Lição 01 - A Ditadura do Orgulho

"Que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebestes, por que te glorias como se não o houveras recebido? I Coríntios 4.7b


Texto Bíblico Básico: II Crônicas 26.3,4,16-21


ORGULHO: O QUE A BÍBLIA DIZ

"O orgulho que almoça vaidade janta desprezo." (Benjamin Franklin) 

Recentemente, acompanhamos nos jornais a história de um jovem médico que atendeu um paciente bastante humilde e com pouco estudo, o que dificultava a pronúncia correta de algumas palavras. Ao terminar o atendimento, o médico zombou publicamente do seu paciente nas redes sociais, da forma como o homem, com seu pouco conhecimento, pronunciava palavras difíceis. A atitude dele repercutiu negativamente, a ponto de faze-lo perder os empregos e ter sua conduta avaliada pelo conselho de ética da profissão. "A Bíblia não mente quando diz que: "a soberba precede à ruína; e o orgulho, à queda (Pv. 16. 18). Há uma diferença entre o tipo de orgulho que Deus odeia (Provérbios 8:13) e o tipo de orgulho que sentimos por fazer algo bem feito. O tipo de orgulho que surge de sermos justos aos nossos próprios olhos é pecado e Deus odeia isso porque atrapalha a nossa aproximação dEle. Salmo 10:4 explica que os orgulhosos estão tão cheios de si que seus pensamentos estão longe de Deus: “Pela altivez do seu rosto o ímpio não busca a Deus; todas as suas cogitações são que não há Deus”. Esse tipo de orgulho arrogante é o contrário do espírito de humildade que Deus procura: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mateus 5:3). Os “pobres de espírito” são aqueles que reconhecem sua falência espiritual e sua falta de habilidade de se aproximar de Deus se não fosse por Sua divina graça. Os orgulhosos, por outro lado, são tão cegos por causa de seu orgulho que acham que não precisam de Deus ou pior, que Deus deve aceitá-los do jeito que são porque eles merecem a Sua aceitação.


Por todas as Escrituras, podemos ler sobre as consequências do orgulho. Provérbios 16:18-19 nos diz: “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda. Melhor é ser humilde de espírito com os mansos, do que repartir o despojo com os soberbos.” Satanás foi expulso do céu por causa de seu orgulho (Isaías 14:12-15). Ele teve a audácia egoísta de tentar tomar o lugar de Deus como o que reina o universo. No entanto, Satanás será lançado no inferno no julgamento final de Deus. Para aqueles que se erguem em rebelião a Deus, há nada mais em seu futuro a não ser desastre: “Porque me levantarei contra eles, diz o SENHOR dos Exércitos, e extirparei de babilônia o nome, e os sobreviventes, o filho e o neto, diz o SENHOR” (Isaías 14:22).

Orgulho já impediu que muitas pessoas aceitassem a Jesus como seu Salvador pessoal. Recusar a admitir o próprio pecado e que não podemos fazer nada com nosso próprios esforços para merecer a vida eterna tem sido uma pedra de tropeço para muitas pessoas. Não devemos ter orgulho de nós mesmos, mas se queremos nos gloriar, então devemos proclamar as glórias de Deus. O que dizemos sobre nós mesmos não significa nada no trabalho de Deus. É o que Deus diz sobre nós que faz a diferença (2 Coríntios 10:13).

Por que orgulho é um pecado? Orgulho é dar a nós mesmos o crédito por algo que Deus realizou. Orgulho é dar a nós mesmos a glória que pertence só a Deus. Orgulho é, em essência, louvor próprio. Nada que realizamos nesse mundo seria possível se não fosse Deus nos capacitando e sustendo. Por isso é que devemos dar a Deus a glória – por que só Ele é digno de recebê-la.


