Galera de Cristo 04 - A Libertação dos Filhos de Israel

"De Fato tenho visto a opressão sobre o meu povo no Egito. Ouvi seus gemidos e desci para livrá-lo" - Atos 7.34

PAPO SÉRIO

O SENHOR POSSUI O CONTROLE DE TODAS AS COISAS

No ano 1600 a.C. o Egito era o poder mundial da época. A família de Jacó, que havia migrado para o Egito por causa da fome, crescera e tornara-se numerosa. De apenas 70 pessoas, passaram a ser numerosos. Agora eles se tornaram verdadeiramente um povo.
O povo estava no Egito, mas o destino final deles era Canaã. Canaã estava inserida numa região fértil, próspera e estratégica. E Canaã era justamente a terra que Deus havia prometido que os descendentes de Abraão habitariam. Dali Deus irradiaria para o mundo a expressão do seu amor e seu cuidado para com as pessoas. Deus nunca planejou fazer isto através de um povo com poderio militar. Ele faria através de sua presença em um povo e com um povo. Foi para isso que Ele escolheu Israel.
Êxodo é uma palavra grega que significa saída, e o foco do livro é mostrar como Deus agiu poderosamente para livrar seu povo do domínio de Faraó, e como providenciou a saída deles do Egito para Canaã. Um novo Faraó estava no poder do Egito, e este não tinha qualquer relação com José nem com sua família. Os descendentes de Abraão haviam aumentado muito. O povo estava dominado e escravizado, e Deus havia dito que assim seria (Genesis 15:13-16). Mas o mesmo Deus que previu escravidão também prometeu libertação.
Para conter a multiplicação dos Israelitas, Faraó ordenou um verdadeiro genocídio. As parteiras foram orientadas a matar todos os meninos que nascessem entre os Israelitas. Entretanto, temendo a Deus, elas deixam os meninos sobreviver. Apesar da cena horrorosa da matança dos meninos, Deus não está alheio à história. Deus usa uma mulher para dar inicio ao processo de libertar seu povo do jugo de Faraó. Por outro texto sabemos que Joquebede era a mãe de Moises. Pela fé ela colocou o filho em uma cesta e o deixou à margem do rio.

O LIBERTADOR DE ISRAEL

Deus tinha planos para o seu povo e no meio da tribulação ele levanta aquele que seria o libertador da nação. De forma soberana Deus livra o menino Moisés dos planos de Faraó para depois torná-lo uma pedra no sapato de Faraó. Moisés cresceu no palácio e foi educado no que podemos denominar de a melhor escola da época. Ele nem sabia, mas essa preparação tinha a ver com o que Deus pretendia fazer na vida dele e do povo de Israel. No final do capítulo 2 vemos Deus se sensibilizando com o clamor do povo e se lembrando da aliança que fizera com Abraão, Isaque e Jacó. Não que Deus tenha se esquecido das promessas. Esta é uma figura que indica que Deus está preste a agir. Fidelidade é um atributo de Deus.
No capítulo 3 Deus comissiona Moisés, mas ele discute com Deus e começa a apresentar desculpas para não aceitar a missão. Moisés sabe que não tem qualquer credencial para a tarefa, mas Deus diz que sua credencial é Ele, o próprio Deus. “É isso que você dirá aos israelitas: Eu sou me enviou a vocês. (Genesis 3:14)” Por trás do nome “Eu sou” está o fato de que Deus existe. “Eu sou” tem a ver com a origem de todas as coisas. Também “Eu sou” carrega em si a imutabilidade de Deus. Deus não muda. Ele havia dito a Abraão que o cativeiro teria fim, e agora estava chegando esse momento. Deus soberanamente resolve no seu tempo libertar seu povo, e soberanamente escolhe o líder deste projeto, Moisés.
Consciente de que sua força não vem de seu talento, mas da presença de Deus, Moisés chega ao Egito. A oposição vai começar e os problemas do líder se intensificarão. Mas “Eu sou” está com ele. Quando vão a Faraó e falam direto e sem rodeios o que Deus disse para eles falarem, a oposição começa de verdade. Diante da dificuldade Moisés vai a Deus. Ele sabe que “Eu sou” está no controle da situação. Muitas vezes, antes de um momento de grande intervenção divina, experimentamos um grande momento de desilusão humana. Deus responde a Moisés e reafirma seus planos para o povo. Deus é o todo poderoso, e nada nem ninguém pode impedi-lo de realizar aquilo que planejou.

