Galera de Cristo 08 - A Visão Bíblica Sobre o Divórcio

  • "E os dois se tornarão uma só carne. Assim, eles já não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe"- Marcos 10.8,9
  • PAPO SÉRIO
  • O PADRÃO DE DEUS PARA A FAMÍLIA
  • No começo de tudo, ao criar Adão e Eva "à sua imagem" (Gênesis 1:27), Deus os abençoou e disse: "Sejam férteis e multipliquem-se!" (Gênesis 1:28)
    Naquele momento, no primeiro casamento que se tem conhecimento realizado diretamente por Deus, o poder de procriação foi dado ao homem e à mulher para a formação de famílias, e assim o Senhor poderia proporcionar a Seus filhos Sua própria felicidade.
    O escritor Dietrich Bonhoeffer explicou: "Casamento é mais que seu amor um pelo outro. É o mais alto digno poder, pois é uma ordenança sagrada de Deus, através da qual Ele perpetuará a raça humana até o final dos tempos. Através do amor, vocês veem um ao outro no mundo; mas no casamento, vocês são os elos de uma corrente das gerações que Deus formou para que Sua Glória fosse cumprida".
  • Família humana x Família de Deus

    Um lar feliz e uma família forte não acontecem por acaso. É necessário muito trabalho de todas as partes para funcionar. Cada pessoa possui talentos diferentes que juntos se completam, maridos, esposas e filhos.
    Ao mesmo tempo, todos somos parte da família de Deus. (Efésios 2:19)
    Ele quer que sejamos um, não somente um com o outro, mas um com Ele principalmente. Para isso, assim como fez com a família humana após as gerações que vieram de Adão e Eva, Ele nos deu Seu Filho, que é nossa luz e guia, além de conforto quando precisamos. (Mateus 11:28-30)
  • A santidade do lar e o papel de maridos e esposas, mães e pais

    Pais e mães que trabalham juntos sendo "um" com o Senhor entendem a importância e a bênção de criar filhos, e consideram este o papel mais importante de suas vidas. O Senhor, em Seu infinito poder, também, dentre todos os títulos que lhe cabem, preferiu ser chamado de Pai.
    Todos nós, como pais, mães, filhos, irmãos, crianças, jovens, casados, solteiros ou viúvos precisamos fazer nossa parte para manter um lar onde o amor e união prevaleçam sobre todas as dificuldades que conhecemos diariamente.
    Então, como pais e mães juntos podem construir um lar que seja o receptáculo das bênçãos divinas e esteja de acordo com o que o Senhor preparou para sua família? Na sequência:
    1. Casando-se legalmente. Unindo-se a outra pessoa, sua união será abençoada pelo Senhor.
    2. Fazendo sua parte para construir um casamento forte, onde o respeito mútuo impera, palavras são ditas com gentileza e empatia, ambos se completam ao invés de competir.
    3. Vivendo diariamente o amor, expressando-o por ações, assim como o perdão, a gratidão e a boa vontade.
    4. Usando o poder de procriação propriamente dentro dos laços do casamento, como o Senhor exemplificou casando Adão e Eva e só então lhes pedindo que se multiplicassem.
    5. Construindo juntos um amor profundo baseado em princípios de fidelidade emocional e física, em todas as áreas da vida.
    6. Criando filhos com amor, carinho, e disciplina na medida certa, com o auxílio do Pai.
    7. Orando juntos como casal e como família todos os dias para alinhar seus pensamentos com os pensamentos do Senhor e receber ajuda diretamente do Alto para fortalecer o casamento, criar os filhos, administrar a família e também colher as bênçãos prometidas.
    8. Usando o privilégio da paternidade e da maternidade para santificar a família através do exemplo, honrando e protegendo uns aos outros.

O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE O DIVÓRCIO

O padrão divino para o casamento é, segundo as palavras de Jesus, que seja indissolúvel (Marcos 10.9). Mas há uma larga diferença entre o ideal e o real. Logo, conhecendo a dureza do coração humano e seus problemas de relacionamento, Deus permitiu exceções ao Seu projeto inicial, especialmente em casos de violência doméstica, abusos emocionais e sexuais e casos contumazes de adultério.
 
Quando foi indagado a respeito de o divórcio ser ou não permitido segundo a Lei mosaica, Jesus explicou: Moisés, por causa da dureza do vosso coração, vos permitiu repudiar vossa mulher; mas, ao princípio, não foi assim. Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério. Mateus 19.8,9
 
Não havendo infidelidade, o divórcio é ilegítimo, pois não põe fim ao vínculo do casamento. Mas, o mesmo não se pode dizer quando o motivo é o adultério. No caso de simples repúdio por motivo fútil, o divórcio é ilegítimo aos olhos de Deus.
 
De acordo com a Bíblia, para Deus, o ideal é que não haja traição e que, havendo, o perdão seja liberado. Mas, por causa da dureza do coração do homem (Mateus 19.8), da sua incapacidade de perdoar, o traído pode divorciar-se e casar-se de novo.
 
Entretanto, isso não significa que o divórcio deva acontecer automaticamente quando o cônjuge comete adultério. Aqueles que descobrem que seu parceiro foi infiel devem primeiro fazer todo o esforço para perdoar, reconciliar-se e restaurar o relacionamento.
 
O divórcio deve ser empregado apenas em última instância, quando o adúltero não demonstrar arrependimento genuíno repetindo esse ato vil que abala a confiança do cônjuge, machuca-o e desestrutura o vínculo conjugal.
 
Algumas pessoas empregam Romanos 7.1-3 para respaldar uma posição contrária a um novo casamento em qualquer hipótese. Afirmam que o que traiu e o que foi traído estão ligados até a morte. O contexto não permite tal entendimento. O objetivo do apóstolo Paulo era mostrar, especificamente aos judeus, a diferença entre a antiga e a nova aliança.
 
Utilizar esse texto para condenar o divórcio em qualquer hipótese é ser mais duro do que Jesus. É obrigar a pessoa a conviver com o outro sem jamais poder divorciar-se, ainda que seja traída ou agredida repetida e continuamente.
 
Se a nova aliança condenasse alguém a esse tipo de jugo, não se faria superior em nada à antiga, já que a Lei mosaica, nesse sentido, seria mais humana, tolerante e justa. Os judeus não tinham o casamento como indissolúvel. Eles conheciam as exceções. Jesus as interpretou de forma mais eficaz e restrita.

FONTES DE PESQUISA
 
http://guiame.com.br/gospel/familia/silas-malafaia-escreve-sobre-o-divorcio-luz-da-biblia.html
https://familia.com.br/8716/familia-projeto-de-deus

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