povo de Deus está longe dele, tal adoração não será aceita por Ele. Jesus repreendeu severamente os fariseus por sua hipocrisia; eles observavam a lei de Deus por legalismo, enquanto seus corações estavam longe dele (Mt 15.7-9; 23.23-28; Mc 7.5-7). Note a censura semelhante que ele dirigiu à igreja de Éfeso, que adorava ao Senhor, mas não o amava plenamente (Ap2.1-5).

(2) Outro impedimento à verdadeira adoração é um modo de vida comprometido com o mundanismo, o pecado e a imoralidade. Deus recusou o sacrifício do rei Saul porque este desobedeceu o seu mandamento (I Sm 15.1-23). Isaías repreendeu severamente o povo de Deus como "nação pecadora...povo carregado de iniquidade da semente de malignos" (Is1.4); ao mesmo tempo, porém, este mesmo povo oferecia sacrifícios a Deus e comemorava seus dias santos. Por isso, o Senhor declarou através do profeta Isaías: "As vossas festas de lua nova, e as vossas solenidades, as aborrece a minha alma; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer. Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos, sim, quando multiplicais as vossas orações não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue" (Is 1.14,15). Semelhantemente, na igreja do Novo Testamento, Jesus conclamou aos adoradores de Sardes a se despertarem, porque "não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus" (Ap 3.2). Da mesma maneira, Tiago indica que Deus não atenderá as orações egoístas daqueles que não se separam do mundo (Tg 4.1-5). O povo de Deus só pode ter certeza de que Deus estará presente à sua adoração e a aceitará, quando esse povo tiver mãos limpas e coração puro (Sl 24.3,4; Tg 4.8).


FONTE DE PESQUISA

Bíblia de Estudo Pentecostal


IMAGENS ILUSTRATIVAS

Google

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Lição 02 - Aliança Edênica e Aliança Adâmica

Lição 08 - Culpa, a Prisão da Mente

Lição 12 - Ciúme, o Cabo da Tormenta