Deus escolheu um libertador para o Seu povo, era Moisés, um hebreu criado como filho da filha de Faraó, versado nas ciências e nas artes do Egito, um interlocutor que levaria Sua palavra a Faraó em sua própria língua.
Muita coisa aconteceu desde que Moisés deixou a terra de Midiã em direção ao Egito. Deus levantou Arão, que passou a ser a voz de Moisés seu irmão e a ordem era: “Eis que te tenho posto por deus sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será o teu profeta.”(Êxodo 7:1) e os dois foram a Faraó, levar apenas um recado a ele: “que deixe ir os filhos de Israel da sua terra.” (Êxodo 7:2b). Faraó endureceu seu coração e não deixou os filhos de Israel saírem do Egito.
Diante da dureza do coração de Faraó, Deus manifestou Seu Poder de forma maravilhosa e terrível sobre as terras do Egito e dez pragas atingiram (uma por vez) o Egito, nem a casa de Faraó ficou imune às desgraças que assolaram a terra.
As dez pragas do Egito são bem conhecidas de todos, muito se fala, se escreve e vários filmes já foram produzidos tendo como enredo as pragas do Egito. De tempos em tempos Moisés e Arão voltavam à presença de Faraó e como não obtinham resultado à sua petição, Deus derramava Sua ira sobre Faraó e o Egito.
Assim, a primeira praga foram as águas que se transformaram em sangue; a segunda foram as rãs; a terceira foram os piolhos; a quarta foram as moscas; a quinta foi a peste sobre os animais; a sexta foi a sarna que arrebentavam em úlceras; a sétima foi a saraiva com fogo; a oitava foram os gafanhotos; a nona foram as trevas, o sol não nasceu, tudo se transformou numa infinita noite e a décima (e mais terrível) foi a morte dos primogênitos.
Era uma coisa pior do que a que a antecedeu. Logo na primeira praga todas as águas, inclusive as do Rio Nilo, o principal do Egito se transformaram em sangue e a última matou todos os primogênitos, quer de animais, quer de homens. Houve um grande pranto, até na casa de Faraó, seu filho mais velho, seu herdeiro morreu. Depois disso Faraó mandou chamar Moisés e deixou os hebreus saírem de suas terras, o povo de Deus estava livre de sua escravidão.
Importante observar que nenhuma das dez pragas atingiu os judeus, nadica de nada mesmo. O povo hebreu habitava a terra de Gósen que foi poupada por Deus de Sua manifestação de ira sobre Faraó e os egípcios. Deus sempre livra os Seus amados e nenhum mal lhes sucederá.
O povo hebreu passou cerca de quatrocentos e trinta anos no Egito e quando saiu de lá, liberto e cheio de esperanças, os homens de pé somavam seiscentos mil, assim podemos estimar que os que saíram do Egito eram mais de um milhão de vidas, uma imensa multidão caminhando em direção ao Mar Vermelho.
Faraó se arrependeu de ter deixado o povo de Deus sair do Egito, era um prejuízo muito grande, afinal eles faziam todo o serviço pesado e com custo zero, já que os hebreus eram escravos.
Na verdade Faraó ainda tentou barganhar a saída do povo, tentando os fazer deixar seus rebanhos no Egito, mas Moisés não aceitou e Faraó disse: “Vai-te de mim, guarda-te que não mais vejas o meu rosto; porque no dia em que vires o meu rosto, morrerás.” (Êxodo 10:28). Moisés respondeu: Bem disseste; eu nunca mais verei o teu rosto.”(Êxodo 10:29).

Pois bem. Assim que disseram a Faraó que o povo judeu fugia, ele se arrependeu muito de ter deixado ir seus escravos e disse: “Por que fizemos isso, havendo deixado ir a Israel, para que não nos sirva?”(Êxodo 14:5). O homem ficou furioso consigo mesmo e mandou preparar seu carro e mais seiscentos carros escolhidos, os melhores, os mais velozes e colocou neles seus capitães, tipo sua tropa de elite e muitos outros carros foram aparelhados para a guerra e os egípcios partiram em perseguição aos hebreus.

Moisés, Arão e todo o povo de Israel estavam numa complicada situação. Atrás deles vinha Faraó e todo o seu exército e à frente o Mar Vermelho. Quando eles levantaram os olhos e viram os egípcios, ficaram apavorados, parecia um beco sem saída, uma emboscada, uma tragédia, eles seriam facilmente massacrados pelos exércitos de Faraó, então eles clamaram ao Senhor. Só teve um probleminha, o povo se revoltou contra Moisés, perguntou até se no Egito não tinha sepulturas para eles e por que Moisés os levou para a morte.

