Galera de Cristo 02 - Servos de Deus e de Cristo



"Alegra o coração do teu servo, pois a ti, Senhor, elevo a minha alma" 
Salmo 86.4

Hora da Verdade: Romanos 6.16-18,20,22; Colossenses 3.23,24





PAPO SÉRIO
COMO DEVEMOS SERVIR AO SENHOR?



Criei este blog com o objetivo de disponibilizar uma ferramenta de edificação e preparo aos professores que acompanham a mesma lição bíblica que a nossa congregação e não têm material para se preparar melhor. Separo um tempo toda semana e faço as postagens. Foi uma forma que eu encontrei de, alguma forma, servir a Jesus e enriquecer Seu Reino aqui na terra. Uma senhora da minha igreja, usa suas habilidades na cozinha, e faz doces e bolos para vender de porta em porta com o objetivo de arrecadar dinheiro para a oferta enviada todos os meses para missões. Há uma pessoa responsável pelo nosso café da manhã que é servido todos os dias após as aulas da Escola Bíblica Dominical; ela desempenha essa função com tanta dedicação que nos constrange! Esse café faz uma grande diferença no nosso domingo. É um momento de confraternização após a EBD. Enfim, todos temos habilidades, todos somos capazes de servir a Deus de alguma forma. A questão é que muitas pessoas querem desempenhar funções visíveis a todos, esperando muitas vezes, reconhecimento ou até mesmo recompensa. Outros, necessitam de um cargo, uma nomeação para trabalhar para o Senhor. Entretanto, a maior recompensa de quem serve verdadeiramente a Deus, é o próprio prazer em servir, se sentir útil. Não há uma função mais importante do que a outra quando se trata da obra do Senhor. A Igreja do Senhor é comparada a um corpo. Os rins, coração, pulmões, trabalham internamente; não os vemos, mas se eles por algum motivo deixam de funcionar, o corpo todo padece enfermo...Todos os membros e órgãos estão interligados e são interdependentes; todos comandados pelo cérebro, que na analogia bíblica, é Cristo. Todas as nossas obras serão provadas um dia pelo fogo. Haveremos de prestar contas de tudo que nos foi confiado para fazer - e seremos cobrados pelo que deixamos de fazer. Sirvamos a Deus enquanto é tempo! Com nossos bens, nossos recursos financeiros, com o nosso tempo, nossas forças, nosso amor, e principalmente com as habilidades que Ele nos deu. 

O propósito de Deus para a nossa vida. O que aprendemos na Bíblia é que Deus nos criou com propósitos definidos, mas a realização feliz dos mesmos dependerá de nós. O pecado preteriu o alvo do propósito divino, mas Jesus Cristo veio para restaurar o homem ao plano divino original; por isso, Ele se constitui no supremo ideal de vida para o homem (Cl 1.28; 2.10). Toda a vida de Cristo e seus ensinos constituem a base principal para a realização desse propósito. 

Temos dois grandes exemplos: Pedro e Paulo. Ambos foram chamados para pregar o evangelho de Cristo e estabelecer a igreja aqui na terra. Porém, cada um tinha um propósito diferente. Pedro compreendeu que o propósito de Deus para a sua vida era o de ser um líder entre os cristãos judeus, e convencê-los de que deus estava agregando à igreja os gentios (At 10). Paulo, por outro lado, estava convicto de que o propósito de Deus em seu ministério era o de levar o Evangelho às terras gentias (Gl 2.7,8). Cada crente deve viver e agir segundo o proposito divino para a sua vida e procurar administrá-lo de forma a não estar em falta no dia do Tribunal de Cristo.

Se reconhecermos a vontade absoluta de Deus, não discutiremos como Ele a realiza, porque Ele é o oleiro, e nós somos o barro. Ele é a Videira, e nós somos apenas os ramos. Ele é o Senhor, nós, os seus servos. 

Não possuímos nada, somos apenas mordomos do que Deus nos confiou (Sl 24). É Deus quem possui todas as coisas. Devemos usar nossos recursos econômicos e nosso trabalho conforme Ele ordena, de acordo com a sua lei de justiça e misericórdia. Quando levamos a cabo nossa vocação em obediência às ordens de Deus, escreveu Martinho Lutero, então o próprio Deus trabalha através de nós de acordo com os seus propósitos. Esta parceria inclui todas as formas legítimas de trabalho, não só as vocações espirituais. Lutero rejeitou totalmente a noção de que os monges e clero eram comprometidos com o trabalho mais santo do que os lojistas e as donas de casa. "Trabalho aparentemente seculares são adoração a Deus", escreveu, "e uma obediência que agrada bastante a Deus". 

