Lição 05 - A Cruz


"Porque, ainda que tenha sido crucificado por fraqueza, vive, contudo pelo poder de Deus. Porque nós também somos fracos nele, mas viveremos com ele pelo poder de Deus em nós" II Coríntios 13.4


Texto Bíblico Básico: Colossenses 2.6-15


A HISTÓRIA DA CRUZ DE CRISTO
A crucifixão foi praticada desde o sexto século a.C. até por volta do quarto século d.C., quando foi abolida por ordem de Constantino I em 337 d.C.. Os fenícios e os gregos costumavam utilizar esse tipo de morte para punição política e militar. Os persas e os cartagineses a utilizavam para punir altos oficiais, comandantes e líderes rebeldes. Os romanos usavam a cruz para punir classes inferiores (escravos, criminosos violentos e possíveis guerrilheiros de províncias rebeldes). E foram os romanos que se especializaram nesse tipo de tortura física e mental.
A cruz era um bom instrumento de persuasão contra os rebeldes. Apesar de ser uma condenação terrível e vergonhosa, ela era praticada publicamente. Geralmente, a vítima era crucificada nua e não tinha o direito de ser sepultada dignamente. O corpo dela era deixado para os animais comerem ou era jogado no lixo público, onde se decompunha junto de excrementos e restos de lixo urbano.

“Cícero, um dos maiores juristas do Senado, e que viveu nos dias de Julio César, chamava a crucifixão de ‘summum supplicium e crudelissimum supplicium’, que traduzido seria ‘a mais extrema, mais cruel e angustiosa forma de punição’… Em 63 a.C., Rabirius, um senador romano, foi condenado à morte de cruz. Cícero, então, saiu em sua defesa argumentando que a simples menção da palavra ‘cruz’ era algo inadmissível aos ouvidos de um respeitado cidadão romano. Veja o que ele escreveu na ocasião: ‘Oh! Quão grave seria ser desgraçado publicamente por uma corte, quão grave seria sofrer um castigo, quão grave seria ser banido. Mesmo assim, em meio a um desastre, gozaríamos de certo grau de liberdade. Mesmo se formos condenados à morte, podemos morrer como homens livres. Mas… a simples menção da palavra ‘cruz’ deveria ser removida não apenas da pessoa de um cidadão romano, mas até mesmo de seus pensamentos, olhos e ouvidos… A simples menção dela é um desrespeito a qualquer cidadão romano ou homem livre.’”
Plautos, um escritor que viveu por volta de 230 a184 a.C., foi, provavelmente, o mais antigo a dar evidências sobre a crucifixão em Roma. Descrevendo as peças teatrais, ele menciona a crucifixão de escravos. Flávio Josefo, um escritor judeu, também menciona a crucifixão, dizendo que ela era a “mais desgraçada de todas as mortes”. Havia vários tipos de cruz. Possivelmente, a mais antiga forma de cruz era a crux gammata, que parecia a junção de quatro letras do alfabeto grego. Esse não era um símbolo de condenação, mas de riqueza e prosperidade. Um outro tipo era a crux ansata, que também não simbolizava condenação ou sofrimento.
Como instrumento de execução havia quatro tipos de cruz na época de Cristo. Uma era acruz decussata, que tinha o formato da letra “x”. Ela era baixa e o condenado ficava com os pés apoiados no chão. Nessa cruz, enquanto ainda estava vivo, o condenado era deixado para que animais o comessem ou para servir de uma espécie de tiro ao alvo. Outra cruz era aimmissa quadrata, uma cruz grega que se assemelhava à decussata. Ela tinha o travessão cortado na mesma medida do poste principal e também era baixa. Um terceiro tipo de cruz era a comissa, que tinha o formato da letra “T”. Essa cruz era um poste que, geralmente, ficava fixo no local da execução, ao qual se encaixava o travessão. A vítima era amarrada ao travessão e “puxada” até ao topo do poste vertical e permanecia agonizando à vista da multidão.
O quarto tipo de cruz é a immissa ou capitata, que era a mais usada pelos romanos. Ela era muito alta e era formada por duas peças: o estipes (poste que, geralmente, ficava no local da execução) e o patibulum (o travessão que era carregado pelo condenado até o local da crucifixão). A cruz immissa é a mais aceita pelos pintores que retratam a morte de Cristo e é, sem dúvida, a aceita pela Igreja. Essa escolha deve-se a vários fatores:
– somente essa e a cruz grega permitiam que uma placa fosse colocada acima da cabeça do condenado (Mateus 27:37);
– a cruz immissa quadrata também permitiria a colocação da placa, mas é descartada porque era baixa, o que a faz não se encaixar nas descrições dos evangelhos porque a Bíblia diz que os soldados usaram um caniço para alcançar a boca de Jesus e uma lança para verificar se Ele estava morto (João 19:29 e 34). Se a cruz de Cristo fosse baixa, não seriam necessários o caniço e a lança, afinal, a haste da lança romana media cerca de dois metros. Isso descarta a possibilidade de ter sido usada a cruz grega, pois essa nunca passava de dois metros de altura;
– a cruz romana era formada por duas partes: o poste principal e o travessão, que era carregado pelo condenado até o lugar da crucifixão. “No local da crucifixão, o stipes deitado no chão ficava à espera da parte que lhe completava. Sobre ele, então, fixavam o patibulume, em seguida, pregavam a vítima. Depois, soerguiam a peça inteira até que caísse com violência num buraco previamente preparado para esse fim. A dor, nesses casos, era inimaginável… O condenado ficava nu e assentado com uma das nádegas apoiadas sobre um banquinho chamado sedícula. Os cravos eram pregados, geralmente, no antebraço, entre o rádio e o cúbito. A Bíblia, no entanto, diz que os de Jesus foram afixados através das mãos… Com os braços estendidos em forma de “v”, a vítima ficava com os pulmões apertados e tinha de erguer-se sobre as pernas para respirar melhor.
Em 1968, foram encontrados 15 túmulos de pedra (datados entre 70 a.C. a 70 d.C.) que continham os esqueletos de 25 pessoas. Um dos esqueletos era de um jovem de 20 a 30 anos que fora crucificado. Essa foi a primeira e única ossada encontrada completa de um homem que morreu crucificado (há outras, mas com ossos muito fragmentados). Através dela, reconstitui-se, provavelmente, a forma como Jesus morreu.”
PORQUE JESUS MORREU NA CRUZ?
A resposta está em 1 Pe 3.18: "Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus." 