Mas, afinal, de onde vem o orgulho? Ele pode ser vencido? Com a queda, a visão do homem turvou-se. Todo homem tem uma visão distorcida de si mesmo, de Deus e de seu próximo. Jesus veio corrigir essa visão, ao nos mostrar, em si mesmo, o exemplo do que já houve de mais humilde sobre a Terra. O orgulho é um sentimento decorrente das falsas perspectivas que temos acerca de nós mesmos, do próximo e de Deus. Não é um problema impossível de ser amenizado, mas exige uma morte diária, o que Cristo chamou de “tomar a sua cruz e segui-lo”. Quando falo aqui de "morte diária", não estou falando da mera manutenção de hábitos e costumes aceitáveis dentro da igreja, como não fumar, não beber, ser educado e dizer ‘por favor’, mas de uma revisão geral de ideias que cada um tem sobre si mesmo. O dia a dia nos leva, automaticamente, a sermos confrontados com nossa própria visão de mundo. Nesse confronto, temos a escolha de deixar o “eu” morrer, o que é doloroso, ou deixar o “eu” permanecer: temos de ter razão? Temos de ser importantes? Somos indispensáveis? Somos “bons cristãos”? Somos melhores que outros seres humanos? Você se importa muito se as pessoas têm uma visão negativa a seu respeito? Você se preocupa demais com o que dizem de você? Ao deixarmos o “eu” morrer, certamente seremos pisados. Nossa tentação de retrucar e recuperar o nosso “eu” e seu suposto “valor” é muito grande. Mas, se deixamos o “eu” morrer, de fato, Cristo pode finalmente ocupar algum espaço em nós. Não há outro caminho. Em vez de confiarmos em nós mesmos, em nossa perspicácia ou inteligência, devemos, como crianças, procurar o olhar do Pai. Como diz C. S. Lewis, o orgulho jamais poderá ser vencido: ele é a própria natureza do velho homem - “Daí a necessidade de morrer diariamente: por mais que julguemos ter esmagado o ‘eu’ rebelde, vamos sempre descobri-lo vivo.” (O Problema do Sofrimento, p. 71)

CONSEQUÊNCIAS DO ORGULHO NA VIDA DO REI UZIAS

"O orgulho dos pequenos consiste em falar sempre de si próprio; o dos grandes em nunca falar de si." (Voltaire) 

Uzias é chamado de Azarias no Livro de Reis. Cogita-se que Uzias fosse seu nome de entronização e Azarias o nome pessoal. Reinou por 52 anos em Judá, a partir dos 16 anos, entre 791 a 740 a.C. O nome Uzias significa “O Senhor é a minha força”, enquanto Azarias significa “A quem o Senhor ajudou”.

Ele foi um rei notavelmente bem-sucedido em Jerusalém, guerreiro e administrador competente, hábil em organizar e delegar. Teve êxito na guerra e na paz, no planejamento e na execução de seus projetos em terra e mar; em edificar cidades e desenvolver a agricultura e pecuária. Suas realizações lhe trouxeram a grande fama, pois chegou a expandir as terras de seu reinado a ponto dela ser igualada ao tamanho geográfico do tempo em que Salomão reinava. Teve vitórias sobre as nações ao seu derredor, contando com a ajuda do ministério do profeta Zacarias e um exército altamente treinado e fiel portando equipamento bélico de ponta para a sua época.
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Depois da morte de Zacarias, demonstrou fraqueza ao dar lugar ao pecado do orgulho, superestimou sua importância ao considerar as grandes conquistas que obteve. Vendo todas as coisas que empreendeu e que deram certo, presunçoso, aos poucos deixou a soberba dominar seu coração e lhe cegar. Ao acumular os atributos do rei e dos sacerdotes ao mesmo tempo, que era proibido aos hebreus, daí por diante sofreu de uma contagiosa doença da pele. Como rei, segundo a Lei de Moisés não poderia adentrar no Templo e queimar incenso no altar de incenso, que ficava no Lugar Santo (Êxodo 30.1-8; Números 3.10).
Falhou feio, pois Deus não lhe havia designado a função do sacerdócio. Além disso, deixou de remover muitos dos símbolos de idolatria na terra. (2 º Reis 15.4).
Parte do orgulho de Uzias também veio da sua falta de gratidão. Os cronistas dos Livros de Reis, capítulo 15.1-7, e Livros de Crônicas, 26.1-23, não fizeram nenhum relato de que ele tenha mostrado algum apreço a Deus pelas maravilhosas dádivas que recebeu. Ele não reconheceu que seu sucesso proveio do favor de Deus, que lhe deu saúde e tino certo para governar, e através das pessoas que estavam em sua volta e o ajudaram (2 Crônicas 26.5, 8, 11-13).