Servindo a Deus  com o nosso tempo. O tempo é uma dádiva divina que devemos usar sabiamente (Sl 90.12). Quando o salmista ora dizendo: "Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios", somos por Deus advertidos e conscientizados acerca da administração do tempo. A expressão "contar nossos dias" dá a ideia da preciosidade do tempo e da brevidade da nossa vida, nossa existência temporal. Cada minuto nosso é precioso e indispensável. E o seu correto e oportuno aproveitamento é que nos torna sábios, isto é, capazes de vivê-los bem. Muitos acham tempo para tudo, menos para fazer a obra do Senhor, realmente, o nosso tempo parece cada vez mais curto, mas é tudo uma questão de estabelecer prioridades. 

Faça a seguinte experiência: Pegue dois potes, um cheio de arroz, e um vazio com algumas balas. O pote vazio representa nosso tempo diário, o pote com arroz, as nossas atividades cotidianas (trabalho, família, lazer, etc), e as balas, as coisas espirituais (oração, leitura da Bíblia, evangelismo, etc). Pegue o pote vazio e derrame o arroz aos poucos até enchê-lo. Em seguida, tente colocar todas as balas no pote cheio de arroz. Você não conseguirá. Inverta o processo, colocando primeiramente as balas e em seguida o arroz. Você poderá constatar que o arroz caberá completamente no pote. Utilize esta experiência para avaliar a prioridade do cristão na administração do seu tempo.



Servindo a Deus com nossas finanças. Acerca das coisas que movem o mundo, o dinheiro se destaca como algo eticamente difícil de ser administrado. A administração do dinheiro, seja particular ou público, deve ser feita com critério, honestidade e responsabilidade.

O rei Joás, percebendo que o reino e principalmente a Casa do Senhor estavam em estado deplorável, necessitando de reparos urgentes, despertou o coração do povo para contribuir com esta finalidade. O rei organizou um sistema de arrecadação de dinheiro para a reparação do Templo (II Rs 12.14). Joás percebeu  que o segredo do seu reinado consistia em cuidar primeiro das coisas de Deus. O Templo precisava de reparos urgentes e, para tal, precisava de amor, dedicação e cooperação do povo.

Servindo a Deus com nossos talentos. A parábola dos talentos (Mt 25), foi a última proferida por Jesus cuja mensagem principal trata do nosso trabalho com diligência, constância e fidelidade com os talentos que Deus tem nos dado. Todos nós recebemos  pelo menos um talento das mãos do Senhor. Não há ninguém que tenha ficado sem habilidades, dons ou dotes especiais que não possam ser usados no serviço de Cristo. A proporção na distribuição dos talentos existe, não porque haja acepção de pessoas, mas porque Deus nos conhece profundamente e sabe quanto podemos administrar (note que na parábola, o que recebeu menos foi justamente o que escondeu). Temos a responsabilidade de empregá-los na obra do Senhor com toda dedicação, emprenho, esmero e fidelidade porque haveremos de prestar contas individualmente diante do tribunal de Cristo. Somente aqueles que corresponderem com amor e fé à graça, à capacidade e à responsabilidade que Deus lhes tiver confiado, serão chamados de servos fiéis. Embora a salvação não seja por meio de obras, fomos criados para as boas obras. O servi infiel está sentenciado a ser privado de seu talento e lançado nas "trevas exteriores".

O SERVO JESUS

Aprendemos muito com os retratos de Jesus no Antigo Testamento. O livro de Isaías em especial apresenta quadros de Cristo como um Servo (Isaías 42; 49; 50; 52:13-53:12; 61). A advertência de Isaías 42:1-4, citada por completo em Mateus 12:18-21, é bem significante para se entender corretamente a natureza de Jesus Cristo: "Eis o meu servo, a quem sustento, o meu escolhido, em quem tenho prazer. Porei nele o meu Espírito, e ele trará justiça às nações. Não gritará nem clamará, nem erguerá a voz nas ruas. Não quebrará o caniço rachado, e não apagará o pavio fumegante. Com fidelidade fará justiça; não mostrará fraqueza nem se deixará ferir, até que estabeleça a justiça na terra" (Isaías 42:1-4).

