Galera de Cristo 03 - Pescadores de Homens

"Não tenha medo; de agora em diante você será pescador de homens".
 Lucas 5.10c

Hora da Verdade: Mateus 4.17-23



PAPO SÉRIO

VINDE APÓS MIM


O relato bíblico nos diz em Mt 4.18-22: - “Andando à beira do mar da Galiléia, Jesus viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Eles estavam lançando redes ao mar, pois eram pescadores. E disse Jesus: “Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens”. No mesmo instante eles deixaram as suas redes e o seguiram. – Indo adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão. Eles estavam num barco com seu pai, Zebedeu, preparando as suas redes... Jesus os chamou, e eles, deixando imediatamente seu pai e o barco, o seguiram.” É interessante como Jesus, até mesmo na escolha dos seus apóstolos, ensinou verdades eternas para benefício da expansão do Reino de Deus... Jesus vai buscar alguns dos seus auxiliares mais próximos no mar, nas praias, nos barcos... Jesus convida pescadores para segui-lo. Homens, que para serem bem sucedidos em sua profissão de pescador, certamente precisavam:

(a) Primeiro... Dominar a arte da pesca. Conhecer o ofício de pescador. (b) Depois, para sobreviver nesta profissão, os pescadores precisam aprender a lidar com toda sorte de mudanças climáticas e ambientais. (c) O pescador precisa conhecer o mar e os peixes. Saber onde eles estão com mais frequencia, conhecer os seus hábitos... (d) E também saber qual a isca que pode ser mais eficiente para cada tipo de peixe, além  de dominar a arte de preparar esta isca.

ATIVIDADES E INSTRUMENTOS DO PECADOR

Podemos perfeitamente aplicar que: “... o mar é o mundo e os peixes, são os homens”.  (a) Da mesma forma que existem mares, rios, lagos e açudes diferentes. Também existem países, culturas e povos diferentes. (b) Da mesma maneira que existem peixes com e sem escamas, peixes grandes e pequenos, peixes de águas doce e salgada, também existem pessoas de condições sociais diferentes, de raças e etnias diferentes, de hábitos e culturas diferentes. (c) Da mesma maneira que se pode pescar com caniço, com redes, com tarrafa e com anzol. Também existem projetos de evangelismo, juntas missionárias e muitas maneiras de participar das comunidades de fé, através dos cultos, das EBD’s, dos estudos bíblicos nos lares, através das igrejas e seus ministérios e através de serviços comunitários. Consequentemente, para cada criatura, para cada povo, para cada cultura... Existe uma forma mais apropriada de apresentar o Evangelho da Salvação. 