Mesmo na morte e no sepultamento o rei Uzias permaneceu isolado. Em vida ele conheceu períodos de grande glória, mas por não dar crédito a Deus por suas vitórias, e com soberba profanar o Templo, passou ao ostracismo total e irreversível, se tornando leproso e morando em local isolado até morrer. Em geral, o corpo do rei era depositado no sepulcro real como última homenagem, mas ele ao ser enterrado não recebeu a honra de ser sepultado junto aos outros reis de Israel.
Isaías começou seu ministério no ano da morte de Uzias (Isaías 1.1).

QUANDO O ORGULHO COME CAPIM 

"O orgulho é o complemento da ignorância." (Bernard le Bovier de Fontenelle) 

O que você obtém quando combina um temperamento esquentado, um ego inflado, falta de consciência e poder sem limites? Um antigo rei da Babilônia. 

Nabucodonosor chegou ao poder pouco depois de derrotar os egípcios em uma das mais importantes batalhas da história antiga, e governou o império da Babilônia por mais de quatro décadas, de 605 a 562 a. C. Ele reinou como soberano absoluto de um vasto reino que dominava o antigo Oriente Médio. Analisando aquele longo reinado, Daniel disse o seguinte acerca do monarca: "Homens de todas as nações, povos e línguas tremiam diante dele e o temiam. A quem o rei queria matar, matava; a quem queria poupar, poupava; a quem queria promover, promovia; e a quem queria humilhar, humilhava" (Dn 5:19).

Deus usou Nabucodonosor para disciplinar o povo rebelde de Judá por meio de uma série de invasões devastadoras, culminando com a destruição de Jerusalém e a demolição do templo em 586 a. C. Tropas babilônicas mataram milhares de hebreus e levaram incontáveis milhares de outros para o cativeiro.

Além das conquistas militares, Nabucodonosor criou uma reputação para si por meio de um impressionante programa de construção. Babilônia, sua capital, já era uma cidade antiga em sua época, mas ele a embelezou e a expandiu, criando a metrópole mais impressionate de toda a terra. A cidade se estendia por cerca de quinze quilômetros de muros duplos, com oito potões principais, e se orgulhava de um imenso lago artificial construído para defesa. Nos dias atuais, visitantes, podem observar as ruínas do famoso portão de Ishtar, adornado por tijolos coloridos e imagens em relevo de touros, leões e dragões. Mais de cinquenta templos se espalhavam pelo interior da cidade, sendo o principal deles um zigurate de 110 metros quadrados de case e sete andares de altura, com um altar no topo, a cerca de noventa metros de altura.

Um dia, enquanto olhava de sei palácio para tido o que havia construído, Nabucodonosor exclamou: "Acaso não é esta a grande Babilônia que eu contruí como capital do meu reinado, com o meu enorme poder e para a glória da minha majestade?" (Dn. 4:30). Naquele momento, o terrível julgamento de Deus caiu sobre ele. Assim como Daniel predissera um ano antes, Nabucodonosor mergulhou no caos da insanidade (por sete anos ou sete meses; o texto hebraico não é claro). Seus sintomas - viver com os animais, comer capim, pelos crescendo como as penas de uma águia e unhas como as garras das aves. Deus ensinou ao arrogante rei " que o Altissímo domina sobre os reinos dos homens e os dá a quem quer" (Dn 4:25).

