Lição 04 - A Queda e Suas Implicações



Texto Áureo: "E porei inimizade entre ti e a mulher e entre e tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirá o calcanhar" Gênesis 3.15

Texto Bíblico Básico: Gênesis 3.1-11





A QUEDA DO PRIMEIRO CASAL E SUAS CONSEQUÊNCIAS

A desobediência do primeiro casal ao mandamento di­vino de não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal trouxe consigo conseqüências terríveis. De­corrente da queda, o homem viu afetado o seu relaciona­mento com Deus, com o seu semelhante, com a natureza e os demais seres criados.

CONSEQUÊNCIAS AMBIENTAIS

Dentre as conseqüências ambientais da queda do ho­mem, as Escrituras destacam as seguintes:

a) Medo e Fuga "E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás? E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me" (Gn 3.10). Quando um homem rouba algo ou mata alguém, sua primeira atitude é de medo e de fuga; isto porque ele sabe que existem leis que não apenas proíbem o furto e o assas­sinato, mas que também reprimem e punem o transgres­sor. Foi esta a atitude de Adão e Eva: pecaram e, por sabe­rem que estavam desobedecendo a uma lei, temeram e fu­giram. Desde então a humanidade inteira vive em cons­tante fuga da presença de Deus.

b) Maldição Sobre a Serpente "Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fi­zeste isto, maldita serás mais do que toda a besta, e mais que todos os animais do campo; sobre teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Gn 3.14,15). A serpente recebeu pior maldição que qualquer outro animal: foi condenada a restejar-se sobre seu ventre e a co­mer o pó da terra. A serpente parecia encontrar-se em posi­ção ereta ao ouvir de Deus a sua sentença de maldição. Desde então a serpente tomou-se uma figura de Satanás e de todos quantos se opõem a Deus e à Sua obra.
c) A Sorte da Mulher "E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará" (Gn 3.16). O sofrimento e a tris­teza em conexão com o trazer filhos à luz, foram adiciona­dos em conseqüência da queda.
d) A Sorte da Terra “... maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. Espinhos, e cardos também, te produzirá, e comerás a erva do campo"(Gn 3.17,18). A terra foi amaldiçoada, portanto, impedida de pro­duzir apenas o que era bom, passando a exigir trabalho la­borioso e sofrido do homem. Esta é a situação em que a ter­ra tem se encontrado desde então, e continuará até o esta­belecimento do governo milenial de Cristo.
e) A Sorte do Homem "E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. Espinhos, e cardos também te produzirá, e comerás a erva do campo. No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra; porque dela foste tomado; porque és pó, e em pó te tomaras” (Gn 3.17-19). Não obstante tenha sido o homem criado por Deus, tendo entre seus propósitos, o de cultivar a terra, os sofri­mentos derivados desse labor só vieram a existir depois da queda.
f) O Conhecimento Prático do Mal "Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal..."(Gn 3.22).Antes da queda, o homem era capaz de pecar; contudo desconhecia os efeitos que isso provocaria. Ao desobedecer a Deus, ele adquiriu o conhecimento do pecado. Conhecia o bem e o mal, mas o pecado o havia condicionado a só fazer o que era mau aos olhos de Deus.
g) Expulsão do Jardim do Éden "O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado" (Gn 3.23). Como o Éden era um lugar de delícias e de comunhão, cheio da presença de Deus, o homem, no seu estado de pe­cado, jamais poderia continuar nesse tão augusto lugar. Por isso foi expulso por Deus, colocando-se às expensas da sua má sorte. Esta foi, sem dúvida, a maior das consequên­cias da queda até aqui mencionadas.
h) Vedado o Caminho da Arvore da Vida "E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vi­da" (Gn 3.24). Tendo o homem preferido comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, foi um ato de misericórdia de Deus impedi-lo de comer da árvore da vida. Se o ho­mem não tivesse sido impedido de fazê-lo, ao comer dela ele haveria de amargar uma existência de eterna tristeza e miséria.