Há cerca de dois mil anos atrás, a história da humanidade registrou um episódio singular. Tão incrível foi a cena, que“houve trevas sobre toda a terra” (Mt 27.45) “tremeu a terra, fenderam-se as rochas” (Mt 27.51). O único homem perfeitamente justo que já andou sobre este mundo estava sendo crucificado, como um malfeitor. O bendito Autor da Vida estava morrendo em uma cruz maldita. O Soberano Senhor do Universo, estando em forma de homem, definhava no Calvário!

Estamos falando de Jesus Cristo. Ele, sendo eternamente Deus junto ao Pai, veio ao mundo, assumiu a natureza humana e suportou a morte de cruz. É certo que Jesus, por ser o Criador de todas as coisas, não foi uma vítima indefesa de Suas criaturas. Ele mesmo afirmou: “Ninguém tira a minha vida; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para entregá-la e também para reavê-la” (Jo 10.18).

Com que propósito, então, Jesus entregou a sua vida na cruz? Por que Ele desejou derramar Seu precioso sangue?

A Bíblia diz que Jesus morreu “pelos pecados, o justo pelos injustos”. Aquele que é gloriosamente santo morreu em favor daqueles que são miseravelmente pecadores. Observem a história da redenção! O homem, criado em retidão e perfeição, rebelou-se contra Deus, desobedecendo a Sua Palavra e colocando-se, por isso, debaixo de Sua ira (Ef 2.3). A justiça de Deus demanda a punição do pecado humano. A situação do homem, devido ao seu pecado, tornou-se desesperadora.

Este estado de pecado refere-se a todas as pessoas, sem exceção, inclusive a mim e a você. Todos nós somos pecadores e, portanto, merecemos a santa ira de Deus. Nossas obras de caridade não podem apagar nossos pecados. Tentarmos ser pessoas melhores não cancelará as milhares de maldades que cometemos até hoje e que, com certeza, ainda cometeremos durante a nossa vida. Não podemos ajudar a nós mesmos. A distância entre o homem e Deus tornou-se imensurável, pois Ele é santíssimo e não pode tolerar o pecado.