Não importa em que águas estejam os peixes, não importam quais as características destes peixes... Sempre, o bom pescador encontra uma maneira de pescar o peixe... Sempre o bom pescador vai até onde o peixe se encontra e o pesca... Sempre o pescador encontra um jeito de realizar a tarefa para a qual se propôs. - E é por isso que aqueles que pregam o Evangelho, aqueles que fazem Missões e aqueles que cooperam com Missões, precisam observar atentamente os princípios e estratégias que Deus nos disponibiliza: (a) Lugar e estratégia certa. Existem pessoas menos experimentadas na pesca... Pessoas que vislumbram apenas a superfície ou apenas o espelho d’água, enxergam apenas o raso... Estas pessoas pensam que o rio é igual em toda a sua extensão, não percebendo que aqui ou ali pode “dar” peixe e lá ou um pouco mais além, certamente não “dá nada”. Mas existem pessoas que são experimentadas nos assuntos de pesca... Para estas pessoas, outros fatores, como: movimento, temperatura e profundidade das águas... Vegetação das margens e do fundo do rio, e outras coisas mais poderão indicar se dá peixe naquelas águas e que tipo de peixe se pode encontrar ali.  Em 1Co 16.8-9 Paulo diz: - ... permanecerei em Éfeso até o Pentecostes, porque se abriu para mim uma porta ampla e promissora...” O Apóstolo Paulo encontrou em Éfeso um grande e promissor pesqueiro de homens, e ficou lá mais tempo que o previsto exatamente para realizar esta pescaria maravilhosa de almas para Jesus! (b) Escolher a isca certa. O Apóstolo Paulo escrevendo aos Efésios (6.19) disse: - Orem também por mim, para que, quando eu falar, seja-me dada a mensagem a fim de que, destemidamente, torne conhecido o mistério do Evangelho.”Do que se alimenta um salmão? E um mandi, um dourado, um pacu, lambari, anchova, jaú tambaqui? O que é do gosto de uma traíra ou de uma truta, corvina, agulha, tilápia ou piau? Certamente um mesmo alimento não serve para todas as espécies de peixes. Assim são os peixes e assim são os homens. Para cada tipo de pessoa que abordamos, devemos encontrar a palavra certa e lançá-la na hora certa e da maneira certa. Existem pessoas desconfiadas, incrédulas, algumas decepcionadas com Deus, com a igreja e com líderes espirituais. Existem pessoas amargas, ressentidas, indiferentes aos pregadores... Existem pessoas ignorantes, alheias e alienadas a tudo que se refere à fé... Nada lêem a respeito, não freqüentam nada, mas dizem que “não têm nada contra”. Existem aquelas pessoas instruídas em seus dogmas: carolas, teimosas, cheias de preconceitos, fanáticas e herméticas. Existem pessoas equilibradas, sensatas, “boa-gente”, “mente-aberta”, prontas para aprender... Mas também existem as chatas, rabugentas, apegadas a detalhes sem valor, contenciosas, doentias... Também tem aquelas pessoas simples, quebrantadas, fervorosas, tementes a Deus... Outras são cheias de si, auto-suficientes, orgulhosas, enfim... Existem pessoas de todas as espécies. Precisamos entender que mesmo sendo a Palavra de Deus eterna e imutável, a sua abordagem será personalizada de acordo com a situação e o tipo de pessoa que Deus coloca diante de nós. Vejamos, por exemplo, como Jesus se aproximou de algumas pessoas:

- Com a mulher samaritana que estava junto à fonte de Sicar – Jesus inicia seu diálogo pedindo a ela água para beber. Depois, apresenta-se como a fonte da água da vida. – O pedido de água era a isca; a revelação de quem Ele era, foi a fisgada.
- Aos discípulos, e demais participantes presentes no momento da multiplicação dos pães e dos peixes, Jesus revela-se como o pão vivo que desceu do céu ao dizer: “... o que de mim se alimenta, por mim viverá”.
- No episódio da cura de um cego de nascença, Jesus revela-se como “A Luz do Mundo”;
- Aos Judeus desgarrados, como “o bom pastor”;
- Na ocasião da morte de Lázaro, como “a ressurreição e a vida”

(c) a necessidade de aprender constantemente. Outra estratégia que Deus faz chegar ao Seu povo para a realização da tarefa de Evangelizar o mundo, é o que poderíamos chamar de constante atualização, ou melhor, de reciclagem contínua. Mas como isso acontece? – Ora, simplesmente Deus envia pessoas para treinar e desafiar as igrejas. Deus também abençoa as organizações para realizar eventos missionários e eventos de defesa da fé. O Espírito Santo capacita a igreja através daqueles que realmente se dispõem para a obra, permitindo e favorecendo o aprendizado que os tornará, verdadeiros “pescadores de homens!”. - E dentro dessa atmosfera favorável, é perceptível a presença de Cristo na vida da igreja e na vida dos crentes...Esta estratégia de ensinar constantemente aos obreiros foi realizada pessoalmente por Jesus, quando aqui esteve! Ele mesmo capacitou os seus auxiliares mais próximos, os doze apóstolos... E ainda hoje, o Senhor Jesus continua a capacitar vidas transformadas, através da ministração da Palavra de Deus e da presença do Santo Espírito! Todos... Líderes e liderados... Pastores e ovelhas... Igrejas e denominações precisam buscar aprender, sempre! Pois as mudanças estão acontecendo continuamente e, em muitos casos, surpreendem pela velocidade que ocorrem. O que funcionava ontem, hoje não é tão eficiente. A falta de reciclagem, inclusive para a vida espiritual, sem dúvida é uma das causas por que muitos pregadores falam, ensinam, se cansam... e nada “pescam”... Ninguém se converte. Pior, perdemos ovelhas para outros apriscos... E, infelizmente, alguns destes novos apriscos, são liderados por verdadeiros lobos devoradores, vestidos de pastores e líderes. Esta mesma falta de reciclagem, inclusive na espiritualidade, é a causa de muitas igrejas estarem vendo, ano após ano, poucos ou ninguém sendo acrescentados ao rol de membros... Igrejas tipo “pedágio”, onde muitos entram por uma porta enquanto muitos também saem por outra. Esta falta de interesse em se atualizar para levar a Palavra de Deus ao homem do século XXI também é a razão de muitos ministérios infrutíferos... E líderes desinformados, desatualizados e respondendo a perguntas que ninguém está formulando. Tudo isso impede a ação de Deus através da Igreja de Cristo na tarefa de salvar o pecador perdido.