Depois de vagar com os animais pelo tempo determinado, Nabucodonosor finalmente recuperou sua sanidade - e também um profundo respeito por um Rei infinitamente mais poderoso que ele. "O seu domínio é um dominio eterno", declarou Nabucodonosor; " o seu reino dura de geração em geração. Todos os povos da terra são como nada diante dEle" (Dn 4: 34,35). Talvez o mais impressionante seja a conclusão a que chegou o rei castigado: o Deus todo-poderoso " tem poder para humilhar aqueles que vivem com arrogância" (4:37). A arrogância humana não tem lugar diante da majestade de Deus.

O REI QUE FOI DEVORADO VIVO PELO ORGULHO

"Quem é orgulhoso a si próprio devora." (William Shakespeare) 

É aquela velha história: Deus não divide Sua Glória com ninguém. É o que está escrito, veja: A minha glória não a darei a outrem." (Isaías 48:11b). A maior besteira que alguém pode fazer é tomar para si a glória que é de Deus e foi o que fez o rei Herodes.

O rei Herodes que governava a Judeia estava agindo contra a Igreja de Jesus. Ele mandou matar Tiago, irmão de João e depois, como viu que estava agradando os judeus, mandou prender Pedro. O Evangelho vivia seu primeiro período de perseguição. Os ventos da perseguição assolavam os irmãos, que eram presos e maltratados.

Pedro teria sido executado não fosse a providência de Jesus, que mandou um anjo liberta-lo da prisão de forma espetacular. Herodes ficou furioso quando foi comunicado que Pedro havia fugido das masmorras do Império Romano, isso soou como um insulto à autoridade de Herodes e os guardas foram açoitados, ou justiçados, como diz o texto, afinal Pedro sumiu praticamente debaixo das barbas de Herodes.

Era preciso fazer alguma coisa para resgatar a autoestima de Herodes e ele próprio teve uma ideia “fantástica”. Num determinado dia, Herodes vestiu suas vestes reais reluzentes e se assentou no trono do tribunal romano na Judeia e fez um belo discurso. Lá pelas tantas, o povo começou a exclamar: “É voz de Deus, e não de homem.” (Atos 12:22). Observe que o povo não estava dizendo que Herodes era um deus, estava dizendo que Herodes era o próprio Deus.

Herodes ficou lisonjeado, orgulhoso todo, aquilo era a resposta que ele estava precisando para aplacar a vergonha de ter perdido Pedro dentro de seus cárceres. Só teve um probleminha: Herodes não deu glória a Deus. Herodes cometeu o erro fatal de tomar para ele a Glória de Deus, sua arrogância o cegou. Não foi uma boa ideia.

Com Deus não se brinca e no mesmo instante o anjo do Senhor feriu Herodes e ele foi comido de bichos e morreu. O “poderoso” Herodes da Judeia foi comido de vermes em vida. Deve ter sido uma cena terrível, o rei morreu na presença de todo aquele povo que, momentos antes, aclamava-o como “Deus”.

Ficou provado que Herodes não era Deus e que o povo, com sua bajulação, causou, ainda que indiretamente, a trágica morte do rei que perseguia o povo do verdadeiro Deus. Foi uma dura lição.

Hoje em dia os “poderosos” desse mundo não são mais comidos por vermes em vida, mas agonizam em sua arrogância, comidos por dentro pelo pecado. O pior é que o pecado da arrogância não atinge somente o povo que vive por conta própria, mas se espalha dentro dos arraiais cristãos com grande velocidade.

A regra é clara: não tome para você a glória que é de Deus. Isso nunca acaba bem. Nem Jesus tomou para Ele a glória de Deus Pai, veja: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus." (Mateus 19:17). Viu como se faz? Eu vi e aprendi.