CONSEQUÊNCIAS ESPIRITUAIS

Como resultado da queda do homem, o seu relaciona­mento com Deus foi sensivelmente alterado, obstaculizando o seu desenvolvimento e causando os males que se se­guiram. Dentre esses se destacam:
a) Morte Espiritual "Pelo que, como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte pas­sou a todos os homens por isso que todos pecaram” (Rm 5.12). O termo "morte" é o termo usado com mais freqüên­cia ao longo das páginas das Escrituras para falar da sepa­ração entre o homem e Deus, por causa da queda do ho­mem no princípio. Este é o estado em que se encontram to­dos os homens, até que permitam que Cristo lhes toque com o toque vivificador de Deus.
b) Perda da Semelhança Moral com Deus Desde a sua criação, o homem estava destinado a ex­perimentar cada vez maior nível de perfeição, até que al­cançasse perfeita identidade com a pessoa daquele que o criou. Contudo, essa marcha foi interrompida com a que­da, levando o homem tantas vezes a níveis morais tão bai­xos, a ponto de identificar-se melhor com os irracionais do que com Deus que o criou.
c) Incompatibilidade com a Vontade de Deus "Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser. Portanto os que estão na carne não podem agra­dar a Deus” (Rm 8.7,8). Após a queda, a mente do homem ficou bloqueada para a revelação da vontade de Deus, e condicionada à prática abominável do pecado.
d) Escravidão ao Pecado e ao Diabo "Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado... Vós tendes por pai o diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai..."(Jo 8.34,44). Negligenciando o mandamento de Deus e aceitando as insinuações do Diabo, o homem naturalmente tornou-se escravo do pecado e do seu "pai", que é o maligno.

CONSEQUÊNCIAS FÍSICAS

Além dos problemas ambientais e espirituais, a queda do homem trouxe conseqüências físicas de grandes propor­ções. Dentre essas, se destacam as seguintes:
a) Existência Física Reduzida "Então disse o Senhor: Não contenderá o meu Espíri­to para sempre com o homem; porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos” (Gn 6.3). Destinado a viver eternamente, o homem tinha agora reduzida a sua existência física. Estaria condenado à mor­te prematura.
b) Corrupção dos Poderes do Homem Um dos propósitos de Deus para com o homem ao criá-lo era o de que ele exercesse domínio sobre "os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésti­cos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra" (Gn 1.26).Porém, na queda, além de o homem perder a semelhança moral que tinha com Deus, todos os seus pode­res se perverteram. Todos os seus pensamentos e desejos se degeneraram em corrupção.
c) Sujeição às Enfermidades Ainda que nem toda a enfermidade seja causada pelo pecado direto daquele que a porta, todas as enfermidades existem em conseqüência do pecado de Adão, no princípio. Quanto à sua natureza não foi mera desobe­diência à lei divina por parte do ofensor. Foi a mais crassa infidelidade, o dar crédito antes ao Diabo do que a Deus; foi descontentamento e inveja, ao pensar que Deus lhe ha­via negado aquilo que era essencial para a sua felicidade; foi um orgulho imenso, ao desejar ser igual a Deus; ao intrometer-se naquilo que Deus havia re­servado para si, como sinal de Sua soberania; foi suicídio e homicídio, ao trazer a morte contra si e contra toda a sua posteridade. "E tudo isso foi cometido à plena vista da benevolên­cia do Criador, que lhe havia outorgado tudo quanto se fa­zia necessário para o aperfeiçoamento e perpetuação de sua felicidade. Foi uma ação contrária às mais claras con­vicções de consciência, e com mente plenamente ilumina­da pelo Espírito Divino. O ato foi cometido na própria pre­sença de Deus, com a vontade suficientemente fortalecida para resistir à tentação, e sem sofrer qualquer compulsão”.

HAMARTIOLOGIA - A DOUTRINA DO PECADO


 A Origem do Pecado

a) Em Relação a Deus. 
Deus não pode pecar, e no entanto o plano de Deus “precisaria” ter incluído a permissão para a entrada do pecado no mundo, já que desde a eternidade incluía um Salvador.


 b) Em Relação a Satanás. O pecado foi achado em satanás (Ez 28.15). Esta afirmação é o mais próximo que a Bíblia chega de uma indicação da origem do pecado. 

c) Em Relação a Anjos. Alguns deles seguiram a satanás em seu pecado.

 d) Em Relação ao Homem O pecado originou-se no Éden.


A Definição de Pecado

Sendo o Mal uma entidade externa a Deus é independente dEle. 
O Pecado é a violação da Lei; é qualquer coisa contrária ao Caráter de Deus.