Deus, contudo, por Seu grande amor e sendo rico em misericórdia, desejou salvar o homem perdido. Com este objetivo, Ele enviou Seu Filho Jesus Cristo a este mundo, para viver uma vida de plena justiça e morrer na cruz do Calvário, carregando o pecado de incontáveis pecadores, de todas as épocas e nações. Em Jesus, a justiça divina foi satisfeita, pois Nele foi punido o pecado de todo o Seu povo. A grande garantia que temos de que o sacrifício de Jesus foi aceito é que Ele ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus e está eternamente vivo, à destra de Deus Pai.

Por causa de Sua obra na cruz, Jesus pode “conduzir-nos a Deus”. Eis a mensagem do Evangelho da graça de Deus: todo aquele que, reconhecendo ser um infeliz pecador e totalmente incapaz de salvar a si mesmo, arrepende-se de seus pecados e confia unicamente em Jesus Cristo, será completamente perdoado de todos os seus pecados e reconciliado com Deus, recebendo a vida eterna.

A CRUCIFICAÇÃO
O período que antecede a morte de Jesus na Cruz é conhecido como Paixão. Nestes instantes ele verte sobre a Humanidade seu sacrifício maior, em corpo e alma, talvez mais no sentido espiritual do que físico, ao perceber a incompreensão daqueles a quem veio salvar de seus pecados. Os ensinamentos de Jesus não foram bem recebidos pela hierarquia judaica, principalmente pelos sacerdotes do Templo, em grande parte fariseus, pois suas pregações contrariavam profundamente seus interesses. Um exemplo disso é o incidente ocorrido no Templo de Jerusalém, na época da Páscoa.

Era costume dos judeus realizar oferendas a Deus durante as celebrações pascais. Estas ofertas incluíam basicamente animais ou dinheiro. Parte delas era incinerada em louvor ao Pai, a outra era repartida entre os sacerdotes e os pobres. Muitos adquiriam suas oblações na entrada do templo, além de realizar operações de câmbio, trocando moedas gregas e romanas por judaicas. Isto significa que um lugar considerado sagrado, um símbolo hebraico, estava sendo profanado por intensas transações comerciais. Obviamente os religiosos lucravam com essas negociações. Jesus protestou contra esse estado de coisas, denunciando a corrupção sacerdotal. Seu gesto atingiu em cheio esta classe, desencadeando a partir deste momento uma maior perseguição e praticamente assinando sua sentença de morte, pois seus inimigos, que eram muitos, não descansariam até vê-lo pretensamente eliminado. Antes de sua prisão, Jesus fez uma entrada vitoriosa em Jerusalém, sendo bem recepcionado pelo povo, que revestia seu caminho com panos e ramos de palmeira, e realizou a Última Ceia. Neste momento histórico ele prepara seus apóstolos para os futuros acontecimentos, reparte entre todos o pão e o vinho, deixando seu gesto de humildade e comunhão como herança para a Humanidade. É durante este ritual também que ele demonstra conhecer as intenções de Judas e lhe sinaliza que deve seguir adiante com seus propósitos. Na mesma noite Jesus vai para o Getsêmani, um jardim no Monte das Oliveiras, diante do Templo. Nesse instante começa sua agonia, quando ao orar a Deus ele transpira suor e sangue. Segundo o médico C. Trunan Davis, este sintoma é raro, mas pode ocorrer, em decorrência de um forte stress, que provoca um rompimento das glândulas sudoríparas, unindo o sangue ao suor. As conseqüências são fraqueza, choque e até hipotermia.


"Se você quer uma definição do que é o amor, não vá ao dicionário, vá ao Calvário". - John Stott

Neste local Jesus é preso, denunciado por Judas Iscariotes com um beijo. Segundo alguns, a sua prisão teria sido ilegal, pois durante as festividades da Páscoa, o Sinédrio – corte judaica – não podia se reunir e também não era permitido condenar ninguém ao longo da noite. Por este motivo o Mestre foi levado para a residência do Sumo Sacerdote. Sexta-feira pela manhã, Cristo foi conduzido até Pôncio Pilatos, governador da Judéia. A princípio, este o transferiu para Herodes Antipas, governante da Galiléia, pois Jesus era Galileu, mas ninguém queria ser diretamente responsável por sua condenação, então Ele voltou a ser enviado para Pilatos, que diante dos acontecimentos lavou suas mãos, ato que entrou para a História, e permitiu que o povo escolhesse entre Jesus e Barrabás qual seria o prisioneiro a ser libertado, tradição durante a Páscoa judaica. A multidão então condenou Jesus, deixando Pilatos sem saída, e assim foi decretado que Cristo morreria na cruz, pena comum entre os romanos.

