Lição 03 - A Evangelização na Pós-Modernidade


Texto Áureo: "Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido" - Atos 4.20

Texto Bíblico Básico: I Coríntios 9.16,19-23; Gálatas 1.6-9


O GRANDE DESAFIO

Antes de falar de qualquer outra coisa, é necessário que compreendamos que A evangelização  é entendida como a ação de desenvolver a igreja segundo a Grande Comissão. Ou seja, ir e fazer discípulos de todas as nações. Em segundo lugar, entende-se a pósmodernidade como uma cosmovisão que surge como uma reação que emerge do fracasso dos ideais da modernidade. A fé no progresso e no ser humano desaparece ante as guerras, as novas enfermidades e a decadência do ser humano. E assim, ante a frustração que isso produz, surge a pósmodernidade com características diretamente opostas à época que a precedeu

Uma sociedade de individualismo e facilidades. Entre as diversas características da sociedade pós-moderna encontramos o individualismo. Um individualismo onde a única coisa que importa é a própria pessoa. Meus estudos, meu desenvolvimento pessoal, minha auto-superação, meu sustento financeiro, minha felicidade, etc. Há pouco tempo para pensar no outro em uma sociedade com tanta competição e agressividade. É uma época onde o que importa é a própria felicidade, o próprio bem-estar, o bem de si mesmo e não o bem comum; já não se busca o bem coletivo, mas o prazer e o benefício próprio. Ao ser ele mesmo a prioridade, não se deixa lugar para os demais, a menos, claro que tragam algum tipo de benefício. A era do “eu-eu”, primeiro eu, depois eu e depois eu; onde o indivíduo se preocupa somente consigo mesmo e se esquece das outras pessoas. Além disso, é uma era da lei do menor esforço, do mínimo esforço para se ter as coisas rapidamente. As pessoas estabelecem metas fáceis, desejam obter títulos acadêmicos em pouco tempo, buscam dinheiro fácil, querem perder peso com pastilhas e aparatos milagrosos, e claro, nada como o “milagre” dos cartões de crédito. O individualismo não é outra coisa senão o pecado do egoísmo e da indiferença. O “eu” vai ao encontro do “tu” para voltar para o “eu”. O outro é somente meu satélite. O individualista não será capaz de dizer “nós” porque para ele só existe “eu”. O individualismo é a negação do amor – o valor principal do cristianismo e seu grande mandamento (Mt 22.39), o principal fruto do Espírito (Gl 5.22-23), a essência de Deus refletida na imagem e semelhança de si mesmo que Ele nos tem dado (1 Jo 4.7-8). Recordemos o texto: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor”. Se somos cristãos devemos amar a nosso próximo, demonstrar esse amor ágape que ele implantou em nossos corações, o amor de 1 Coríntios, capítulo 135 .


 Individualismo e a Lei do menor esforço na Igreja. A igreja tem sido afetada por isso. Há muitos que chamam a muitas igrejas de “Igrejas Light”. Estas são igrejas onde se prioriza a comodidade e o prazer dos membros. Igrejas onde se tem horas de música de louvor e adoração com letras simples, curtas, repetitivas e emotivas que muitas vezes parecem mais concertos que cultos cristãos. Os sermões pregados são agradáveis aos ouvidos, nunca a mensagem ético-moral dos velhos pregadores; e quanto mais curto melhor. Uma mensagem de dez ou quinze minutos é suficiente, e se é um vídeo muito melhor. Eliminam-se cultos na semana e se mantém ao mínimo no fim de semana. Os pastores desejam comodidade e manter acomodados os membros fazendo e dando-lhes o que gostam. “Estamos frente a uma celebração cúltica que se esvazia de seus conteúdos naturais, satisfaz o hedonismo religioso dos adoradores e torna-se cúmplice de uma teologia castrada e “light” exibidas nas polidas vitrines das liturgias que apresentam um evangelho sem cruz, um discipulado sem custo, ressurreição sem crucificação, espiritualidade sem Espírito, igreja sem discípulos, Bíblias sem a imagem do servo sofredor, discipulado sem acompanhamento, pregação.
Temos que revisar, então o modelo de Jesus cujo ministério público foi essencialmente relacional. Ele andava no meio das multidões, ou então tinha encontros privados com determinadas pessoas, até mesmo de noite. Ele sabia o que era sentir o calor do meio-dia no deserto de Samaria, ou o frio da morte no quarto de um adolescente. Ele deixou-se tocar por uma mulher cerimonialmente impura, e tocou intencionalmente num leproso, isolado pela sociedade. Ele falou de situações cotidianas, de sal e lâmpada, de sementes e pastores de pais e filhos. Hoje, mais do que nunca, devemos seguir este modelo, se queremos alcançar a geração pós-moderna. - Catalão Angel Castañeira (apud Salinas, 1999, p.46).
Essa declaração de Catalão Angel nos mostra como Cristo soube comunicar o Reino de Deus na sua época. O amor que ele devotava pela a humanidade e a lucidez que ele tinha do seu ministério e do relacionamento com Deus, ele revelou ao mundo como Pai, fez ele romper barreiras e fronteiras.
Ele tanto sabia conversar com a pessoa mais culta como sabia conversar com uma mulher desprezada a beira de um poço. Ele tanto sabia participar dos grandes banquetes, como sabia ficar três dias no povoado de Samaria comendo pão simples.
Ele tanto sabia pregar para uma multidão, como sabia atravessar o mar da Galiléia e se encontrar no sepulcro com um endemoninhado gadareno. Ele tanto sabia falar para um publicano Zaqueu descer da árvore, como sabia dizer para um príncipe do povo chamado Nicodemos que é necessário nascer de novo.
Cristo rompeu barreiras e se encontrou com o descamisado da sua época, com a prostituta, com o fariseu, com os necessitados e com os aflitos ele amava essas pessoas e por causa do seu intenso amor para com o Pai e para com os homens ele morreu na cruz.
Cristo no Sermão do Monte, nos mostra um caminho seguro, para comunicar sua Palavra, a essa geração pós-moderna que morre de inanição, por Deus. A igreja de Cristo deve romper as barreiras e as fronteiras e se apresentar para essa geração como Sal e Luz, como guardadora da Verdade e praticadora da Verdade.
Ela deve ir aonde Cristo foi, deve romper as barreiras e anunciar Deus. Cristo tinha um alvo no seu ministério o seu escopo era a glória de Deus. O que vemos muitas vezes é a exaltação do homem em detrimento à exaltação de Deus.
A Igreja não pode se embriagar com a proposta do evangelho humanista de ser rica, famosa de angariar status da sociedade, mas deve se preocupar exclusivamente com a glória de Deus. Pensando assim ela irá romper as barreiras porque ela não está interessada naquilo que o homem pode dar como: dinheiro, intelectualidade etc., mas ela está interessada em levar pessoas a conhecer Cristo e seu Reino. 