Pecado Pessoal

a) Significado: O pecado é cometido por indivíduos. Podem ser pecados deliberados ou pecados por ignorância. 


b) Penalidade: Perda de comunhão.

c) Remédio: Perdão - Retira a culpa produzida pelo pecado. e Justificação - Declaração da atribuição da justiça de Cristo ao pecador que crê e é perdoado.

 A Natureza Pecaminosa

a) Significado. 
A Natureza pecaminosa é a capacidade e inclinação humana para fazer tudo aquilo que nos torna reprováveis aos olhos de Deus. 

b) Passagens Bíblicas relacionadas: 2Co 4.4; Ef 4.18; Rm 1.18- 3.20

c) Resultado da natureza pecaminosa:Depravação total (Absoluta falta de mérito do homem perante Deus) Morte Espiritual. 

d) Transmissão da natureza pecaminosa: Dos pais para os filhos (Sl 51.5). 

e) Remédio: Redenção, que nos concede nova natureza (regeneração) e uma nova capacidade de servir a Cristo.O Poder do Espírito que habita no crente para dar vitória sobre a natureza pecaminosa, que já foi julgada.

O Pecado na Vida do Crente

a) O fato do pecado na vida do crente: 
1 João 1.8-10


b) O padrão para o crente:Andar na Luz ( 1Jo 1.7) 

c) A prevenção do pecado na vida do crente: Através da Palavra de Deus (Sl 119.11); A intercessão de Cristo ( Jo 17.15) O Espírito Santo que habita nele (Jo 7.37-39) 

d) Penalidades do pecado na vida do crente: Perda de comunhão (1Jo 1.6) Exclusão da Instituição religiosa (1 Co 5.4,5) Disciplina de Deus (Hb 12.6) Às vezes morte física (1Co 11.30) 

e) O remédio para o pecado na vida do crente:Confissão (1Jo 1.9)


SE DEUS SABIA QUE SATANÁS SE REBELARIA E ADÃO E EVA PECARIAM, PORQUE OS CRIOU?




Esta é uma pergunta de duas partes. A primeira parte é “Deus sabia que Satanás se rebelaria e Adão e Eva pecariam?” A resposta se encontra no que a Bíblia ensina sobre o conhecimento de Deus. Sabemos pelas Escrituras que Deus é onisciente, o que literalmente significa que Ele "sabe tudo". Jó 37:16, Salmos 139:2-4, 147:5; Provérbios 5:21; Isaías 46:9-10 e 1 João 3:19-20 não deixam dúvida de que o conhecimento de Deus é infinito e que Ele sabe tudo o que aconteceu no passado, está acontecendo agora e acontecerá no futuro. 

Ao olhar alguns dos superlativos nestes versículos -- "perfeito conhecimento", "todos os meus caminhos te são bem conhecidos", "sabe tudo" -- é evidente que o conhecimento de Deus não é apenas maior que o nosso, mas é infinitamente maior. Ele conhece todas as coisas em sua totalidade. Isaías 46:10 declara que Ele não só sabe tudo, mas controla tudo também. De que outra maneira poderia ele "fazer conhecido" a nós o que iria acontecer no futuro e afirmar sem qualquer equívoco que os Seus planos acontecerão? Então, Deus sabia que Adão e Eva pecariam? Ele sabia que Lúcifer iria se rebelar contra Ele e tornar-se Satanás? Sim! Claro que sim! Eles estavam fora de Seu controle a qualquer momento? Absolutamente não. Se o conhecimento de Deus não fosse perfeito, então haveria uma deficiência em Sua natureza. Qualquer deficiência na natureza de Deus significa que Ele não pode ser Deus, pois a própria essência de Deus exige a perfeição de todos os Seus atributos. Portanto, a resposta à primeira pergunta necessariamente tem que ser "sim".

Seguindo adiante à segunda parte da pergunta: "Por que Deus criou Satanás e Adão e Eva sabendo de antemão que eles pecariam?" Esta pergunta é um pouco mais complicada porque estamos pedindo um "porquê" a uma pergunta para a qual a Bíblia geralmente não dá respostas abrangentes. Apesar disso, devemos ser capazes de chegar a um entendimento limitado se examinarmos algumas passagens bíblicas. Para começar, já vimos que Deus é onisciente e que nada pode acontecer fora do seu conhecimento. Então, se Deus sabia que Satanás se rebelaria e cairia do céu e que Adão e Eva pecariam, mas mesmo assim Ele os criou, isso deve significar que a queda da humanidade foi uma parte do plano soberano de Deus desde o início. Nenhuma outra resposta faz sentido ao levarmos em consideração o que temos dito até agora. 