Assim como o rei Nabucodonosor, que comeu capim por um tempo, porque não atribuiu a Deus a glória, Herodes foi comido pelos vermes pela mesma razão. A melhor maneira de glorificar o Nome de Deus é reconhecer o sacrifício de Jesus para nos salvar. Jesus deixou a Glória de Seu Pai e entregou Sua preciosa vida para pagar o alto preço dos nossos pecados, então quando você reconhece Jesus como seu Salvador, você está glorificando a Deus Pai e vai receber o Deus Espírito Santo em seu coração. Não há bem maior.

A HUMILDADE É FUNDAMENTAL PARA A NOSSA COMUNHÃO COM DEUS

"O orgulho... é filho da ignorância." (Giuseppe Baretti) 
Quando Jesus pregou o sermão que define o caráter do verdadeiro discípulo, suas palavras iniciais foram diretas ao coração: "Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus" (Mateus 5:3). Ele continuou a pregar durante mais três capítulos, mas muitos ouvintes não o ouviram porque nunca passaram da linha de partida. Mesmo hoje, a maior parte da mensagem do evangelho cai em ouvidos surdos de homens e mulheres arrogantes que não querem mesmo reconhecer a posição de Jesus como Senhor.

Mas Jesus não reduziu os padrões. Ele não abriu uma porta extra para entrarem os arrogantes ou os "quase" humildes. Ele manteve intacto o seu requisito fundamental porque ele reflete a exigência eterna de Deus. Deus nunca aceitou o homem cheio de orgulho que pensava fazer as coisas a seu próprio modo. Ao contrário de toda a sabedoria dos homens carnais, tendentes a adquirir poder e posição, Deus aceita exclusivamente os humildes.

Uma geração depois de Uzias, o profeta Miquéias pegou perfeitamente a idéia quando ele citou as palavras de Deus: "Ele te declarou, ó homem, o que é bom e o que é que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e Andes humildemente com o teu Deus" (Mq 6.8). As Escrituras deixam perfeitamente claro que não há outra maneira de caminhar com Deus. Ou andamos humildemente com nosso Deus, ou não andamos de modo nenhum com ele!

Jesus andou no meio de homens carnais e enfrentou tremendo desafio. Como poderia ele capturar seus corações para moldá-los como os servos humildes que o Pai quer? Não foi uma tarefa fácil. Ele falava freqüentemente de humildade, e mostrava em sua vida de serviço o que significa elevar os outros acima de nós mesmos. Quem poderia exemplificar melhor a humildade voluntária do que o próprio Deus, que deixou sua habitação celestial para servir e mesmo morrer pelos homens pecadores? (Esta é a essência do apelo irresistível de Paulo em Fp 2:3-8).

Dois exemplos mostram claramente como Jesus ressaltava a humildade para seus apóstolos. O primeiro está em Mt 18:1-4. Os apóstolos freqüentemente disputavam entre si sobre a grandeza. Dois deles uma vez foram tão ousados a ponto de pedir que fossem colocados acima de seus colegas no reino. Jesus respondeu à atitude deles chamando uma criança. Enquanto estes homens crescidos olhavam, Jesus começou a pregar um sermão memorável: "Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus" (Mateus 18:3-4).

O segundo exemplo, ainda mais tocante, é registrado em Jo 13:1-17. Quando se preparavam para partilhar a refeição da Páscoa, Jesus aproveitou o momento para ensinar uma lição necessária. Os apóstolos jamais esqueceriam esta noite, e Jesus não perdeu a oportunidade para ensinar. Ele tomou uma toalha e água e foi, de discípulo em discípulo, lavando seus pés. Isto era, por costume, serviço dos servos mais humildes, mas aqui o Criador do universo estava se humilhando diante de simples galileus. Quando terminou, ele voltou-se para os apóstolos e perguntou? "Compreendeis o que vos fiz? Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou. Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou. Ora, se sabeis estas cousas, bem-aventurados sois se as praticardes" (Jo 13:12-17).