A crucificação era inicialmente restrita aos escravos. Este tipo de execução tinha como objetivo incutir no prisioneiro vergonha e dor, e provocava profundo horror entre as pessoas. Ela tinha início com a flagelação do pretenso criminoso despido de suas vestes. Os soldados pregavam pregos e tudo que pudesse intensificar a tortura no azorrague - instrumento de tortura utilizado na Roma Antiga, composto de elementos cortantes - e muitos não resistiam ao açoitamento, não passando, portanto, desta primeira etapa. Jesus foi submetido a cada estágio desta condenação, o tempo todo humilhado, com uma coroa de espinhos improvisada na cabeça, o que provocava intensa dor e fortes sangramentos; na mão lhe colocaram um cetro de bambu, tudo aludindo à sua realeza, que foi interpretada como um reinado terreno, material. Ele suportou pancadas e zombarias, cuspiram nele e o obrigaram a levar sua própria cruz até o Monte Gólgota – que significa ‘Calvário’ -, onde seria crucificado. Esta caminhada representa o seu Calvário e, simbolicamente, o de toda a Humanidade.
Embora não haja consenso sobre a data exata da crucificação, os estudiosos geralmente concordam que ela ocorreu numa sexta-feira de ou próxima da Páscoa Judaica (15 de Nisan), durante o governo de Pôncio Pilatos. Como o calendário hebreu era utilizado no tempo de Jesus e ele incluía a determinação dada de uma nova fase da lua e do amadurecimento da colheita da cevada, o dia - e mesmo o mês - exato da Páscoa judaica num determinado ano é tema de muita especulação. Várias abordagens já foram utilizadas para estimar o ano da crucificação, inclusive o uso dos evangelhos canônicos, a cronologia da vida de Paulo de Tarso, assim como diferentes modelos astronômicos. Estas estimativas para o ano da crucificação resultaram numa faixa entre 30 e 36 d.C. Uma data frequentente sugerida é sexta-feira, 3 de abril de 33. A crucificação de Jesus está descrita nos quatro evangelhos canônicos, foi atestada por outras fontes antigas e está firmemente estabelecida como um evento histórico confirmado por fontes não-cristãs. Fonte: Wikipedia
Quando Jesus parece perder as forças, os soldados forçam um homem chamado Simão Cireneu a carregar este fardo ao longo de um trecho da jornada. O Messias chega ao seu destino, e no alto de sua cruz um dizer latino está inscrito: Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus, reproduzido em grego e hebraico. Ela foi posicionada entre outras duas cruzes, nas quais estavam sendo executados dois ladrões. Os soldados ofereceram vinho e mirra para amenizar as dores de Jesus, mas ele não aceitou. O Mestre morreu três horas depois, sob intenso sofrimento físico, sem poder respirar, com terríveis cãibras por todos os seus músculos, em conseqüência da posição de seus braços; só consegue recuperar o fôlego por alguns momentos, quando pronuncia suas frases famosas na Cruz, pedindo a Deus que perdoe seus ofensores, pois não sabem o que fazem, e perguntando ao Criador porque o abandonou, mas logo depois se entregando incondicionalmente em Suas Mãos. 

À hora nona (no instante em que um cordeiro sacrificial era sacrificado diariamente no templo judeu), Jesus clamou em alta voz, dizendo: "Eli, Eli, lamá sabactâni?" que traduzido é: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" e expirou logo depois após ter dito “Está consumado.” Mais ou menos nessa hora se costumava tocar o chifre do cordeiro sacrificial do dia, anunciando que o sacerdote havia terminado o sacrifício do cordeiro pelos pecados de Israel. Também nesse momento, o espesso e grande véu que impedia a visão e o acesso ao lugar Santíssimo se rasgou de alto a baixo -Mc 15:34 e Mt 27:46. 