As características de Jesus servem como modelo para nós. Ele é um servo. Que interessante que a pessoa que o Senhor mais eleva é um servo! Ele tem o Espírito. Em outros trechos também Isaías identifica Jesus como aquele que tem o Espírito (Isaías 11:2; 61:1). Lembremo-nos do fato que no seu batismo Jesus recebeu o Espírito até mesmo de forma visível (Mateus 3:16-17). 

Jesus promove justiça. Três dos quatro versículos deste trecho mencionam como ele traz, faz e estabelece a justiça. A missão dele é declarar, modelar, e promover a verdade de Deus. O poder dele não é exercitado com barulho, mas de uma forma sossegada e humilde. Este servo rejeita todos os métodos sensacionalistas do mundo; ele nunca chama atenção para si. Ele consegue agir desta forma porque ele tem verdadeira confiança e força-ele não fica ansioso duvidando da sua capacidade para cumprir a sua missão. Com o verdadeiro poder que ele sabe que tem, não sente necessidade de estabelecer seu domínio de uma forma arrogante e dominadora. 

Ele é manso. A cana em si é bastante frágil, mas uma cana quebrada não suporta peso algum. No entanto, Jesus consegue sustentar pessoas que se encontram até mesmo nestas condições extremamente fracas. Com a gente mais debilitada, Jesus demonstra compaixão e não desgosto. 

Jesus é perseverante. Ele não reflete nenhum sinal da fraqueza com a qual ele simpatiza em outras pessoas. Ao invés de cair em pedaços, Jesus encara missões difíceis com a confiança no Pai e com a maior tenacidade.

Aplicação para nós. A suprema meta cristã é imitar Jesus. Múltiplos trechos ensinam que nós devemos seguir Jesus prosseguindo a mesma justiça (1 João 2:29), pureza (1 João 3:3), amor (Efésios 5:2), paciência (1 Pedro 2:18-23), humildade (João 13:1-20), etc. Um trecho paralelo (Isaías 49:6) que trata de Jesus como o servo de Deus é citado em Atos 13:47 e aplicado aos cristãos em geral. Então à medida que lemos nestes trechos qualidades de Jesus, nós devemos tentar imitá-las à risca.

Nós devemos servir. Não existe como medir o serviço e sacrifício de Jesus. Ele desceu da glória excelsa para a cruz vergonhosa demais (Filipenses 2:5-11). Ele insistiu conosco que o padrão do reino dele seja totalmente diferente que a regra nos impérios mundanos (Marcos 10:42-45). Não devemos disputar lugares de destaque, mas sim, oportunidades para servir um ao outro. Nunca devemos pensar no jeito em que estamos sendo tratados, mas devemos nos preocupar com o bem-estar dos nossos irmãos (Filipenses 2:3-4). A humildade exigida para manter esta postura é tão difícil conseguir que temos que meditar na vida de Cristo constantemente para realizá-la. Vamos valorizar ao máximo o simples serviço humilde.

Nós devemos deixar o Espírito de Deus habitar cada vez mais em nós. Assim como Jesus recebeu o Espírito sem limitações, devemos crescer para nos tornarmos cada vez mais a morada de Deus por seu Espírito (Efésios 2:21-22). Mas o Espírito não habita num templo indigno (Ezequiel 8-11; 1 Coríntios 6:19-20) e por isso temos que tirar do nosso corpo todo tipo de pecado. Devemos deixar a palavra de Deus, que é a espada do Espírito (Efésios 6:17), nos moldar, sempre nos esforçando para nos adaptarmos a fim de imitar a mensagem escrita. À medida que o Espírito de Deus transforma nossas vidas parecemos com Cristo.

Nós devemos fazer tudo possível para promover a justiça. Para realizar esta meta temos que nos esforçar para buscar e prosseguir a justiça em nossa própria vida (Mateus 6:33; 1 Timóteo 6:11; 2 Timóteo 2:22). Honestidade e integridade têm que ser as regras fundamentais da nossa conduta. Mas temos que fazer mais do que isso. Devemos ser pregadores da justiça assim como foi Noé (2 Pedro 2:5). Como Jesus devemos pregar e anunciar a palavra da justiça que divulga o caminho pelo qual o homem volta a ser justo perante o Senhor. O comprometimento que nosso Senhor tem com o estabelecimento da justiça na terra nos dá nosso alvo supremo. Não devemos nos cansar do trabalho de promover o evangelho da paz.