COMO PREGAR AS BOAS NOVAS DE SALVAÇÃO NOS DIAS DE HOJE

A Igreja é o principal instrumento que Deus tem neste mundo para unir as coisas. A resposta para a indagação e a inquietude dessa geração Pós-Moderna não está no místico, no pragmatismo, etc., mas sim em Cristo. Como disse John MacArthur (1995, p.12): “Encontramos na pessoa de Jesus Cristo provisões suficientes para as nossas necessidades”.
Agora como levar o Evangelho absoluto de Cristo para uma geração Pós-Moderna que não crê no absoluto, que é pragmática, pluralista e mística? Como evitar essa infiltração no arraial evangélico? Quando olhamos para o Sermão do Monte, percebemos que podemos tirar dali algumas respostas para essa inquietude:
A primeira coisa que a Igreja tem que ter é convicção de sua identidade (Mt.5:13-14), porque essa identidade gera responsabilidade e estabelece a contracultura (Mt.6:8).
As pessoas buscam fama (Mt.5:16), glória (Mt.6:2), poder, dinheiro e status (Mt.6:19-24), etc. Porém, uma Igreja que tem convicção de sua chamada não vai buscar isso, mas o contrário, irá buscar a glória de Deus (Mt.5:16), e o Reino de Deus (Mt.6:33).
O mundo Pós-Moderno só vai ouvir pessoas que têm convicção daquilo que está proclamando (Mt.6:9-10) e isso tem dimensões profundas, porque sai da esfera teórica (Mt.7:26-27) e desemboca na prática (Mt.7:24-25) e na transparência (Mt.5:9; 5:21-24; 5:37), na celebração da verdade (Mt.5:3-12), na prioridade e no despojamento de tudo o que não é de Deus (Mt.6:10; 6:31-33).
Já não se fala mais em pecado, renúncia, regeneração, volta de Cristo, juízo final, céu, inferno – tudo isso foi riscado dos atuais métodos de evangelismo. Os pregadores evitam esses assuntos. O apelo pós-moderno não é mais por arrependimento de pecados, mas por aceitar a Jesus, como se ele precisasse de nós, e não o contrário. Nossos cultos mais parecem um balcão de ofertas do que um serviço de adoração a Deus. O que você precisa? Se for de cura, venha na segunda-feira; causas impossíveis, na terça; vitória, na quarta; prosperidade, na quinta; libertação, na sexta; um novo amor, no sábado; restauração da família, no domingo. Você percebe? O culto não é mais para Deus, mas para o homem! Nossas pregações já não enfatizam o senhorio soberano de Cristo, mas o apresentam como uma espécie de papai-noel, que tem por obrigação realizar nossos desejos. As mensagens atuais enfatizam mais o que Deus pode fazer por você, do que como Ele deseja que andemos. Há pregadores que ameaçam até rasgar suas bíblias se Deus não atender suas petições.
 O mundo Pós-Moderno só vai ouvir pessoas que têm convicção daquilo que está proclamando (Mt.6:9-10) e isso tem dimensões profundas, porque sai da esfera teórica (Mt.7:26-27) e desemboca na prática (Mt.7:24-25) e na transparência (Mt.5:9; 5:21-24; 5:37), na celebração da verdade (Mt.5:3-12), na prioridade e no despojamento de tudo o que não é de Deus (Mt.6:10; 6:31-33).


FONTES DE PESQUISA

https://cetep.files.wordpress.com/2008/08/evangelismo-e-postmodernidade-apostila.pdf
http://www.ib7.org/_novo/artigos/lideranca/a-igreja-crista-e-os-desafios-da-pos-modernidade
http://www.genizahvirtual.com/2010/11/o-triplo-desafio-do-evangelismo-na-pos.htmlW

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