Agora temos de ter cuidado em notar que a queda de Adão e Eva em pecado não significa que Deus é o autor do pecado, nem que Ele os tentou a pecar (Tg 1:13). A queda serve um propósito no plano geral de Deus para a criação e humanidade. Novamente, isso deve ser o caso, ou então a queda da humanidade nunca teria acontecido.


A crucificação de Cristo, como uma expiação pelo povo de Deus, foi conhecida e predestinada por Deus. Assim, ficamos com as seguintes perguntas: Por que criar a humanidade com o conhecimento da queda? Por que criar a humanidade sabendo que apenas alguns seriam "salvos"? Por que intencionalmente enviar Jesus para morrer por um povo que intencionalmente caiu em pecado? Do ponto de vista do homem, não faz sentido. 


A única conclusão à qual podemos chegar, tendo em conta as afirmações acima, é que o propósito de Deus era criar um mundo no qual a Sua glória poderia se manifestar em toda a sua plenitude. A glória de Deus é o objetivo principal da criação. Na verdade, é o objetivo principal de tudo o que Ele faz. O universo foi criado para mostrar a glória de Deus (Salmo 19:1), e a ira de Deus se revela contra aqueles que não glorificam a Deus (Romanos 1:23). Nosso pecado nos leva a carecer da glória de Deus (Romanos 3:23) e no novo céu e nova terra, a glória de Deus é o que vai fornecer a luz (Apocalipse 21:23). A glória de Deus se manifesta quando os Seus atributos estão em exibição perfeita e a história da redenção é uma parte disso. 


O melhor lugar para ver isso nas Escrituras é Romanos 9:19-24. A ira e misericórdia mostram as riquezas da glória de Deus e não se pode ter nenhuma delas sem a queda da humanidade. Portanto, todas estas ações -- queda, eleição, redenção, expiação -- servem o propósito de glorificar a Deus. Quando o homem caiu no pecado, a misericórdia de Deus foi exibida imediatamente em não matá-lo no local. A paciência e tolerância de Deus foram expostas quando a humanidade caiu mais profundamente em pecado antes do dilúvio. A justiça e ira de Deus estavam em exposição quando Ele executou julgamento durante o dilúvio, e a misericórdia e graça de Deus foram demonstradas quando Ele salvou Noé e sua família. A ira e a justiça de Deus serão reveladas no futuro quando Ele cuidar de Satanás de uma vez por todas (Apocalipse 20:7-10).


A maior exposição da glória de Deus foi na cruz, onde a Sua ira, justiça e misericórdia se reuniram. O justo julgamento de todo o pecado foi executado na cruz e a graça de Deus foi exibida ao derramar a Sua ira contra o pecado em Seu Filho, Jesus, em vez de em nós. O amor e a graça de Deus são manifestados naqueles a quem Ele salva (João 3:16, Efésios 2:8-9). No fim, Deus será glorificado quando o Seu povo escolhido O adorar por toda a eternidade com os anjos, e os ímpios também glorificarão a Deus quando a Sua justiça e retidão forem finalmente vindicadas pela punição eterna dos pecadores impenitentes (Filipenses 2:11 ). Nada disto poderia ter acontecido sem a rebelião de Satanás e a queda de Adão e Eva. 


Para resumir, Deus sabia que Satanás se rebelaria e que Adão e Eva pecariam no Jardim do Éden. Com esse conhecimento, Deus ainda criou Lúcifer e Adão e Eva porque a sua criação e queda faziam parte do Seu plano soberano de manifestar a Sua glória em toda a sua plenitude. Embora a queda tenha sido conhecida e preordenada de antemão, a nossa liberdade de fazer escolhas não é violada porque as nossas escolhas livres são o meio pelo qual a vontade de Deus é realizada.




FONTES DE PESQUISA




http://www.gotquestions.org
http://www.vivos.com.br


IMAGENS ILUSTRATIVAS

Google

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