É, meu amigo, até hoje é assim, tudo o que acontece a culpa é de Deus, dos Seus líderes, dos outros. Este é um pecado bem familiar a muita gente boa, a murmuração, a reclamação sem motivo.

Moisés, coitado, ficou bem bravo com o povo e disse: “Não temais; estai quietos, e vede o livramento do SENHOR, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais os tornareis a ver.O SENHOR pelejará por vós, e vós vos calareis.”( Êxodo 14:13-14). Moisés mandou o povo se calar. Em muitas situações é o melhor a fazer mesmo, se calar e esperar o livramento do Senhor.

O que aconteceu depois todo mundo sabe, o mar se abriu e o povo hebreu passou a pés enxutos e quando o exército de Faraó entrou no mar para perseguir Israel, o mar se fechou e todos morreram afogados. Foi um estrago! Faraó ficou sem escravos e sem exército de uma só vez.

Da outra margem do Mar Vermelho o povo de Israel se regozijou diante do grande livramento do Senhor e viu os corpos dos seus inimigos boiando nas águas do mar. Deus manifestou mais uma maravilha diante de Faraó e do Seu povo.

O grande livramento do Senhor teve dois efeitos imediatos. Primeiro, o próprio povo hebreu foi fortalecido, passou a crer no Senhor e em Moisés, Seu servo e, segundo, as nações em volta, sabendo do que aconteceu aos egípcios, passaram a temer Israel e o Seu Deus. Isso foi muito importante na história do povo hebreu, posto que seus inimigos sabiam que eles eram fortemente protegido pelo Senhor dos Exércitos e temiam um confronto com eles. Foi didático e preventivo.

Depois disso, Deus guiou Seu povo pelo longo caminho de quarenta anos no deserto. Uma caminhada que deveria levar apenas alguns dias, se transformou em décadas.

Havia um fim proveitoso mesmo na longa caminhada do povo hebreu pelo deserto. Israel passou muito anos escravo de Faraó e com todo aquele sofrimento, com a dureza do serviço, os castigos e açoites e, principalmente, com a convivência com os ídolos e deuses estranhos do Egito, Israel tinha perdido sua identidade como nação. Foi um recomeço, ou melhor, foi a verdadeira fundação do Estado Judeu. Deus precisou detalhar Sua Lei, foi preciso inserir nos livros escritos por Moisés tudo o que Israel podia e não podia fazer como cidadão de uma nação livre.

Acontece que aquele povo aprendeu com a escravidão a se rebelar, a não gostar de cumprir ordens e deu muito trabalho a Moisés. Mesmo em nossos dias tem muita gente boa que se rebela contra as lideranças levantadas por Deus em sua vida, isso é mauzão. Obedecer é o princípio de uma vida espiritual saudável, é saber que existe uma providência divina em cada coisa que nos acontece, as boas e as ruins.

Não vivemos por conta própria, não é o acaso que vai nos proteger, não vivemos sozinhos no meio do mundo, somos parte de um todo, somos o projeto de Deus para uma vida melhor. Por mais que tudo pareça dar errado, não se desespere, sua vez vai chegar, sua vitória é certa e o Deus do impossível está movendo as pedras para cumprir Sua promessa em sua vida.

A saída do povo hebreu do Egito é lembrada até hoje pela nação israelita, é a páscoa judaica. Todos temos muito o que aprender com a história da saída dos judeus da escravidão. De alguma forma somos escravizados pelo mundo, pelo emprego, pelo chefe, pela família, pelos “patrulheiros da fé”, pelo status, pela escola, pela falta de oportunidades, pelo falta de mês no fim do salário, pelo relógio, pelo calendário, prazos, etiqueta social, moda, web, mídia e qualquer outra coisa, mas Deus nos chama para a liberdade, isso não quer dizer que todas as formas de escravidão serão abolidas de uma vez por todas, significa que passo a passo, aprendemos a não nos deixar prender por tudo isso. É um processo interior que produz efeitos práticos em nossa vida e vale a pena começar.

FONTES DE PESQUISA

http://www.ibmorumbi.com.br/pgs/view_printer.asp?CID=52&ID=797
http://sombradoonipotente.blogspot.com.br/2012/06/saida-dos-hebreus-do-egito.html

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