 É preciso rever os conceitos e valores presentes nesta geração, confrontando-os com a verdade eterna do Evangelho. – Podemos ter grandes surpresas ao fazer isso, pois alguns valores e costumes podem não ser verdades bíblicas, e em algumas ocasiões, podemos até estar colocando palavras na “boca de Deus”, ao afirmar aquilo que não está na revelação divina. O pensamento evangélico da atualidade, aquele que determina a conduta e o estilo de vida de seus seguidores, nada mais é do que aquilo que os seus representantes apresentam como sendo a interpretação infalível e inerrante do Evangelho, em todas as suas implicações tanto de doutrina como de prática. É provável, amados irmãos, que em alguns aspectos, a Igreja esteja precisando rever a “isca” para voltar a ser “pescadora de homens”. O mundo de hoje é veloz, prático, dinâmico... Não podemos ser fundamentalistas ou judaizantes cegos nas questões da reciclagem e da contextualização. Precisamos discernir e viver o nosso tempo. Precisamos discernir e viver a nossa geração, com as suas expressões e linguagens... Sem, contudo, nos afastarmos das Verdades Eternas, estabelecidas por Deus nas Sagradas Escrituras. 

Não devemos, no entanto, sob pretexto da modernidade ou da pós-modernidade, usar as mesmas armas que os ímpios deste mundo tenebroso usam, pois as suas raízes são podres e levam à morte. Nunca devemos esquecer que é Deus quem nos dará a estratégia! Tanto para evangelizar o mundo como a cidade, o bairro, a vila, o condomínio, os vizinhos, os amigos, os parentes... Portanto, é preciso abrir os olhos, medir os passos, alargar a mente e avaliar o nosso desempenho como representantes do Rei Jesus em um mundo cada vez mais pobre espiritualmente. Nós, pescadores de homens, precisamos rever as iscas. E a reciclagem é indispensável para isto! Todos fomos comissionados para esta pescaria de almas... Logo, todos nós precisamos revisar a isca, cada um “examinar-se a si mesmo e buscar toda a dignidade” necessária para cumprir o nosso destino de ser Sal e Luz em um mundo amargo, apodrecido, infeliz e mergulhado em trevas... 

REFLEXÃO:

Vamos ler o texto em Lucas 5.4-7. (A pesca maravilhosa: Os primeiros discípulos). “Tendo acabado de falar, disse a Pedro: - “Vá para onde as águas são mais profundas”. – E a todos disse: “Lancem as redes para a pesca”. Pedro respondeu: “Mestre, esforçamo-nos a noite inteira e não pegamos nada. Mas, porque és tu quem está dizendo isto, vou lançar as redes”. – Quando o fizeram, pegaram tal quantidade de peixe que as redes começaram a romper-se. Então fizeram sinais a seus companheiros no outro barco, para que viessem ajudá-los; e eles vieram e encheram ambos os barcos, a ponto de começarem a afundar”.Esta Igreja de Jesus Cristo também está neste barco. Esta Igreja, até porque é parte do povo de Deus, tem responsabilidade nesta tarefa. Creiam, meus irmãos, este barco também estará cheio de almas pescadas por vocês! Eu realmente creio nisso! Esta cidade e este estado precisam ouvir do Amor de Deus... Todos precisam ver o testemunho da Igreja de Jesus... As pessoas que aqui vivem precisam conhecer a paz, o amor e a alegria de fazer parte do povo de Deus. Nós precisamos mostrar tudo isso com amor e dedicação. Não apenas pela Obra que Deus nos confiou, mas principalmente pelo amor que temos ao Deus desta Obra! Ir e Pregar a Palavra de Deus e Fazer Discípulos, é demonstrar amor ao Deus da Palavra!

FONTE DE PESQUISA

http://www.ebdonline.com.br

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