Durante sua vida aqui na terra ele não gritou nem clamou nem ergueu sua voz nas ruas. Freqüentemente Jesus pediu para que ninguém falasse de um determinado milagre (por exemplo, Marcos 1:44-45; 5:43), chamou alguém a parte para curá-lo (Marcos 7:33), ou até curou antes da multidão se congregar (Marcos 9:25). Jesus traçou o caminho para nós que também devemos rejeitar os métodos sensacionalistas e a ênfase na propaganda. Os métodos de vender produtos não são as técnicas para converter uma pessoa de coração para Cristo. Existem muitas maneiras de chamar pessoas para se unirem a uma determinada igreja mas apenas uma maneira para convertê-las a Cristo: ensinar a palavra de uma forma íntegra. É triste quando igrejas não se contentam com a simplicidade de Cristo e sua palavra, e procuram outros meios de atrair pessoas.

Devemos imitar a mansidão de Jesus. A verdade deve ser ensinada, sim, mas não de qualquer jeito. Paulo explica a postura que devemos ter ao corrigir uma outra pessoa: "Ao servo do Senhor não convém brigar mas, sim, ser amável para com todos, apto para ensinar, paciente. Deve corrigir com mansidão os que se lhe opõem, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento, levando-os ao conhecimento da verdade, para que assim voltem à sobriedade e escapem da armadilha do Diabo, que os aprisionou para fazerem a sua vontade" (2 Timóteo 2:24-26). Nós temos que ter cautela a não afastar pessoas do Senhor em nossas tentativas para corrigi-las. É verdade que algumas pessoas precisam de maneiras mais fortes que outras:"Tenham compaixão daqueles que duvidam; a outros, salvem, arrebatando-os do fogo; a outros ainda, mostrem misericórdia com temor, odiando até a roupa contaminada pela carne"(Judas 22-23). Jesus mostrou bastante ternura aos fracos, mas falou bem forte com os líderes religiosos que estavam cheios de orgulho. Vamos analisar nossa maneira de admoestar pessoas e tentar imitar nosso Senhor.

É imperativo que perseveremos do mesmo jeito que Jesus continuou até o fim. Há vários motivos para desânimo, mas temos que ter a máxima determinação para nunca desistir. Na profecia de Isaías 50:6-7, Vemos em Jesus na terra que nem a rejeição, nem a perseguição, nem a falta de sucesso, nem a canseira conseguiram afastá-lo da missão que ele veio para cumprir. O comprometimento que ele tinha com a vontade do Pai superou todo obstáculo (Mateus 26:39). Nós precisamos da mesma tenacidade: "Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os abale. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil" (1 Coríntios 15:58). Nós nos dizemos cristãos, mas para de fato sermos cristãos temos que imitar a vida e as qualidades de Jesus. Estas qualidades de Isaías 42 formam um excelente começo neste sentido. Que imitemos a ele cada vez mais até que um dia sejamos como ele (1 João 3:2-3).

REFLEXÃO

“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,  pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;  antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana,  a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” Filipenses 2:5-8


1. Jesus é nosso referencial de Servo e serviço. Há muitos referenciais de liderança entre o povo de Deus; entretanto, todos eles são falhos e mais cedo ou mais tarde acabam decepcionando as falsas expectativas que lhes confiamos. Nenhum referencial ou paradigma de servo e serviço é mais seguro que Jesus Cristo. Examine Sua vida, como lidava com Seus opressores, com Seus admiradores, como lidava com as tentações externas, como se concentrava na missão entregue pelo Pai, ... e imite-o. Foque Ele, sustenta-se nEle, confie nEle, entregue-se à Ele!

2. Abandone o hábito de criticar mais que ajudar. Aqueles que ajudam mais, se comprometem mais, servem mais, tornam-se os grandes exemplos de como é possível, ainda que falhos, testemunhar Cristo em suas próprias vidas, com palavras e ações.


3. Considere as necessidades dos outros mais importantes que as suas, no sentido de abrir o coração e tornar-se um consolador, um acolhedor, um doador, um hospitaleiro, um conselheiro, um evangelista, uma pessoa misericordiosa, um instrutor bíblico... mesmo sem qualquer cargo, simplesmente pela consciência de servo que é chamado a ser à semelhança de Cristo.

Termino a postagem com este vídeo. Que edifique a vida de cada um!

https://www.facebook.com/ricardo.santaela/videos/1038649359478516/?pnref=story

FONTES DE PESQUISA

http://www.estudosdabiblia.net

http://reflexoesecotidiano.blogspot.com

Revista: Lições Bíblicas - Jovens e Adultos - Ed. CPAD - 4º Trimestre de 2003



IMAGENS ILUSTRATIVAS


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