A CRUZ DE CRISTO POR PAULO, O APÓSTOLO

O apóstolo Paulo explicou o significado da cruz na vida das pessoas que desejam viver a vida cristã. O que ele ensinou é diferente do que muita gente por aí anda pregando. Hoje em dia, diz-se que a cruz simboliza vida de sofrimento. Paulo não disse isso, ele mostrou que é vida vitoriosa. 

Notemos o paralelo entre o Evangelho de Mateus, 16.24.27, e o que Paulo escreveu na carta para a igreja em Gálatas, 5.16-26. 

O contexto mais próximo de Mateus 16.24-27 é o “conselho” de Pedro a Jesus, recomendando que não aceitasse o sacrifício vicário, e a repreensão do Senhor, ordenando que Satanás se afastasse.

Mateus 16.24-27: "Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á. Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma? Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras.”

Existe elo direto entre Mateus 16.24-27 e Gálatas 5.16. É a cruz, simbolo da vitória sobre os desejos da carne! 

Mateus 16.25: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me".

Gálatas 5.25: Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito.

O que seria negar-se a si mesmo? É abandonar as vontades da carne, é desprezar os desejos da carne e andar no Espírito. Essa caminhada espiritual não implica em viver uma vida de sofrimento, vida de fracassos. É vida de vitória sobre a carne.

Vida na carne: “Mas obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus.” - Gálatas 5:19-21.

Vida vitoriosa, andando no Espiríto: "Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos, se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito." - Gálatas 5:22-25


FATOS E CURIOSIDADES A RESPEITO DA CRUCIFICAÇÃO.

1. As pessoas crucificadas não eram enterradas. Seus corpos eram deixados para serem consumidos pelos urubus. Jesus Cristo foi uma exceção. Seu sepultamento ocorreu graças à influência de José de Arimateia, um rico judeu simpatizante que negociou com Pilatos, o governador.
2. Em 70 a.C., Spartacus e outros 6 mil rebeldes foram crucificados juntos pelo governo romano. Outro caso de crucificação em massa ocorreu durante a guerra da Judeia, em 66 d.C. Para conter o avanço de uma rebelião no local, o governador romano da Judeia, Floro, mandou para a cruz 3.600 pessoas. Depois da vitória, Roma seguiu enviando 500 judeus por dia para a crucificação. Só interrompeu a carnificina depois que a madeira acabou.
3. Morrer na cruz pode demorar até 3 dias. Normalmente, o condenado era torturado antes. O Evangelho diz que Jesus levou 6 horas para expirar. Ele foi crucificado às 9h e morreu às 15h.
4. Segundo a Bíblia, Jesus suou sangue quando foi crucificado. Esse fenômeno, chamado hematidrose, é raro, mas pode acontecer em situações de extrema fraqueza física aliada a um grave abatimento moral (como, por exemplo, o medo exagerado).
5. O percurso que Jesus percorreu com parte da cruz (de cerca de 50 kg) em suas costas tinha aproximadamente 600 metros.
6. O apóstolo Pedro também foi crucificado. Porém, ele pediu que fosse pendurado de cabeça para baixo na cruz, pois não se considerava digno de morrer da mesma forma que Jesus Cristo foi morto.
7. A cruz se tornou símbolo cristão na Idade Média.
8. O método da crucificação ainda é usado em alguns países. No Sudão, cerca de 90 pessoas são crucificadas todos os anos. 

SAIBA MAIS 

Leia a impressionante análise  do sofrimento de Cristo do ponto de vista de um médico:

http://www.hermeneutica.com/estudos/crucificacao.html


FONTES DE PESQUISA
http://biblia.com.br
http://guiadoscuriosos.com.br
http://www.infoescola.com
http://www.allaboutjesuschrist.org
http://belverede.blogspot.com.br

http://teologia-vida.blogspot.com.br

IMAGENS ILUSTRATIVAS
Google

Comentários

  1. Parabéns... Divulguei o seu blog na EBD na sede. Belo trabalho. DEUS continue abençoando tua vida!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Deixe aqui seu comentário!

Postagens mais visitadas deste blog

Lição 02 - Aliança Edênica e Aliança Adâmica

Lição 03 - Os Dois Ícones da Igreja Primitiva

Lição 12 - Ciúme, o Cabo da Tormenta