Não é de se admirar que outros homens inspirados falassem da importância da humildade. Tiago disse: "Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós... Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará" (Tg 4:6-10).

COMO A ARROGÂNCIA IMPEDE A SALVAÇÃO

Podemos tirar algumas conclusões claras e importantes do ensinamento da Bíblia, mostrando o porquê a falta de humildade impede a salvação. Considere como o orgulho é absolutamente oposto às qualidades e comportamentos que Deus quer que demonstremos.

Sem humildade, não serviremos outros como deveríamos, porque aqueles que são arrogantes e egoístas querem ser servidos, e não servir.

Sem humildade, não seremos seguidores. Os orgulhosos querem ser chefes e cobiçam a posição e a influência de outros. Este foi o problema que Arão e Miriã tiveram em Números 12, e o mesmo pecado que custaram as vidas de quase 15.000 pessoas, em Números 16.

Sem humildade não buscaremos realmente a verdade. O homem orgulhoso pensa que já conhece as respostas, e não quer depender de quem quer que seja, nem mesmo do próprio Deus. A arrogância também impede nosso entendimento da verdade. Se não queremos admitir a necessidade de mudança, ou não queremos aceitar o fato que alguma outra pessoa sabe mais do que nós, nosso orgulho será um bloqueio fatal para o estudo eficaz da Bíblia.

Sem humildade, não reconheceremos nossos próprios defeitos. Somos até capazes de enganar nossos próprios corações para não vermos nosso próprio pecado. Saul fez isto quando defendeu sua desobediência na batalha contra os amalequitas. Ele argumentou que tinha obedecido o Senhor e que o povo tinha errado (1 Sm15:20-21). Deus não aceitou esta desculpa esfarrapada, e não aceita a nossa.

Outro problema relacionado com a arrogância é a dificuldade em aceitar a correção. Pv 15:31-33 mostra a conseqüência de tal orgulho: "Os ouvidos que atendem à repreensão salutar no meio dos sábios têm a sua morada. O que rejeita a disciplina menospreza a sua alma, porém o que atende à repreensão adquire entendimento. O temor do Senhor é a instrução da sabedoria, e a humildade precede a honra." Pv 12:1 é mais direto: "Quem ama a disciplina ama o conhecimento, mas o que aborrece a repreensão é estúpido."

O outro lado deste problema é que a pessoa arrogante também não perdoa o erro dos outros. O orgulho é inerentemente egoísta, e nos torna facilmente ofendidos e lentos a perdoar. Isto cria uma tremenda barreira para a salvação. Jesus ensinou claramente que a pessoa que não perdoa não será perdoada por Deus (Mt 6:12,14-15).

A última linha é muito clara. Se não aprendemos como ser humildes, não entraremos no céu. Deus rejeita os orgulhosos e exalta os humildes (Tg 4.6,10).

COMO DESENVOLVER A HUMILDADE


Uma vez que a humildade é obviamente essencial à nossa salvação, deveremos estar preocupados em acrescentar esta qualidade a nossas vidas. Aqui estão umas poucas sugestões simples que nos ajudarão:

Devemos procurar o melhor nos outros, e buscar servir os outros como Jesus fez (Rm 12.10; Ef 4.2-3; Fp 2.3-4).

Não devemos pensar que somos importantes (Lc 17.10). Cada um deve usar sua capacidade, porém não devemos pensar que somos melhores do que outros (Rm 12:3-8).

"Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará" (Tg 4.10).


FONTES DE PESQUISA


http://www.gotquestions.org/Portugues/orgulho-Biblia.html
http://belverede.blogspot.com.br/2009/05/gloria-o-orgulho-e-queda-do-rei-uzias.html
http://sombradoonipotente.blogspot.com.br/2014/04/o-rei-que-foi-comido-vivo.html

Comentários

  1. Graça e paz professora acessei hoje seu comentário sobre a lição acima estou feliz no que li, parabéns e continue dedicada ao ministério do ensino.

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